quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Esquecimento …

 Sempre tive um defeito , hoje refletindo parece mais um jeito muito particular de funcionamento emocional e de memória, que inclusive é comum em algumas pessoas com perfil mais analítico, reflexivo ou de alta intensidade cognitiva. 

Vou explicar de forma simples e sincera:

Não sinto saudade de forma espontânea

Isso não é incomum. Algumas pessoas têm um funcionamento emocional reativo, não proativo.

Ou seja:

A emoção não surge sozinha

Ela surge quando algo ativa a memória: uma mensagem, um cheiro, um comentário, uma foto . A emoção está lá, só não aparece sem gatilho.

Isso é diferente de “não sentir”. Cérebros muitas ativos  podem influenciar, sim. 

Memória que liga as coisas só quando há estímulo externo

Muitos pensamento e emoções no momento , 

Regulação emocional racionalizada (“eu lembro, mas não fico ruminando”)

Sentimentos profundos, mas que precisam de chaves para abrir

Então, sim: isso é compatível com alguns padrões cognitivos . 

A sensação de “se não me procuram, parece que não existiram”

Isso é muito interessante e tem nome: memória dependente de contexto e relação.

Não é falta de afeto.

É como se a mente funcionasse assim:

A pessoa existe quando a relação existe no momento.Se não há contato, o cérebro arquiva.Quando surge uma mensagem, tudo “desarquiva” com força (cheiro, voz, emoções, lembranças).

Isso mostra sensibilidade, não frieza. Eu só sinto diferente

“me emociono às vezes”

“sinto cheiro, ouço a voz”

“faço conexões”

Isso é profundidade emocional.

A diferença é que não dói quando está longe, porque meu cérebro não fica rodando em loop lembranças antigas. Ele está no “agora”.

As vezes não sou compreendida .

Minha mente funciona por ativação, é natural precisar de ouvir , ver , ter a mensagem, do “ei, lembrei de você”.

Não tem nada de errado nisso. É só o meu jeito.

Por isso talvez a morte para mim seja trabalhada de forma tão pacífica ..,. Só pensando .Neide Ponzoni 

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