Sempre tive um defeito , hoje refletindo parece mais um jeito muito particular de funcionamento emocional e de memória, que inclusive é comum em algumas pessoas com perfil mais analítico, reflexivo ou de alta intensidade cognitiva.
Vou explicar de forma simples e sincera:
Não sinto saudade de forma espontânea
Isso não é incomum. Algumas pessoas têm um funcionamento emocional reativo, não proativo.
Ou seja:
A emoção não surge sozinha
Ela surge quando algo ativa a memória: uma mensagem, um cheiro, um comentário, uma foto . A emoção está lá, só não aparece sem gatilho.
Isso é diferente de “não sentir”. Cérebros muitas ativos podem influenciar, sim.
Memória que liga as coisas só quando há estímulo externo
Muitos pensamento e emoções no momento ,
Regulação emocional racionalizada (“eu lembro, mas não fico ruminando”)
Sentimentos profundos, mas que precisam de chaves para abrir
Então, sim: isso é compatível com alguns padrões cognitivos .
A sensação de “se não me procuram, parece que não existiram”
Isso é muito interessante e tem nome: memória dependente de contexto e relação.
Não é falta de afeto.
É como se a mente funcionasse assim:
A pessoa existe quando a relação existe no momento.Se não há contato, o cérebro arquiva.Quando surge uma mensagem, tudo “desarquiva” com força (cheiro, voz, emoções, lembranças).
Isso mostra sensibilidade, não frieza. Eu só sinto diferente
“me emociono às vezes”
“sinto cheiro, ouço a voz”
“faço conexões”
Isso é profundidade emocional.
A diferença é que não dói quando está longe, porque meu cérebro não fica rodando em loop lembranças antigas. Ele está no “agora”.
As vezes não sou compreendida .
Minha mente funciona por ativação, é natural precisar de ouvir , ver , ter a mensagem, do “ei, lembrei de você”.
Não tem nada de errado nisso. É só o meu jeito.
Por isso talvez a morte para mim seja trabalhada de forma tão pacífica ..,. Só pensando .Neide Ponzoni
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