Alfabetos dos meus desejos para 2012.
Abraçar mais.
Bençãos.
Cantar desafinada .
Dormir à tarde.
Emagrecer sem esforço.
Família perto, filhos, marido , irmãos , pai , mãe e agregados .......
Ganhar um tablet....
Histórias...para contar
Idade que ela não me atrapalhe .
Jardim , quero um jardim.
Ler.
Madrugadas com sonhos.
Noite de luas cheias.
Organização, mas sem neuras.
Pecar sem culpa.
Que tudo que goste aconteça .
Rir alto com quem gosta de mim.
Saúde ... ficar longe de hospitais.
Tanto ..... quanto for impossível.
Única na vida de alguns...
Viajar mais para Minas!!!!!!!!
Xô gente chata.
Zoar com meus amigos zuretas .
Bjos meus
Neide Ponzoni
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Nao gosto de mais ou menos.
Nao gosto de mais ou menos.
Me diga que está triste, eu consolo. Me diga que nunca foi tão feliz, eu concordo. Me ame ou me odeie. Me mande pra puta-que-o-pariu ou me convide pra ir com você. Exploda na minha cara ou se derreta na minha mão. Deixa eu te ver morrendo de tanto rir ou com vergonha das olheiras de tanto chorar. Só não me esconda o rosto. Me abrace, me esmurre, me lamba ou me empurre. Só não me balance os ombros. Não me perturba assistir tua dor nem acompanhar teu gás. Te ver mais ou menos realmente me incomoda. Mais ou menos não rende papo, não faz inverno nem verão, não exige uma longa explicação. É melhor estar alegre ou estar triste, mais ou menos é a pior coisa que existe.
Me diga que está triste, eu consolo. Me diga que nunca foi tão feliz, eu concordo. Me ame ou me odeie. Me mande pra puta-que-o-pariu ou me convide pra ir com você. Exploda na minha cara ou se derreta na minha mão. Deixa eu te ver morrendo de tanto rir ou com vergonha das olheiras de tanto chorar. Só não me esconda o rosto. Me abrace, me esmurre, me lamba ou me empurre. Só não me balance os ombros. Não me perturba assistir tua dor nem acompanhar teu gás. Te ver mais ou menos realmente me incomoda. Mais ou menos não rende papo, não faz inverno nem verão, não exige uma longa explicação. É melhor estar alegre ou estar triste, mais ou menos é a pior coisa que existe.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Feitiço da lua
Havia anos não sentia mais a sensação de ferver por dentro,como se algo fosse lhe arrebentar , mas aquela noite ao voltar para casa e se deparar com uma lua laranja em sua frente tudo que estava adormecido voltara.
Quando criança tinha a nítida sensação de seu corpo flutuava em noites de lua cheia. Era só a lua aparecer no céu que seus pés pareciam querer ir ao encontro dela, e não era só isso sentia que alguém a chamava , por muitas vezes dormia no quarto dos pais com medo de sair voando pela janela.
O tempo passou e adolescência e vida adulta vieram como tinham que vir. Casara e não tivera filhos, o marido ainda estava a espera o momento certo . Passaram –se 10 anos e momento certo não havia chegado ainda. Falta ela não sentia de filhos , trabalhava muito , e seu casamento estava lá , sem novidades , o desejo tinha sumido assim como o amor romântico do inicio, conviviam bem , sem atropelos.
Ela pensou em ligar para a mãe e contar que novamente que a lua a incomodava , sentiu receio. Abriu a porta da varanda e lá estava clara a lua, a sensação de estar sendo vigiada a dominou. Fechou a porta e entrou no banho, foi quando notou que estava com algo estranho nas costas , dos dois lados embaixo das costelas. Examinou , não doía , mas era perceptível. Procuraria um médico no dia seguinte , sentia muito calor , naquela noite fria de inverno.
Não dormiu bem , levantou para não acordar o marido que dormia a seu lado, ouvia sussurros com seu nome . Estaria louca .
No dia seguinte bem cedo e foi ao médico . Ele a examinou, e nada encontrou. Poderia ser uma alergia aqueles calombos enormes em suas costas, que agora davam pra ser visto mesmo quando estava vestida. Explicou , que não necessitava preocupação todos os exames deram que ela gozava de perfeita saúde. Então ela aceitou. Após uma semana tudo tinha desaparecido e a vida voltou ao normal. A sensação de perseguição e a alergia e vida normal ... até a lua cheia seguinte.
Todos os sintomas voltaram excessivamente fortes, enlouquecedores. Falta de sono , sensações de seu corpo não era domínio seu, seria esquizofrenia , tensão pré-mestrual , algo estranho aconteceria ela sentia . A pele sensível e nas costas aquela sensação que algo iria romper.
Levantou colocou uma roupa larga para que ninguém percebesse o que nascia em suas costas, que agora estava perceptível.
À noite ao voltar para casa sentiu sendo seguida. Trancou portas e janelas, mas seu corpo ardia. Abriu tudo , um vento gelado soprava . Tirou a roupa , saiu para varanda, foi quando ela viu algo se aproximar , .não sentiu medo e esperou. Um homem alado pousou em frente . Ali parada sentiu de suas costas surgirem um par de asas brancas e leve. O feitiço da lua aconteceu, ela encontrou aquele que era seu.
Bjos meus .
Neide Ponzoni
Quando criança tinha a nítida sensação de seu corpo flutuava em noites de lua cheia. Era só a lua aparecer no céu que seus pés pareciam querer ir ao encontro dela, e não era só isso sentia que alguém a chamava , por muitas vezes dormia no quarto dos pais com medo de sair voando pela janela.
O tempo passou e adolescência e vida adulta vieram como tinham que vir. Casara e não tivera filhos, o marido ainda estava a espera o momento certo . Passaram –se 10 anos e momento certo não havia chegado ainda. Falta ela não sentia de filhos , trabalhava muito , e seu casamento estava lá , sem novidades , o desejo tinha sumido assim como o amor romântico do inicio, conviviam bem , sem atropelos.
Ela pensou em ligar para a mãe e contar que novamente que a lua a incomodava , sentiu receio. Abriu a porta da varanda e lá estava clara a lua, a sensação de estar sendo vigiada a dominou. Fechou a porta e entrou no banho, foi quando notou que estava com algo estranho nas costas , dos dois lados embaixo das costelas. Examinou , não doía , mas era perceptível. Procuraria um médico no dia seguinte , sentia muito calor , naquela noite fria de inverno.
Não dormiu bem , levantou para não acordar o marido que dormia a seu lado, ouvia sussurros com seu nome . Estaria louca .
No dia seguinte bem cedo e foi ao médico . Ele a examinou, e nada encontrou. Poderia ser uma alergia aqueles calombos enormes em suas costas, que agora davam pra ser visto mesmo quando estava vestida. Explicou , que não necessitava preocupação todos os exames deram que ela gozava de perfeita saúde. Então ela aceitou. Após uma semana tudo tinha desaparecido e a vida voltou ao normal. A sensação de perseguição e a alergia e vida normal ... até a lua cheia seguinte.
Todos os sintomas voltaram excessivamente fortes, enlouquecedores. Falta de sono , sensações de seu corpo não era domínio seu, seria esquizofrenia , tensão pré-mestrual , algo estranho aconteceria ela sentia . A pele sensível e nas costas aquela sensação que algo iria romper.
Levantou colocou uma roupa larga para que ninguém percebesse o que nascia em suas costas, que agora estava perceptível.
À noite ao voltar para casa sentiu sendo seguida. Trancou portas e janelas, mas seu corpo ardia. Abriu tudo , um vento gelado soprava . Tirou a roupa , saiu para varanda, foi quando ela viu algo se aproximar , .não sentiu medo e esperou. Um homem alado pousou em frente . Ali parada sentiu de suas costas surgirem um par de asas brancas e leve. O feitiço da lua aconteceu, ela encontrou aquele que era seu.
Bjos meus .
Neide Ponzoni
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Adia!
Sem laço
Sem abraço
Sem queixa
Sem doce
Sem dose
Sem deixa
Sem perto
Sem certo
Sem beijo
Sem sol
Sem cor
Sem dor
Sem partes
Sem todo
Sem presente
Sem passado
Sem fato
Sem formato
Sem nome
Some.
Sem vida
Adia !
Sem abraço
Sem queixa
Sem doce
Sem dose
Sem deixa
Sem perto
Sem certo
Sem beijo
Sem sol
Sem cor
Sem dor
Sem partes
Sem todo
Sem presente
Sem passado
Sem fato
Sem formato
Sem nome
Some.
Sem vida
Adia !
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Não ter certeza.
Ela acordou . Não estava no seu quarto como de costume , e não ouviu o som rotineiro dos dias.Passara após anos a noite fora de casa.
Estava ali por alguma razão desconhecida, ela a mulher que só tinha certezas foi perdendo todas elas, uma por uma. Perdeu a noção do tempo, do trabalho , da direção dos pensamentos, o controle dos horários No início ainda tentou disfarçar, por via das dúvidas, quem sabe era um mal passageiro? Mas as dúvidas multiplicavam-se como praga (dúvidas se multiplicam?), espalharam-se pelo mundo, e agora, meu Deus? Deus existe? Existe sim. Ou será que não? Ela não estava bem certa. Ela que só sabia o não ou sim foi apresentada ao quem sabe , ao talvez .
As dúvidas foram a dominando . Ate que chegou um ponto que as certezas tinham desaparecido . Num mundo que só tinha certezas, a mulher que só tinha certezas virou apenas mais uma mulher no mundo.Sentia-se bem .
Ouviu o som vindo da banheiro . Ali estava o causador das incertezas .... apareceu como quem não queria nada ... foi se aconchegando . Agora a dominava por completo. Ela passara a noite adentro junto dele , com ele dentro dela, nenhuma certeza tinha , mas fora certamente muito feliz.....se é isso que chama paixão .... que se viva a felicidade .....
Bjos meus
Neide Ponzoni
Estava ali por alguma razão desconhecida, ela a mulher que só tinha certezas foi perdendo todas elas, uma por uma. Perdeu a noção do tempo, do trabalho , da direção dos pensamentos, o controle dos horários No início ainda tentou disfarçar, por via das dúvidas, quem sabe era um mal passageiro? Mas as dúvidas multiplicavam-se como praga (dúvidas se multiplicam?), espalharam-se pelo mundo, e agora, meu Deus? Deus existe? Existe sim. Ou será que não? Ela não estava bem certa. Ela que só sabia o não ou sim foi apresentada ao quem sabe , ao talvez .
As dúvidas foram a dominando . Ate que chegou um ponto que as certezas tinham desaparecido . Num mundo que só tinha certezas, a mulher que só tinha certezas virou apenas mais uma mulher no mundo.Sentia-se bem .
Ouviu o som vindo da banheiro . Ali estava o causador das incertezas .... apareceu como quem não queria nada ... foi se aconchegando . Agora a dominava por completo. Ela passara a noite adentro junto dele , com ele dentro dela, nenhuma certeza tinha , mas fora certamente muito feliz.....se é isso que chama paixão .... que se viva a felicidade .....
Bjos meus
Neide Ponzoni
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Tempo!
Tempo.
Eu queria tanto
Que os dias
Passassem logo...
Que evaporassem como água
Que cai das montanhas
E tudo isso terminasse de uma vez
Por tudo
Assim eu não teria mais
Porque....
Nem senãos
Nem talvez ...
O acordar seria de primavera
O Sol dono de mim surgiria
As nuvens não se atreveriam
Aparecer para me aborrecer
Meu ser sedento estaria
Livre ... sem dedo em riste ...
Eu queria tanto
Que os dias
Passassem logo....
Bjos meus.
Neide Ponzoni
Eu queria tanto
Que os dias
Passassem logo...
Que evaporassem como água
Que cai das montanhas
E tudo isso terminasse de uma vez
Por tudo
Assim eu não teria mais
Porque....
Nem senãos
Nem talvez ...
O acordar seria de primavera
O Sol dono de mim surgiria
As nuvens não se atreveriam
Aparecer para me aborrecer
Meu ser sedento estaria
Livre ... sem dedo em riste ...
Eu queria tanto
Que os dias
Passassem logo....
Bjos meus.
Neide Ponzoni
domingo, 25 de setembro de 2011
A casa de joao de barro.
Pode-se ter saudades dos tempos bons, mas não se deve fugir ao presente disse Michel de Montegne .Penso ás vezes ter fuga da realidade pois sinto sim, saudades de algumas situações , uma saudade doida de alguns lugares.
Todos sabem que gosto de muito de árvores quando estava no primário no meio do pátio da minha escola tinha um flamboyant , enorme , grande demais, que no final do ano trazia cachos de um vermelho intenso.
Sentava embaixo da árvore e ficava lá observando o movimento, apareceu por uns meses um João de barro.Acompanhei sua alegre e rápida construção . Uma casa perfeita.
Certo dia percebi que o João de barro não estava mais freqüentando a casa construída , por semanas vigiei . Queria aquela casa para mim, mas como fugir da mira dos inspetores que ficam no pátio.
Planejei detalhadamente a minha arte , a subida no flanboyant. Pedi a professora para ir ao banheiro . Fui pro pátio e subi. Muito fácil tinha grande habilidade de escalada , hoje até subir escada é difícil é a idade , trinta e quatro fazem grande diferença.
Subi até o galho peguei a casinha do joão de barro , e desci. No meu plano detalhado terminava ali, não tinha pensado que onde esconderer a obra do pequeno pássaro engenheiro, feita com barro avermelhado misturado com argila , agora não tinha como devolver , não dava.
Não deu obra fui para na sala da diretora com a camisa branca marcada de argila, e os olhos cheios de água. O sermão foi grande e a casa tomada de minhas mãos.
Na saída minha mãe foi convidada a entrar na escola . Sabia que minha volta para casa seria longa. A diretora deu novos sermões , sobre o passarinho sem ninho , e o meu estrago enorme na natureza , não era primeira vez que estava ali e não seria a última , chorei não pela bronca mas porque eu queria casa . A diretora falava e eu balançava a cabeça concordando , mas eu queria casa.... expliquei que estava abandonada .... sobre muito suspiros intensos .
Minha mae toda constrangida com uma filha, pega casas de um pobre joao de barro .Eu sabia iria apanhar mesmo.
Enquanto minha mãe assinava a ocorrência no livro preto eu entre um soluço e outro pedi :
_ Me dá esta casa diretora...implorei.
Ela com os verdes brilhantes olhou pra mim e disse :
__ Leva já tirou mesmo.Levei.
Quando mudei pra São Paulo umas das poucas coisas que trouxe foi a casinha , fica num lugar especial na minha garagem.... Ela me lembra o grande flanboyant onde eu sentava na hora do recreio onde a única preocupação era observar a natureza.
Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada eu tenho uma casa de joão de barro.
Bjos meus .
Neide Ponzoni .
Todos sabem que gosto de muito de árvores quando estava no primário no meio do pátio da minha escola tinha um flamboyant , enorme , grande demais, que no final do ano trazia cachos de um vermelho intenso.
Sentava embaixo da árvore e ficava lá observando o movimento, apareceu por uns meses um João de barro.Acompanhei sua alegre e rápida construção . Uma casa perfeita.
Certo dia percebi que o João de barro não estava mais freqüentando a casa construída , por semanas vigiei . Queria aquela casa para mim, mas como fugir da mira dos inspetores que ficam no pátio.
Planejei detalhadamente a minha arte , a subida no flanboyant. Pedi a professora para ir ao banheiro . Fui pro pátio e subi. Muito fácil tinha grande habilidade de escalada , hoje até subir escada é difícil é a idade , trinta e quatro fazem grande diferença.
Subi até o galho peguei a casinha do joão de barro , e desci. No meu plano detalhado terminava ali, não tinha pensado que onde esconderer a obra do pequeno pássaro engenheiro, feita com barro avermelhado misturado com argila , agora não tinha como devolver , não dava.
Não deu obra fui para na sala da diretora com a camisa branca marcada de argila, e os olhos cheios de água. O sermão foi grande e a casa tomada de minhas mãos.
Na saída minha mãe foi convidada a entrar na escola . Sabia que minha volta para casa seria longa. A diretora deu novos sermões , sobre o passarinho sem ninho , e o meu estrago enorme na natureza , não era primeira vez que estava ali e não seria a última , chorei não pela bronca mas porque eu queria casa . A diretora falava e eu balançava a cabeça concordando , mas eu queria casa.... expliquei que estava abandonada .... sobre muito suspiros intensos .
Minha mae toda constrangida com uma filha, pega casas de um pobre joao de barro .Eu sabia iria apanhar mesmo.
Enquanto minha mãe assinava a ocorrência no livro preto eu entre um soluço e outro pedi :
_ Me dá esta casa diretora...implorei.
Ela com os verdes brilhantes olhou pra mim e disse :
__ Leva já tirou mesmo.Levei.
Quando mudei pra São Paulo umas das poucas coisas que trouxe foi a casinha , fica num lugar especial na minha garagem.... Ela me lembra o grande flanboyant onde eu sentava na hora do recreio onde a única preocupação era observar a natureza.
Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada eu tenho uma casa de joão de barro.
Bjos meus .
Neide Ponzoni .
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Novidades......
Novidades ........
Ela disse :
_ Venha até a borda.
Ele recuava.
Ela insistia venha até a borda. Por muitas vezes ela o chamou.
Um dia ele foi. Ela o empurrou do penhasco e ele voou.
Voaram juntos.
Voaram e pousaram.
Ao pousarem ele despertou. Sentiu o seu cheiro, a cor , o som , o gosto e carinho... ao se deitarem o encanto aconteceu .
Ele se viu nos desejos delas e ela refletida nos olhos dele.... eles foram felizes.
Ela queria a verdade, a mais nua que ave perdida... o desejo perdido ou sumido, o Tempus Fugit, "o tempo foge", viver era imediato, os sinos tangiam a idade no alta torre da vida , vida é breve.
Para ele o desejo descoberto, o inicio... então soube que o que existia diante e atrás da sua percepção , era quase nada comparado ao que existia dentro daquela sensação, quando ele conseguiu entender , aconteceu.
Bjos meus.
Neide Ponzoni
Ela disse :
_ Venha até a borda.
Ele recuava.
Ela insistia venha até a borda. Por muitas vezes ela o chamou.
Um dia ele foi. Ela o empurrou do penhasco e ele voou.
Voaram juntos.
Voaram e pousaram.
Ao pousarem ele despertou. Sentiu o seu cheiro, a cor , o som , o gosto e carinho... ao se deitarem o encanto aconteceu .
Ele se viu nos desejos delas e ela refletida nos olhos dele.... eles foram felizes.
Ela queria a verdade, a mais nua que ave perdida... o desejo perdido ou sumido, o Tempus Fugit, "o tempo foge", viver era imediato, os sinos tangiam a idade no alta torre da vida , vida é breve.
Para ele o desejo descoberto, o inicio... então soube que o que existia diante e atrás da sua percepção , era quase nada comparado ao que existia dentro daquela sensação, quando ele conseguiu entender , aconteceu.
Bjos meus.
Neide Ponzoni
domingo, 21 de agosto de 2011
O jardim.
O jardim.
Sempre vou caminhando para o trabalho tenho o privilégio de trabalhar próximo. Então vou passeando para desanuviar a cabeça de uma escola para outra .
Por ser perto sempre faço percursos diferentes, assim vou conhecendo cada rua e observando cada cantinho do bairro. Morar aqui tem suas vantagens, é um bairro arborizado com ruas largas e casas térreas com belos jardins, sinto as formas, o cheiro , as cores e as pessoas.
Estou sempre atenta ao que vejo, mas esta semana fui surpreendida por um destes jardins. Um jardim perfeito dentro do meu sonho , com cascata , carpas , aguapés e muitas plantas e orquídeas, muitas orquídeas, e no meio dele , um ipê amarelo em plena floração. O construtor daquele jardim deve ser um paisagista da alma , pois tinha troncos diversos , não cortados com serras elétricas , mas sim troncos que pareciam tirados da natureza , as pedras também gastas e belas. Fiquei um tempinho ali escutando a água que caia e seguia por um caminho que parecia um riozinho. Não era um jardim grande, mas era aquele do meu desejo. Fiquei observando , foi quando vi um senhor sentado na varanda da casa me observando também. Ele me acenou com a cabeça , senti invadindo o seu paraíso, virei-me e voltei a caminhar.
Meu mundo, um jardim, dizia Bachelard: "O universo tem, para além de todas as misérias, um destino de felicidade. O homem deve reencontrar o Paraíso.., o meu paraíso se personifica com uma casa com jardim sem grades . Existiria neste jardim, algo para partilhar com todos , algo chamado de felicidade.
Cecília Meireles , mostra-nos como é nosso lugar chamado felicidade, pelo menos o meu com certeza é muito parecido com este.
"No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro:
no canteiro, urna violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de urna borboleta."
Ontem passei lá de novo e joguei uma pedra perto da cascata, agora naquele jardim tem pedacinho de mim.
Bjos meus.
Neide Ponzoni
Sempre vou caminhando para o trabalho tenho o privilégio de trabalhar próximo. Então vou passeando para desanuviar a cabeça de uma escola para outra .
Por ser perto sempre faço percursos diferentes, assim vou conhecendo cada rua e observando cada cantinho do bairro. Morar aqui tem suas vantagens, é um bairro arborizado com ruas largas e casas térreas com belos jardins, sinto as formas, o cheiro , as cores e as pessoas.
Estou sempre atenta ao que vejo, mas esta semana fui surpreendida por um destes jardins. Um jardim perfeito dentro do meu sonho , com cascata , carpas , aguapés e muitas plantas e orquídeas, muitas orquídeas, e no meio dele , um ipê amarelo em plena floração. O construtor daquele jardim deve ser um paisagista da alma , pois tinha troncos diversos , não cortados com serras elétricas , mas sim troncos que pareciam tirados da natureza , as pedras também gastas e belas. Fiquei um tempinho ali escutando a água que caia e seguia por um caminho que parecia um riozinho. Não era um jardim grande, mas era aquele do meu desejo. Fiquei observando , foi quando vi um senhor sentado na varanda da casa me observando também. Ele me acenou com a cabeça , senti invadindo o seu paraíso, virei-me e voltei a caminhar.
Meu mundo, um jardim, dizia Bachelard: "O universo tem, para além de todas as misérias, um destino de felicidade. O homem deve reencontrar o Paraíso.., o meu paraíso se personifica com uma casa com jardim sem grades . Existiria neste jardim, algo para partilhar com todos , algo chamado de felicidade.
Cecília Meireles , mostra-nos como é nosso lugar chamado felicidade, pelo menos o meu com certeza é muito parecido com este.
"No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro:
no canteiro, urna violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de urna borboleta."
Ontem passei lá de novo e joguei uma pedra perto da cascata, agora naquele jardim tem pedacinho de mim.
Bjos meus.
Neide Ponzoni
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Cozinha mineira
Cozinha mineira
Outro dia recebi umas amigas em casa para uma noite de vinho quente , todas empoleiramos na cozinha , lá entramos e a prosa ficou aconchegante, lá ficamos tagarelando até tarde. Sempre há um lugar na casa que gostamos mais e ali ficamos, o local preferido da casa revela o lugar preferido da alma, minha alma mora numa cozinha. Calma aí , eu não sei cozinhar nada , uma vergonha para uma mulher mineira, mas sei contar causos ,assim já me safo da culpa.
Na casas que eu vivi em Minas Gerais , o lugar mais importante era a cozinha. Não era o mais chique e nem o mais arrumado. Lugar chique e arrumado na minha casa não tinha, lá não tinha espelhos e nem tapetes no chão .Era uma casa simples de chão de vermelhão que minhas irmãs lustravam com um escovão de ferro pesado.... e nós entramos com os pés sujos de poeira, era vassourada pra tudo que era lado.
Na cozinha da minha casa era diferente, a gente podia ser gente mesmo, podíamos falar , cantar e sentir. Lá tinha fogão de lenha enorme , um rabo também de vermelhão, lá matava fome e alimentava minha a alegria.
Na minha memória ficaram os fogões de lenha, cascas secas penduradas, para acender o fogo, bule de café , lenha crepitando no fogo, o cheiro bom da fumaça, toucinho secando, rostos vermelhos, briga no final do dia para ficar com o lugar melhor e as histórias de assombrações contadas pela minha mãe e as modas de violas cantadas por meu pai. As cozinhas lá em casa sempre ficavam no fim da casa, separadas , penso que para ser protegida da presença dos outros. Cozinha era intimidade da minha família lá nós tínhamos momentos de ternura, não íamos lá só pra comer, era onde quando meus pais estavam em casa nos ensinavam ver o mundo de uma forma ética.
A cozinha ficava afastada do resto casa penso também que era para ficar mais próxima do outro lugar a horta , os canteiros de hortaliças, o quiabo, abobrinhas, salsa, cebolinha , hortelã e uma laranjeira no meio do quintal e embaixo um tanque que no verão enchíamos de água e pulávamos .
Quando sonho com Minas sempre sonho com a cozinha da antiga casa , vivi minha infância com os crepitar da chama do fogão , sinto o cheiro da lenha queimando ao acordar.
Beijos meus.
Neide Ponzoni
Outro dia recebi umas amigas em casa para uma noite de vinho quente , todas empoleiramos na cozinha , lá entramos e a prosa ficou aconchegante, lá ficamos tagarelando até tarde. Sempre há um lugar na casa que gostamos mais e ali ficamos, o local preferido da casa revela o lugar preferido da alma, minha alma mora numa cozinha. Calma aí , eu não sei cozinhar nada , uma vergonha para uma mulher mineira, mas sei contar causos ,assim já me safo da culpa.
Na casas que eu vivi em Minas Gerais , o lugar mais importante era a cozinha. Não era o mais chique e nem o mais arrumado. Lugar chique e arrumado na minha casa não tinha, lá não tinha espelhos e nem tapetes no chão .Era uma casa simples de chão de vermelhão que minhas irmãs lustravam com um escovão de ferro pesado.... e nós entramos com os pés sujos de poeira, era vassourada pra tudo que era lado.
Na cozinha da minha casa era diferente, a gente podia ser gente mesmo, podíamos falar , cantar e sentir. Lá tinha fogão de lenha enorme , um rabo também de vermelhão, lá matava fome e alimentava minha a alegria.
Na minha memória ficaram os fogões de lenha, cascas secas penduradas, para acender o fogo, bule de café , lenha crepitando no fogo, o cheiro bom da fumaça, toucinho secando, rostos vermelhos, briga no final do dia para ficar com o lugar melhor e as histórias de assombrações contadas pela minha mãe e as modas de violas cantadas por meu pai. As cozinhas lá em casa sempre ficavam no fim da casa, separadas , penso que para ser protegida da presença dos outros. Cozinha era intimidade da minha família lá nós tínhamos momentos de ternura, não íamos lá só pra comer, era onde quando meus pais estavam em casa nos ensinavam ver o mundo de uma forma ética.
A cozinha ficava afastada do resto casa penso também que era para ficar mais próxima do outro lugar a horta , os canteiros de hortaliças, o quiabo, abobrinhas, salsa, cebolinha , hortelã e uma laranjeira no meio do quintal e embaixo um tanque que no verão enchíamos de água e pulávamos .
Quando sonho com Minas sempre sonho com a cozinha da antiga casa , vivi minha infância com os crepitar da chama do fogão , sinto o cheiro da lenha queimando ao acordar.
Beijos meus.
Neide Ponzoni
sábado, 6 de agosto de 2011
Ímpeto adolescente , quero casar com o Zeca Baleiro.
Ímpeto adolescente , quero casar com o Zeca Baleiro.
Meu coração bate tresloucadamente, as mãos suam, a boca está seca , nervos a flor da pele e tudo para como se o mundo não existisse e lá estava ele, o sorriso na cara , e um sotaque perceptível na voz. Ele canta ...eu quero casar com ele ,quero dar cama , roupa lavada , comida não, pois não sei cozinhar mas o levaria nos melhores restaurantes... cantaria para ele Futuros Amantes de Chico , mesmo desafinando.... leria Pessoa e discutiria filosofia de buteco... o faria me desejar, e mostrar o que é mesmo bala na agulha.
Iria com ele na lojinha de doces e o encheria de jujubas ... e quando ele estivesse triste, tristinho traria a felicidade através de um telegrama ou uma mensagem no celular, que o meu desejo se confunde com a vontade de não ser ou ser sua menina.
Ahhh eu quero pedir o Zeca Baleiro em casamento, mesmo sabendo dele sei quase nada, mas quero ser sua mulher amada e ir com ele pra Babylon!
Viver a pão-de-ló!
Brincadeiras , mas vontade ter o Zeca só pra mim... suas músicas trazem sensações, difíceis de serem expressas...
Bjos meus.
Neide Ponzoni
Meu coração bate tresloucadamente, as mãos suam, a boca está seca , nervos a flor da pele e tudo para como se o mundo não existisse e lá estava ele, o sorriso na cara , e um sotaque perceptível na voz. Ele canta ...eu quero casar com ele ,quero dar cama , roupa lavada , comida não, pois não sei cozinhar mas o levaria nos melhores restaurantes... cantaria para ele Futuros Amantes de Chico , mesmo desafinando.... leria Pessoa e discutiria filosofia de buteco... o faria me desejar, e mostrar o que é mesmo bala na agulha.
Iria com ele na lojinha de doces e o encheria de jujubas ... e quando ele estivesse triste, tristinho traria a felicidade através de um telegrama ou uma mensagem no celular, que o meu desejo se confunde com a vontade de não ser ou ser sua menina.
Ahhh eu quero pedir o Zeca Baleiro em casamento, mesmo sabendo dele sei quase nada, mas quero ser sua mulher amada e ir com ele pra Babylon!
Viver a pão-de-ló!
Brincadeiras , mas vontade ter o Zeca só pra mim... suas músicas trazem sensações, difíceis de serem expressas...
Bjos meus.
Neide Ponzoni
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Seis meses de 2011....
Tantas coisas aconteceram nesses seis meses que me fizeram rever minha vida e ver que para ser feliz mudar era preciso. Chorei, limpeza da alma, culpei pessoas, alguns nem sabiam o que estava acontecendo, questionei a Deus ele me mandou transformar veneno em remédio, e muitos "porquês" , tantas coisas acontecendo em tão pouco tempo, me senti completamente perdida nos acontecimentos, trabalhos em excesso , filhos , doenças repetitivas, e meus pensamentos que pareciam não querer ficar dentro da minha cabeça e iam atropelando uns aos outros me fazendo parecer que ia enlouquecer com tudo aquilo!Sou uma pessoa fiel as minhas convicções, então junto com tudo isso vieram traições e deslealdade essas me tiram do prumo. Diferencio muito bem essas palavras. Tive perdas sentimentais inenarráveis! Algumas pessoas saíram de uma vez da minha vida e deixaram saudades, outras já foram tarde! Algumas tentaram entrar, mas não obtiveram sucesso, tenho pé atrás com alguns estou observando.
Eu sei muito bem começar e recomeçar... mas o difícil é mudar ! Ir de encontro ao desconhecido e sair da rotina, do comodismo e enfrentar os medos, que são muitos. Para ser feliz preciso buscar o melhor, ou o que penso ser o melhor, não sou totalmente triste , sou normal , tenho uma ânsia de acertar de quer e fazer , de ser certinha, isso me esgota , para falar a verdade não sou . Mudar pra mim é um parto, não de cesariana, pois assim é só mera espectadora, um parto de fórceps mesmo.
Voltei para terapia , saio de lá as vezes querendo matar , outras vezes querendo morrer se esta funcionado só tempo dirá. Sinto –me as vezes culpada por muitas coisas , acho que faço errado , depois penso estar certíssima. Esta dualidade alguns, agora chamam de bipolaridade, eu chamo de crescimento. Enquanto isso, vou seguindo meu caminho, com altos e baixos como todo mundo.
Esses seis meses não foram só de "coisas ruins" muitas coisas boas aconteceram, e em maior número, grandes pessoas entraram na minha vida, sim parece estranho, mas é a mais pura verdade, veio um abraço de onde eu menos esperava.
Aprendi com alguns , consigo separar e escolher cuidadosamente quem eu quero, daqueles que eu não quero na minha vida. Egoísta? Não! Apenas uma mulher, uma mulher querendo ser feliz e não somente passar pela vida sem perspectivas, sonhos, atitudes, histórias, sem nada pra oferecer muito menos condições de receber algo de bom de um outro alguém, não vou mais ir contra as minhas vontades e crenças para agradar um outro alguém. Vive nos últimos 14 anos sendo e trabalhando, onde estava a mulher? Escondida, acuada , quase louca...
Decisões são curas.... quero coisas boas, desejo fortemente o melhor. Tenho uma amiga que me ensinou “determinar”, está determinado mal humor estraga fígado e estômago, ninguém e nada me deixará de mal humor e não me sentirei vítima.
Hoje foi o dia da faxina e joguei fora tudo que me prendia ao passado, ao mundinho de coisas tristes, fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens, e toda aquela tranqueira que guardei quando julgava dona do passado , me sentia presa , agora tenho espaço no armário , na estante para novos livros .
Joguei tudo fora, mas, principalmente, esvaziei meu coração.
Estou pronta para a vida, para um novo amor, mesmo que seja com a mesma pessoa ou não. Não dá para iniciar novamente, não nesta encarnação , mas dá para construir um novo final, menos penoso , sem culpa. Outra amiga , nas nossas terapias no “lanche” me disse que temos que ser protagonista da nossa vida , serei e que me siga os bons.
Bjos meus. Neide Ponzoni
Eu sei muito bem começar e recomeçar... mas o difícil é mudar ! Ir de encontro ao desconhecido e sair da rotina, do comodismo e enfrentar os medos, que são muitos. Para ser feliz preciso buscar o melhor, ou o que penso ser o melhor, não sou totalmente triste , sou normal , tenho uma ânsia de acertar de quer e fazer , de ser certinha, isso me esgota , para falar a verdade não sou . Mudar pra mim é um parto, não de cesariana, pois assim é só mera espectadora, um parto de fórceps mesmo.
Voltei para terapia , saio de lá as vezes querendo matar , outras vezes querendo morrer se esta funcionado só tempo dirá. Sinto –me as vezes culpada por muitas coisas , acho que faço errado , depois penso estar certíssima. Esta dualidade alguns, agora chamam de bipolaridade, eu chamo de crescimento. Enquanto isso, vou seguindo meu caminho, com altos e baixos como todo mundo.
Esses seis meses não foram só de "coisas ruins" muitas coisas boas aconteceram, e em maior número, grandes pessoas entraram na minha vida, sim parece estranho, mas é a mais pura verdade, veio um abraço de onde eu menos esperava.
Aprendi com alguns , consigo separar e escolher cuidadosamente quem eu quero, daqueles que eu não quero na minha vida. Egoísta? Não! Apenas uma mulher, uma mulher querendo ser feliz e não somente passar pela vida sem perspectivas, sonhos, atitudes, histórias, sem nada pra oferecer muito menos condições de receber algo de bom de um outro alguém, não vou mais ir contra as minhas vontades e crenças para agradar um outro alguém. Vive nos últimos 14 anos sendo e trabalhando, onde estava a mulher? Escondida, acuada , quase louca...
Decisões são curas.... quero coisas boas, desejo fortemente o melhor. Tenho uma amiga que me ensinou “determinar”, está determinado mal humor estraga fígado e estômago, ninguém e nada me deixará de mal humor e não me sentirei vítima.
Hoje foi o dia da faxina e joguei fora tudo que me prendia ao passado, ao mundinho de coisas tristes, fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens, e toda aquela tranqueira que guardei quando julgava dona do passado , me sentia presa , agora tenho espaço no armário , na estante para novos livros .
Joguei tudo fora, mas, principalmente, esvaziei meu coração.
Estou pronta para a vida, para um novo amor, mesmo que seja com a mesma pessoa ou não. Não dá para iniciar novamente, não nesta encarnação , mas dá para construir um novo final, menos penoso , sem culpa. Outra amiga , nas nossas terapias no “lanche” me disse que temos que ser protagonista da nossa vida , serei e que me siga os bons.
Bjos meus. Neide Ponzoni
sexta-feira, 15 de julho de 2011
A bola azul.
Histórias não estão prontas, são construídas. Elas não caem do céu no colo de alguém, mas começam com alguém. E começam do zero , significa que, no início, ninguém sabe como a história vai terminar. Não se sabe, de antemão, se aquilo é ou não o verdadeiro, mas vezes o que parece ser verdadeiro não é. Histórias estão lá prontas para serem contadas, já existem só precisam de letras para se tornarem reais , tudo tem começo , meio e fim . Vejo que os dois lados da moeda estão corretos.
Esta história eu ouvi e vou contar, duvidas surgem será de quem ouvi ou se ouvi mesmo , mas ela existe .
Estava próximo o aniversário de 80 anos de José e ele novamente foi questionado sobre o que queria de presente, como estavam todos os filhos reunidos em volta da mesa planejando a festa , calmamente ele respondeu :
_ Uma bola azul.
Todos riram . Seu filho caçula que agora era um engenheiro requintado , franziu o senho e queixou:
_ Papai todo ano a mesma história. Lá vem o senhor com esta historia de bola azul.
José movimentou o corpo e respondeu calmamente:
_Peço isto há muitos anos e porque ninguém realiza meu desejo. Eu quero uma bola azul.
Todos riram e voltaram a conversar deixando Jose absorto em suas lembranças.Logo ele levantou .
Ana sua nora , o observava . Há muito queria perguntar a seu José queria tanto uma bola azul.
Ao perceber que ele se afastou para o jardim e todos conversavam sobre como seria a festa, Ana o seguiu, aproximou calmamente e questionou sobre o a bola.
José sorriu e explicou :
_Trabalhei muito filha, desde que as crianças nasceram não tive tempo para ser um pai presente. Tenho saudades e sinto culpa por não ter tido tempo para as brincadeiras, corri de um lado a outro achando que era grande cumpridor de tarefas. Quando primeiro , deveria pelo menos de vez em quando parar e analisar: quem eu era e o que estava fazendo com a minha vida, o tempo, os amores, a família , minhas filhas e meu filho. Fiz na época o que achei correto , mas agora percebo o quanto fui omisso. Atrás de ter que manter a família a negligenciei. Eu com todas as obrigações para cumprir e manter não deixou que viver inteiramente com quem amava . Agora tenho tempo e não tenho mais idade, não tenho prioridades, ninguém me ouvi sinto um fantasma na vida de todos, necessito prosseguir, tenho um sonho afinal, apesar da minha idade ainda vivo . Tenho um sonho sim,e se eu desistir apagará a última claridade e nada mais valerá a pena quero uma bola azul para brincar com meu filho.
Ana o abraçou após consolá-lo, o deixou no jardim .
No caminho de volta para sua casa Ana estava decida iria comprar uma bola azul e dar ao sogro no dia do seu aniversário que ocorreria em poucas semanas.
Mas tudo tem seu momento e destino... seu José morreu antes de ganhar a bola, naquele não houve festa de aniversário.
Mesmo com a morte de José, Ana comprou uma bola azul e deu a seu marido. Contou –lhe tudo o que sabia , pois sábio não se senta para lamentar-se, mas se põe alegremente em sua tarefa de consertar o erro cometido.Seu marido ainda tinha tempo para brincar com o fllho.
Bjos meus.
Neide Ponzoni
Esta história eu ouvi e vou contar, duvidas surgem será de quem ouvi ou se ouvi mesmo , mas ela existe .
Estava próximo o aniversário de 80 anos de José e ele novamente foi questionado sobre o que queria de presente, como estavam todos os filhos reunidos em volta da mesa planejando a festa , calmamente ele respondeu :
_ Uma bola azul.
Todos riram . Seu filho caçula que agora era um engenheiro requintado , franziu o senho e queixou:
_ Papai todo ano a mesma história. Lá vem o senhor com esta historia de bola azul.
José movimentou o corpo e respondeu calmamente:
_Peço isto há muitos anos e porque ninguém realiza meu desejo. Eu quero uma bola azul.
Todos riram e voltaram a conversar deixando Jose absorto em suas lembranças.Logo ele levantou .
Ana sua nora , o observava . Há muito queria perguntar a seu José queria tanto uma bola azul.
Ao perceber que ele se afastou para o jardim e todos conversavam sobre como seria a festa, Ana o seguiu, aproximou calmamente e questionou sobre o a bola.
José sorriu e explicou :
_Trabalhei muito filha, desde que as crianças nasceram não tive tempo para ser um pai presente. Tenho saudades e sinto culpa por não ter tido tempo para as brincadeiras, corri de um lado a outro achando que era grande cumpridor de tarefas. Quando primeiro , deveria pelo menos de vez em quando parar e analisar: quem eu era e o que estava fazendo com a minha vida, o tempo, os amores, a família , minhas filhas e meu filho. Fiz na época o que achei correto , mas agora percebo o quanto fui omisso. Atrás de ter que manter a família a negligenciei. Eu com todas as obrigações para cumprir e manter não deixou que viver inteiramente com quem amava . Agora tenho tempo e não tenho mais idade, não tenho prioridades, ninguém me ouvi sinto um fantasma na vida de todos, necessito prosseguir, tenho um sonho afinal, apesar da minha idade ainda vivo . Tenho um sonho sim,e se eu desistir apagará a última claridade e nada mais valerá a pena quero uma bola azul para brincar com meu filho.
Ana o abraçou após consolá-lo, o deixou no jardim .
No caminho de volta para sua casa Ana estava decida iria comprar uma bola azul e dar ao sogro no dia do seu aniversário que ocorreria em poucas semanas.
Mas tudo tem seu momento e destino... seu José morreu antes de ganhar a bola, naquele não houve festa de aniversário.
Mesmo com a morte de José, Ana comprou uma bola azul e deu a seu marido. Contou –lhe tudo o que sabia , pois sábio não se senta para lamentar-se, mas se põe alegremente em sua tarefa de consertar o erro cometido.Seu marido ainda tinha tempo para brincar com o fllho.
Bjos meus.
Neide Ponzoni
sábado, 9 de julho de 2011
Minha feitura
Na minha feitura foi colocado
Desejos interrompidos
Sonhos despercebidos
Problemas não resolvidos
Choros compulsivo
Momentos de impulsão
Momentos de compreensão.
Na minha feitura foi colocado
Desejos secretos
Sonhos realizáveis.
Lugares para conhecer
Experiências para viver.
Amor e criança
Amizades duradoras
Raiva que duram instantes
Noites para renovar a esperança
Vitórias e perdas
O tentar, o parar , o fugir, o enfrentar
O sorri pra não chorar
Saudades, lembranças , esquecimento..
Amigos , família , filhos ...
Fossos e pontes
Anjos e humanos
Fragilidade e ânimo
Uma mistura feita para viver
Vulnerável e forte, incapaz e gloriosa,
Assustada e audaciosa -a feitura de uma mulher.
Desejos interrompidos
Sonhos despercebidos
Problemas não resolvidos
Choros compulsivo
Momentos de impulsão
Momentos de compreensão.
Na minha feitura foi colocado
Desejos secretos
Sonhos realizáveis.
Lugares para conhecer
Experiências para viver.
Amor e criança
Amizades duradoras
Raiva que duram instantes
Noites para renovar a esperança
Vitórias e perdas
O tentar, o parar , o fugir, o enfrentar
O sorri pra não chorar
Saudades, lembranças , esquecimento..
Amigos , família , filhos ...
Fossos e pontes
Anjos e humanos
Fragilidade e ânimo
Uma mistura feita para viver
Vulnerável e forte, incapaz e gloriosa,
Assustada e audaciosa -a feitura de uma mulher.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Acordar.
Acordar.
O que tenho para contar aqui é real aconteceu comigo , descobri de uma maneira muito cruel o que é importante na vida.
Cheguei numa segunda na empresa , encontrei sobre a mesa uma carta sem destinatário, escrita:
_ Te vejo na sexta esteja preparado.Será inesquecível!
Primeiro achei que fosse brincadeira, mas o coração disparou. Seria uma chantagem, a pouco tempo terminara com a minha amante¿ Cansara dela e suas pressões.
Passou o dia e esqueci.
Na terça novamente outra carta .
_ Falta pouco , se prepare vista se bem, nada de jeans.
Meu ! O que era aquilo ¿ Que besteira!
Na quarta cheguei ansioso receberia outra mensagem¿ Nada na mesa nenhuma correspondência. Senti um alívio.Trabalhei tranquilamente até o horário do almoço. Quando voltei a trabalhar lá estava outra carta. Palhaçada !
__Hoje é quarta tente lembrar o que fez anos atrás .... te vejo na sexta.
Caramba ! O que fiz anos atrás ¿ Como sim¿ Fiz tudo ! Fiz nada ! Fui ficando aborrecido.
Quando cheguesse em casa perguntaria muito discretamente se minha esposa tinha algo ver com cartas . E não fosse ela ¿E se ela desconfiasse aí sim estaria perdido.Nada falei.
Na quinta meu coração e minha cabeça estavam em pânico . Ai de mim o que aconteceria comigo seria um seqüestro ¿ Ah burrice! Seqüestrador iria avisar. Alguma namorada ressentida .Ao entrar no escritório nada de cartas. Ao voltar do almoço nada. Ah passei o dia tranqüilo faltando pouco para ir embora ... recebo a carta.
__Amanha ás 18hs te pego . Não tenha medo você merece o que vai acontecer.
Nessa hora veio tudo de errado que fazia. Não estava sendo um marido fiel , nunca fui, como pai então, um fracasso. Só pensava na empresa , mas era para garantir um bom futuro para minha família, e claro para mim também . Filho então ¿ Pouco via meus pais. A carta dizia para eu não ter medo, tentava não pensar naquilo. E minha cabeça doía. Pensei não trabalhar na sexta, mas se não fosse como saberia o que iria acontecer. Fui direto para casa. Minha esposa estranhou nunca chegara antes das 20hs , sempre reuniões com clientes , muitas vezes doces clientes . Percebi que ela também estava estranha, não me encarava. Algo ia acontecer .
Acordei na sexta –feira . Me arrumei ia por jeans , pensei, tirei e depois coloquei ninguém mandava em mim, mas coloquei uma bela camisa.
O dia se arrastou , passou lentamente, então chegou as 18 hs e desci para o estacionamento. Caminhava esperando um tiro, um grito ou sei lá o que ¿
Para minha surpresa minha filha correu em minha direção. Meu coração parou.
__ Pai .... vem tenho uma surpresa ! Ah grande seria surpresa ... Junto dela estava Marta minha esposa com a cara bem parecida com a minha . Cartas perguntei ¿
__Sim , ela respondeu, pensei que você estava escrevendo ¿Sabe que dia é hoje¿
__Sexta respondi. Marta riu.
Meu coração partiu. Desde o namoro não escrevia mais para Marta . Ali estava ela , havia mudado , mas ainda continuava linda. Entramos no carro. Marina dirigiu até o clube que freqüentávamos.
Entramos, e todos , absolutamente todos nossos parentes e amigos estavam lá.
__O que está acontecendo filha¿ È uma festa¿
__ Marina ria . Sim pai . Não sabe que dia é hoje¿
Pensei e meu estomago doeu. Era aniversario de casamento, vinte anos. Meu! Eu esqueci como vinha esquecendo nos últimos 5 anos .
__ Marta sorriu . Ela tinha lembrado, assim como Marina que providenciara toda a comemoração sozinha.
Entrei meio sem jeito , fui abraçado e recebido pelos amigos . Do teto desceu um telão ali toda retrospectiva da nossa vida passada e aplaudida por todos.
Marta estava ao lado de Marina e com lágrimas nos olhos agradecia a filha. Enquanto as fotos e a música tocava ela suspirava e eu observava suas reações em cada foto mostrada ali. Revi em seus olhos a menina que eu amava , agora uma mulher que pouco sabia, nem seus sonhos nem desejos. E ali estava uma filha que me amava e eu pouco tempo nos 18 anos dediquei a ela .
Todos estavam felizes .Gritavam .... beijo, beijo!!!!!! Eu beijei Marta que retribuiu timidamente. Eu muito não a beijava. Eu me sentia um lixo. Os comentários vieram de diversas formas .
___Nossa vocês são exceções, parabens! Parabéns Leandro você é um campeão!Que família linda! Parabéns você não mudou nada!
Este doeu , você não mudou nada. Era verdade . Todos ali tinham mudado , estudado, estruturado suas vidas, casado , separado, sofrido, vencido. Eu não continuava com as mesmas convicções dos vinte e poucos , me sentindo com vinte e poucos . Arrogante , impulsivo , eu pensava ser o melhor , atingira o topo, eu era o diretor . Isto era importante . Morávamos bem , Marina tinha tudo o que desejava. Marta trabalhava por que gostava , mas se quisesse poderia ficar em casa .
Mudei profissionalmente mas , não me transformei em marido. Não fui leal, não transmutei em pai , não fui o pai que vivenciava a vida de Marina. Não tinha tempo pra coisas de meninas e nem de moçinhas, tudo que sabia dela era através de Marta. E Marta , aquela que eu prometi ser companheiro , nada fui nunca participei das suas lutas nunca me incomodou se estava feliz ou triste , nos últimos anos pouco falávamos . As vezes a via triste mas sem queixas ....não incômodo.
Foi duro suportar a farsa de ser bom. Para todos eu tinha a vida perfeita, bom emprego uma filha doce e uma esposa fiel, mas silenciosa . Eu mesmo acreditava nisso. Naquela vida eu era o imperfeito. Bebi , bebi muito , chorei ao ver que o que era importante eu banalizara .
Marta dançava com nossos amigos e sorria . Tentava imaginar o que passava em cabeça.
Ali estavam todos e eu caindo na realidade .
Foi por pouco que não perdi o que realmente era importante , sofri alguns meses, mas já dizia o poeta , o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.
A partir daquela sexta feira eu me vi , as coisas passaram até outro valor ,"no fim tudo dá certo, e se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim."
Agora eu sei como será o final......
Bjos meus .
Neide Ponzoni
O que tenho para contar aqui é real aconteceu comigo , descobri de uma maneira muito cruel o que é importante na vida.
Cheguei numa segunda na empresa , encontrei sobre a mesa uma carta sem destinatário, escrita:
_ Te vejo na sexta esteja preparado.Será inesquecível!
Primeiro achei que fosse brincadeira, mas o coração disparou. Seria uma chantagem, a pouco tempo terminara com a minha amante¿ Cansara dela e suas pressões.
Passou o dia e esqueci.
Na terça novamente outra carta .
_ Falta pouco , se prepare vista se bem, nada de jeans.
Meu ! O que era aquilo ¿ Que besteira!
Na quarta cheguei ansioso receberia outra mensagem¿ Nada na mesa nenhuma correspondência. Senti um alívio.Trabalhei tranquilamente até o horário do almoço. Quando voltei a trabalhar lá estava outra carta. Palhaçada !
__Hoje é quarta tente lembrar o que fez anos atrás .... te vejo na sexta.
Caramba ! O que fiz anos atrás ¿ Como sim¿ Fiz tudo ! Fiz nada ! Fui ficando aborrecido.
Quando cheguesse em casa perguntaria muito discretamente se minha esposa tinha algo ver com cartas . E não fosse ela ¿E se ela desconfiasse aí sim estaria perdido.Nada falei.
Na quinta meu coração e minha cabeça estavam em pânico . Ai de mim o que aconteceria comigo seria um seqüestro ¿ Ah burrice! Seqüestrador iria avisar. Alguma namorada ressentida .Ao entrar no escritório nada de cartas. Ao voltar do almoço nada. Ah passei o dia tranqüilo faltando pouco para ir embora ... recebo a carta.
__Amanha ás 18hs te pego . Não tenha medo você merece o que vai acontecer.
Nessa hora veio tudo de errado que fazia. Não estava sendo um marido fiel , nunca fui, como pai então, um fracasso. Só pensava na empresa , mas era para garantir um bom futuro para minha família, e claro para mim também . Filho então ¿ Pouco via meus pais. A carta dizia para eu não ter medo, tentava não pensar naquilo. E minha cabeça doía. Pensei não trabalhar na sexta, mas se não fosse como saberia o que iria acontecer. Fui direto para casa. Minha esposa estranhou nunca chegara antes das 20hs , sempre reuniões com clientes , muitas vezes doces clientes . Percebi que ela também estava estranha, não me encarava. Algo ia acontecer .
Acordei na sexta –feira . Me arrumei ia por jeans , pensei, tirei e depois coloquei ninguém mandava em mim, mas coloquei uma bela camisa.
O dia se arrastou , passou lentamente, então chegou as 18 hs e desci para o estacionamento. Caminhava esperando um tiro, um grito ou sei lá o que ¿
Para minha surpresa minha filha correu em minha direção. Meu coração parou.
__ Pai .... vem tenho uma surpresa ! Ah grande seria surpresa ... Junto dela estava Marta minha esposa com a cara bem parecida com a minha . Cartas perguntei ¿
__Sim , ela respondeu, pensei que você estava escrevendo ¿Sabe que dia é hoje¿
__Sexta respondi. Marta riu.
Meu coração partiu. Desde o namoro não escrevia mais para Marta . Ali estava ela , havia mudado , mas ainda continuava linda. Entramos no carro. Marina dirigiu até o clube que freqüentávamos.
Entramos, e todos , absolutamente todos nossos parentes e amigos estavam lá.
__O que está acontecendo filha¿ È uma festa¿
__ Marina ria . Sim pai . Não sabe que dia é hoje¿
Pensei e meu estomago doeu. Era aniversario de casamento, vinte anos. Meu! Eu esqueci como vinha esquecendo nos últimos 5 anos .
__ Marta sorriu . Ela tinha lembrado, assim como Marina que providenciara toda a comemoração sozinha.
Entrei meio sem jeito , fui abraçado e recebido pelos amigos . Do teto desceu um telão ali toda retrospectiva da nossa vida passada e aplaudida por todos.
Marta estava ao lado de Marina e com lágrimas nos olhos agradecia a filha. Enquanto as fotos e a música tocava ela suspirava e eu observava suas reações em cada foto mostrada ali. Revi em seus olhos a menina que eu amava , agora uma mulher que pouco sabia, nem seus sonhos nem desejos. E ali estava uma filha que me amava e eu pouco tempo nos 18 anos dediquei a ela .
Todos estavam felizes .Gritavam .... beijo, beijo!!!!!! Eu beijei Marta que retribuiu timidamente. Eu muito não a beijava. Eu me sentia um lixo. Os comentários vieram de diversas formas .
___Nossa vocês são exceções, parabens! Parabéns Leandro você é um campeão!Que família linda! Parabéns você não mudou nada!
Este doeu , você não mudou nada. Era verdade . Todos ali tinham mudado , estudado, estruturado suas vidas, casado , separado, sofrido, vencido. Eu não continuava com as mesmas convicções dos vinte e poucos , me sentindo com vinte e poucos . Arrogante , impulsivo , eu pensava ser o melhor , atingira o topo, eu era o diretor . Isto era importante . Morávamos bem , Marina tinha tudo o que desejava. Marta trabalhava por que gostava , mas se quisesse poderia ficar em casa .
Mudei profissionalmente mas , não me transformei em marido. Não fui leal, não transmutei em pai , não fui o pai que vivenciava a vida de Marina. Não tinha tempo pra coisas de meninas e nem de moçinhas, tudo que sabia dela era através de Marta. E Marta , aquela que eu prometi ser companheiro , nada fui nunca participei das suas lutas nunca me incomodou se estava feliz ou triste , nos últimos anos pouco falávamos . As vezes a via triste mas sem queixas ....não incômodo.
Foi duro suportar a farsa de ser bom. Para todos eu tinha a vida perfeita, bom emprego uma filha doce e uma esposa fiel, mas silenciosa . Eu mesmo acreditava nisso. Naquela vida eu era o imperfeito. Bebi , bebi muito , chorei ao ver que o que era importante eu banalizara .
Marta dançava com nossos amigos e sorria . Tentava imaginar o que passava em cabeça.
Ali estavam todos e eu caindo na realidade .
Foi por pouco que não perdi o que realmente era importante , sofri alguns meses, mas já dizia o poeta , o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.
A partir daquela sexta feira eu me vi , as coisas passaram até outro valor ,"no fim tudo dá certo, e se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim."
Agora eu sei como será o final......
Bjos meus .
Neide Ponzoni
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Encontro com ELE.
Encontro com ELE.
O céu estava negro um temporal iria cair a tarde abafada ela pensou em desmarcar o encontro. As dúvidas a afligia, não sabia ao certo o que falar, a vontade era ir para casa. Desde criança não gostava de chuva, , ainda mais quando estava fora de casa , mas estava combinado iria ao encontro, precisava vê-lo.
Entrou no trem rapidamente. Tinha que chegar ao local antes que temporal que pairava despencar sobre a cidade caísse. Raios enormes riscavam o céu, sentia medo.
Ele marcara numa praça que ela freqüentava quando adolescente. Desceu as escadas da plataforma e andou rapidamente por uma passarela. Olhou pra baixo sentiu vertigem. Os carros passavam rapidamente em baixo. Quanta gente, pensou ? Quem seriam todas aquelas pessoas? Quais seriam seus anseios e medos ? Os medos que ela sentia eram maiores?
Cruzou ruas , andava rápido , os trovões a assustava.
Avistou a praça, que muitas vezes tinha ido para ver o por do sol. Agora estava arrependida de ter ido , alguns pingos já caiam. A cabeça estava zonza não sabia direito o falar. Ainda nem sabia como ele a tinha encontrado, era surreal .
Aproximou e lá estava ele sentado tranqüilo num banco de pernas cruzadas. Não dando a mínima importância para o temporal que estava preste a desabar.
Ela sentou ao lado. E perguntou :
_ Como me achou?
_ Aprecie o céu, disse ele, calmamente.
_Você deve saber que tenho medo de chuva?
_ Sei de todos os seus medos e sempre soube.
_Onde estava? Por que me procuras?
__Não a procurei antes , deixei você livre para agir. Marquei aqui porque é um bom lugar para recomeçar.Sei que é um lugar que você gosta . É hora de um tempo novo. Acho que deve começar tirando do caminho as questões que vem da cabeça , deixe com que as do coração fiquem fáceis de ser trabalhadas, você esta pronta. Chega de sofrer , isso não sua escolha.
__Claro que não é minha escolha! Não fui quem escolheu passar por isso, doenças , traições , problemas com filhos , nenhum momento eu quis.Onde estava você ?Por que não impediu que tudo isso acontecesse? Ficou observando ? Eu sempre acreditei em você , sofri e perdi minha fé. Não vê que ainda sofro.
___O sofrimento é opcional .
__Para você foi ! Para mim não.Não me compare a você , tenho nenhum propósito divino. Sou humana.
Raios cortavam o céu, ela chorava sentia envergonhada.
__ Não se envergonhe por chorar , jamais desconsidere a maravilha das suas lágrimas,nem se envergonhe delas, disse ele. Elas podem ser águas curativas e uma fonte de alegria. Algumas vezes são as melhores palavras que o coração pode falar. Chore deixe tudo ir com as lagrimas é hora de sair da escuridão. Esta escuridão esconde o verdadeiro tamanho dos seus medos, das mentiras e dos arrependimentos. A verdade é que eles são mais sombras do que realidade por isso parece maiores no escuro.O escuro pode ser mudado.Veja como encontrar a luz para tirá-la dele.
__ A chuva caia sobre eles . Ela parecia não sentir.
Ele abraçou.
__Bem vinda de volta.Eu sempre estive com você. Estou aqui para te mostrar uma única maneira de ser feliz, pratique o perdão. Ele é luz que te levará a sorrir. O perdão existe em primeiro lugar para aquele que perdoa, irá libertá-la de algo que poderá destruir-te, se não perdoar a alegria e capacidade de amar integral e abertamente acabará.Volte a amar e viver.
__Perdoar ? Amar ? Tudo parece tão fácil para você.
___É fácil para quem esta disposto .Viver sem amor é como cortar a asas de um pássaro e tirar sua capacidade de voar.Todos temos capacidade de amar e perdoar.Ouça o que digo sobre a palavra perdão. Fique atenta você é professora de linguagem nunca percebeste que “perdoar é a junção de \" per \" com \"doar\". Doar é mais do que dar. Doar é a entrega total do outro. O prefixo \"per\" que tem várias acepções, indica movimento no sentido \"de\" ou em \"direção\" a ou \"através\" ou \"para\" etimologicamente falando, portanto, perdoar, quer dizer doar ao outro a possibilidade de que ele possa amar, possa doar-se.
Não apenas quem perdoa que se \"doa através do outro\". Perdoar implica abrir possibilidades de amor para quem foi perdoado.
Nesse memento ela parou chorar , ainda soluçava .
_Nossa não havia percebido assim. Sinto totalmente perdida sem ânimo. Estou inerte tudo parece tão complicado. Família , emprego, amigos. Sinto -me só. Correndo em círculos.
_ Minha querida, perdoar é seguir em frente , sem dores e rancores. Perdoa-te , viva. Perdoar é doar amor. Aquele que não consegue perdoar aos outros, destrói a ponte por onde irá passar, ame .Atravesse a ponte saia da escuridão e tudo se tornará mais simples.
__ Minha querida aprecie o céu.
Ela percebeu que temporal havia passado e uma noite estrelada surgira sobre suas cabeças.
___A vida é assim . Tudo tem seu tempo, agora é hora de viver, primeiro a tempestade depois uma noite estrelada. Ele segurou pela mão, perdoe e se perdoe , beijou com delicadeza e foi devagar desaparecendo......
Ela ficou ali sentindo um cheiro de lavanda no ar. Levantou e caminho em direção a estação de trem. Estava leve, seria feliz e enquanto andava apreciava o céu. Um alua imensa surgiu .
Bjos meus
Neide Ponzoni
O céu estava negro um temporal iria cair a tarde abafada ela pensou em desmarcar o encontro. As dúvidas a afligia, não sabia ao certo o que falar, a vontade era ir para casa. Desde criança não gostava de chuva, , ainda mais quando estava fora de casa , mas estava combinado iria ao encontro, precisava vê-lo.
Entrou no trem rapidamente. Tinha que chegar ao local antes que temporal que pairava despencar sobre a cidade caísse. Raios enormes riscavam o céu, sentia medo.
Ele marcara numa praça que ela freqüentava quando adolescente. Desceu as escadas da plataforma e andou rapidamente por uma passarela. Olhou pra baixo sentiu vertigem. Os carros passavam rapidamente em baixo. Quanta gente, pensou ? Quem seriam todas aquelas pessoas? Quais seriam seus anseios e medos ? Os medos que ela sentia eram maiores?
Cruzou ruas , andava rápido , os trovões a assustava.
Avistou a praça, que muitas vezes tinha ido para ver o por do sol. Agora estava arrependida de ter ido , alguns pingos já caiam. A cabeça estava zonza não sabia direito o falar. Ainda nem sabia como ele a tinha encontrado, era surreal .
Aproximou e lá estava ele sentado tranqüilo num banco de pernas cruzadas. Não dando a mínima importância para o temporal que estava preste a desabar.
Ela sentou ao lado. E perguntou :
_ Como me achou?
_ Aprecie o céu, disse ele, calmamente.
_Você deve saber que tenho medo de chuva?
_ Sei de todos os seus medos e sempre soube.
_Onde estava? Por que me procuras?
__Não a procurei antes , deixei você livre para agir. Marquei aqui porque é um bom lugar para recomeçar.Sei que é um lugar que você gosta . É hora de um tempo novo. Acho que deve começar tirando do caminho as questões que vem da cabeça , deixe com que as do coração fiquem fáceis de ser trabalhadas, você esta pronta. Chega de sofrer , isso não sua escolha.
__Claro que não é minha escolha! Não fui quem escolheu passar por isso, doenças , traições , problemas com filhos , nenhum momento eu quis.Onde estava você ?Por que não impediu que tudo isso acontecesse? Ficou observando ? Eu sempre acreditei em você , sofri e perdi minha fé. Não vê que ainda sofro.
___O sofrimento é opcional .
__Para você foi ! Para mim não.Não me compare a você , tenho nenhum propósito divino. Sou humana.
Raios cortavam o céu, ela chorava sentia envergonhada.
__ Não se envergonhe por chorar , jamais desconsidere a maravilha das suas lágrimas,nem se envergonhe delas, disse ele. Elas podem ser águas curativas e uma fonte de alegria. Algumas vezes são as melhores palavras que o coração pode falar. Chore deixe tudo ir com as lagrimas é hora de sair da escuridão. Esta escuridão esconde o verdadeiro tamanho dos seus medos, das mentiras e dos arrependimentos. A verdade é que eles são mais sombras do que realidade por isso parece maiores no escuro.O escuro pode ser mudado.Veja como encontrar a luz para tirá-la dele.
__ A chuva caia sobre eles . Ela parecia não sentir.
Ele abraçou.
__Bem vinda de volta.Eu sempre estive com você. Estou aqui para te mostrar uma única maneira de ser feliz, pratique o perdão. Ele é luz que te levará a sorrir. O perdão existe em primeiro lugar para aquele que perdoa, irá libertá-la de algo que poderá destruir-te, se não perdoar a alegria e capacidade de amar integral e abertamente acabará.Volte a amar e viver.
__Perdoar ? Amar ? Tudo parece tão fácil para você.
___É fácil para quem esta disposto .Viver sem amor é como cortar a asas de um pássaro e tirar sua capacidade de voar.Todos temos capacidade de amar e perdoar.Ouça o que digo sobre a palavra perdão. Fique atenta você é professora de linguagem nunca percebeste que “perdoar é a junção de \" per \" com \"doar\". Doar é mais do que dar. Doar é a entrega total do outro. O prefixo \"per\" que tem várias acepções, indica movimento no sentido \"de\" ou em \"direção\" a ou \"através\" ou \"para\" etimologicamente falando, portanto, perdoar, quer dizer doar ao outro a possibilidade de que ele possa amar, possa doar-se.
Não apenas quem perdoa que se \"doa através do outro\". Perdoar implica abrir possibilidades de amor para quem foi perdoado.
Nesse memento ela parou chorar , ainda soluçava .
_Nossa não havia percebido assim. Sinto totalmente perdida sem ânimo. Estou inerte tudo parece tão complicado. Família , emprego, amigos. Sinto -me só. Correndo em círculos.
_ Minha querida, perdoar é seguir em frente , sem dores e rancores. Perdoa-te , viva. Perdoar é doar amor. Aquele que não consegue perdoar aos outros, destrói a ponte por onde irá passar, ame .Atravesse a ponte saia da escuridão e tudo se tornará mais simples.
__ Minha querida aprecie o céu.
Ela percebeu que temporal havia passado e uma noite estrelada surgira sobre suas cabeças.
___A vida é assim . Tudo tem seu tempo, agora é hora de viver, primeiro a tempestade depois uma noite estrelada. Ele segurou pela mão, perdoe e se perdoe , beijou com delicadeza e foi devagar desaparecendo......
Ela ficou ali sentindo um cheiro de lavanda no ar. Levantou e caminho em direção a estação de trem. Estava leve, seria feliz e enquanto andava apreciava o céu. Um alua imensa surgiu .
Bjos meus
Neide Ponzoni
sexta-feira, 13 de maio de 2011
A caverna .
Se abrisse a porta ele seria arrancado de dentro da caverna que criara, onde somente via sombras daqueles que estavam fora , ouvia sons mas não os identificava, o medo era maior que seu desejo.
A luz insistia em inquietante em invadir seu nicho. Ela o fizera perder a convicção de viver ali. Aos poucos o desconhecido o chamava.
Encostado na parede ele ouvia o próprio coração pulsando angustiado e atribulado, pedia que ele corresse.
_ Vou, pensava. Não posso , decidia .
A dúvida de seguir caminhos não percorridos e enfrentar o que estava fora , o descontrolava. Ele acreditou numa vida perfeita , fazendo dela uma utopia que se tornou insuportável. Viver na caverna não o bastava ,queria voar.
A luz certa manhã estava mais forte , inebriante , ele levantou. Caminhou até a porta .
Seus olhos acostumados com o breu doeu. As cores do mundo o deslumbrou. Ele correu . Correu até cansar . Nunca mais voltou às sombras da caverna.
Ele compreendeu que era mortal e não iria durar para sempre , precisava voar.
Bjos meus .
Neide Ponzoni
A luz insistia em inquietante em invadir seu nicho. Ela o fizera perder a convicção de viver ali. Aos poucos o desconhecido o chamava.
Encostado na parede ele ouvia o próprio coração pulsando angustiado e atribulado, pedia que ele corresse.
_ Vou, pensava. Não posso , decidia .
A dúvida de seguir caminhos não percorridos e enfrentar o que estava fora , o descontrolava. Ele acreditou numa vida perfeita , fazendo dela uma utopia que se tornou insuportável. Viver na caverna não o bastava ,queria voar.
A luz certa manhã estava mais forte , inebriante , ele levantou. Caminhou até a porta .
Seus olhos acostumados com o breu doeu. As cores do mundo o deslumbrou. Ele correu . Correu até cansar . Nunca mais voltou às sombras da caverna.
Ele compreendeu que era mortal e não iria durar para sempre , precisava voar.
Bjos meus .
Neide Ponzoni
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Poder é ser. Eu sou.
Quando falo não significa que estou falando de mim, quando escrevo sobre uma personagem não significa que a história não seja verdade.
Vivo entre a realidade e fantasia, deixo meu espírito infantil se fazer presente ,crio um conto, busco luz, mas sou também uma grande escuridão, em todos os seus detalhes não vistos.
Se existe o que escrevo?
_ Sei não. Pode ser que sim, mas não há certezas absolutas na minha vida. Tenho idas e vindas, percalços que me ferem o peito.
Sofro antes , durante e depois, não sou pessimista , sou assim.
Se não escrevo , sofro, sangro por dentro. Falo por mim , pelos outros , de outros, de poucos, de vários , falo sobre o que vejo, desilusões, paixões , traições isto é algo que não permito e é uma fatalidade que me ronda. Falo de questões banais , pessoais , que tem dimensões da minha alma, momentos que me interessam e retrato o vivido mas também o imaginário se faz presente.
A dor por exemplo, a separação, a morte , a infãncia ,as perdas, angustias, amarras , tudo isso se vão, e ficam a euforia de relatar , de saber sentir. Ah escrever é ser..... Poder ser , eu sou.
Se tenho direito ao grito, grito.
Se tenho direito à escrita , escrevo, esta é a minha ponte para atravessar e vencer lado negro da força .
Bjos meus.
Neide Ponzoni
Vivo entre a realidade e fantasia, deixo meu espírito infantil se fazer presente ,crio um conto, busco luz, mas sou também uma grande escuridão, em todos os seus detalhes não vistos.
Se existe o que escrevo?
_ Sei não. Pode ser que sim, mas não há certezas absolutas na minha vida. Tenho idas e vindas, percalços que me ferem o peito.
Sofro antes , durante e depois, não sou pessimista , sou assim.
Se não escrevo , sofro, sangro por dentro. Falo por mim , pelos outros , de outros, de poucos, de vários , falo sobre o que vejo, desilusões, paixões , traições isto é algo que não permito e é uma fatalidade que me ronda. Falo de questões banais , pessoais , que tem dimensões da minha alma, momentos que me interessam e retrato o vivido mas também o imaginário se faz presente.
A dor por exemplo, a separação, a morte , a infãncia ,as perdas, angustias, amarras , tudo isso se vão, e ficam a euforia de relatar , de saber sentir. Ah escrever é ser..... Poder ser , eu sou.
Se tenho direito ao grito, grito.
Se tenho direito à escrita , escrevo, esta é a minha ponte para atravessar e vencer lado negro da força .
Bjos meus.
Neide Ponzoni
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Sobre o caminho do meio.
Sobre o caminho do meio.
Guimarães escreveu sobre a terceira margem do rio, Lya Lufty escreveu sobre o rio do meio. Gosto muito de rio, me traz a lembrança de vida livre , solto, desce sem barreira.
Pensei até escrever sobre isto, mas vinha somente sobre caminhos. Pode ser, por causa da dificuldade que tenho de mudá-los.
Os orientais dizem que o caminho do meio é o mais difícil. Concordo plenamente , a que dureza este negócio de equilíbrio. Como te-lo se o medo , ansiedade e incomunicabilidade me atravanca .
Vivo buscando , sim com grande gerúndio , ando, ando .... busco um pouco mais de sabedoria e seus benefícios com certeza teria , alguém disse que nenhuma dor é tão mortal quanto a luta para sermos nos mesmos.
É sobre isto que falo, conhecer-me, saber o equilíbrio ou ponto de equilíbrio por enquanto está tão distante, vivo entre apatia e a euforia , bipolar, tripolar , angustiada , entusiasta , todas as emoções juntas , a não tenho equilíbrio emocional.
Equilíbrio mental então, senhor! Esqueço onde coloquei .... o que é mesmo que eu coloquei ??????????
Acordo, medito, serei paciente, tolerante, amável , aí vem omissão , burrice , chateação, aí cadê autoconsciência , parto para falação, brigo , discuto , caminho do meio impedido.
Sem desanimo, sou um ser complexo , mas ao mesmo tempo simples em meu “modus operandi”. Sei que um dia usarei minha inteligência de forma construtiva sem me alterar. Portanto, o dominar minhas emoções consiste numa grande e potente diferença, seria capaz de me transportar, daquilo que sou, para tudo aquilo que almejo ser .
Uma regra básica do conheça-te a ti mesmo e libertarás, deveria ser seguida , mas por enquanto estou na fase e conheça a ti mesmo e enlouquecerás.
Bjos meus .
Neide Ponzoni
Guimarães escreveu sobre a terceira margem do rio, Lya Lufty escreveu sobre o rio do meio. Gosto muito de rio, me traz a lembrança de vida livre , solto, desce sem barreira.
Pensei até escrever sobre isto, mas vinha somente sobre caminhos. Pode ser, por causa da dificuldade que tenho de mudá-los.
Os orientais dizem que o caminho do meio é o mais difícil. Concordo plenamente , a que dureza este negócio de equilíbrio. Como te-lo se o medo , ansiedade e incomunicabilidade me atravanca .
Vivo buscando , sim com grande gerúndio , ando, ando .... busco um pouco mais de sabedoria e seus benefícios com certeza teria , alguém disse que nenhuma dor é tão mortal quanto a luta para sermos nos mesmos.
É sobre isto que falo, conhecer-me, saber o equilíbrio ou ponto de equilíbrio por enquanto está tão distante, vivo entre apatia e a euforia , bipolar, tripolar , angustiada , entusiasta , todas as emoções juntas , a não tenho equilíbrio emocional.
Equilíbrio mental então, senhor! Esqueço onde coloquei .... o que é mesmo que eu coloquei ??????????
Acordo, medito, serei paciente, tolerante, amável , aí vem omissão , burrice , chateação, aí cadê autoconsciência , parto para falação, brigo , discuto , caminho do meio impedido.
Sem desanimo, sou um ser complexo , mas ao mesmo tempo simples em meu “modus operandi”. Sei que um dia usarei minha inteligência de forma construtiva sem me alterar. Portanto, o dominar minhas emoções consiste numa grande e potente diferença, seria capaz de me transportar, daquilo que sou, para tudo aquilo que almejo ser .
Uma regra básica do conheça-te a ti mesmo e libertarás, deveria ser seguida , mas por enquanto estou na fase e conheça a ti mesmo e enlouquecerás.
Bjos meus .
Neide Ponzoni
domingo, 24 de abril de 2011
Mudez seletiva
Mudez seletiva .
Enquanto a filha arrumava as malas, seu estomago doía.
A filha falava animada com a viagem e o emprego em outro país, o seu coração batia descompassado, seu sorriso para animação da filha era um apelo silencioso. Ela estava num conflito imenso, queria ver a filha livre, voando, mas sentiria muito, muito sozinha. Sua companheira iria para longe.
Seu casamento estava ali, não teria mais porque vivê-lo. Era somente um dia após o outro, o amor tinha se transformado em bom dia. Segurava as lágrimas e dobrava as roupas.
Sentiu enorme vontade de gritar, mas segurou.
Na manhã seguinte acordou rouca. Levou a filha no aeroporto, seu corpo doía. Voltou pra casa e chorou. O marido reclamava dizendo que não era nada, que tudo era uma grande bobagem e que os filhos crescem mesmo e tem que procurar o seu rumo. Ele falava e ela chorava, sentia o ninho vazio. Ele sentou no sofá e ali permanecia reclamando que ela era sensível demais, mole demais, e por muitas vezes chata demais. Que ele estava cansado de uma casa onde nada esta no lugar, uma esposa que não correspondia suas expectativas, e falava e falava.
Passado alguns dias sua voz foi ficando mais fraca, não tinha vontade de falar. Ela que tanto usava a voz, resolveu que não falaria mais, cansara de argumentar, discutir, tentar ser ouvida por tantos e não obter retorno. Sua vingança seria dura, sua casa seria silenciosa.
A princípio o marido nem percebeu, o silencio para ele o paraíso alcançado, mas com o passar do tempo quis conversar, ela não tinha voz, emudecera de vez.
Ele desesperado com a situação a levou em muitos especialista, fonos, otorrinos , igrejas , benzedeiras, e nada a voz acabara , ela aceitou o afastamento do trabalho como férias eternas e nada respondeu.
Sentia bem, não havia mais necessidade de falar. Pra que? Ela não queria. De vez em quando sentia saudades do som da sua voz , só saudades, muda estava muda permanecia.
A mudez era seletiva se comunicava somente com duas pessoas, que prometeram não contar, uma amiga e sua filha, com quem conversa por horas, mais ninguém ouvia sua voz.
Vendo que nada mudava aquela situação, a amiga convidou para fazer dança de salão já que a muito não saia de casa. Ela aceitou e pediu através de argumentos convincentes que dissesse a todos que era muda, não iria falar, só dançar.
Ao chegar ao clube percebeu que o salão estava cheio, e ela dançou com todos, todos ritmos. Enquanto dançava lembrou-se da opção que fizera, casar e ser mãe,ser feliz ter uma profissão que não ocupasse tanto tempo, doce engano, o tempo tomou conta da sua vida. Naquela noite não falou só dançou.
Então, dançar tornou – se rotina, uma feliz rotina. Não só a dança, mas também um dos alunos, muito a interessava. Quando seu corpo a tocava ela sentia diferente, teve até vontade de conversar, mas resistiu. Assim seus dias foram preenchidos pelas músicas e movimentos ritmados.
O marido agora voltava cedo para casa, queria conversar e fazia tudo para agradá-la . Não havia mais viagens de trabalho, reuniões de negócios, insistia em partilhar sua vida queria que ela procurasse um especialista e voltasse a falar, queria viver novamente a grande paixão que sentiu, sentia falta dela. Para ela nada disso importava, tinha saturado , ele tinha se tornado um nada . Para ele sobrava indiferença e mudez.
Certo dia ele chegou, a casa estava silenciosa, organizada, limpa, tudo como sempre pediu. Procurou por ela. Não a encontrou.
Neste momento ela bailava intensamente nos braços de outro. Cantavam juntos suas músicas preferidas, a mudez , para o outro acabara, começava então uma nova paixão.
Neide Ponzoni.
Bjos meus
Enquanto a filha arrumava as malas, seu estomago doía.
A filha falava animada com a viagem e o emprego em outro país, o seu coração batia descompassado, seu sorriso para animação da filha era um apelo silencioso. Ela estava num conflito imenso, queria ver a filha livre, voando, mas sentiria muito, muito sozinha. Sua companheira iria para longe.
Seu casamento estava ali, não teria mais porque vivê-lo. Era somente um dia após o outro, o amor tinha se transformado em bom dia. Segurava as lágrimas e dobrava as roupas.
Sentiu enorme vontade de gritar, mas segurou.
Na manhã seguinte acordou rouca. Levou a filha no aeroporto, seu corpo doía. Voltou pra casa e chorou. O marido reclamava dizendo que não era nada, que tudo era uma grande bobagem e que os filhos crescem mesmo e tem que procurar o seu rumo. Ele falava e ela chorava, sentia o ninho vazio. Ele sentou no sofá e ali permanecia reclamando que ela era sensível demais, mole demais, e por muitas vezes chata demais. Que ele estava cansado de uma casa onde nada esta no lugar, uma esposa que não correspondia suas expectativas, e falava e falava.
Passado alguns dias sua voz foi ficando mais fraca, não tinha vontade de falar. Ela que tanto usava a voz, resolveu que não falaria mais, cansara de argumentar, discutir, tentar ser ouvida por tantos e não obter retorno. Sua vingança seria dura, sua casa seria silenciosa.
A princípio o marido nem percebeu, o silencio para ele o paraíso alcançado, mas com o passar do tempo quis conversar, ela não tinha voz, emudecera de vez.
Ele desesperado com a situação a levou em muitos especialista, fonos, otorrinos , igrejas , benzedeiras, e nada a voz acabara , ela aceitou o afastamento do trabalho como férias eternas e nada respondeu.
Sentia bem, não havia mais necessidade de falar. Pra que? Ela não queria. De vez em quando sentia saudades do som da sua voz , só saudades, muda estava muda permanecia.
A mudez era seletiva se comunicava somente com duas pessoas, que prometeram não contar, uma amiga e sua filha, com quem conversa por horas, mais ninguém ouvia sua voz.
Vendo que nada mudava aquela situação, a amiga convidou para fazer dança de salão já que a muito não saia de casa. Ela aceitou e pediu através de argumentos convincentes que dissesse a todos que era muda, não iria falar, só dançar.
Ao chegar ao clube percebeu que o salão estava cheio, e ela dançou com todos, todos ritmos. Enquanto dançava lembrou-se da opção que fizera, casar e ser mãe,ser feliz ter uma profissão que não ocupasse tanto tempo, doce engano, o tempo tomou conta da sua vida. Naquela noite não falou só dançou.
Então, dançar tornou – se rotina, uma feliz rotina. Não só a dança, mas também um dos alunos, muito a interessava. Quando seu corpo a tocava ela sentia diferente, teve até vontade de conversar, mas resistiu. Assim seus dias foram preenchidos pelas músicas e movimentos ritmados.
O marido agora voltava cedo para casa, queria conversar e fazia tudo para agradá-la . Não havia mais viagens de trabalho, reuniões de negócios, insistia em partilhar sua vida queria que ela procurasse um especialista e voltasse a falar, queria viver novamente a grande paixão que sentiu, sentia falta dela. Para ela nada disso importava, tinha saturado , ele tinha se tornado um nada . Para ele sobrava indiferença e mudez.
Certo dia ele chegou, a casa estava silenciosa, organizada, limpa, tudo como sempre pediu. Procurou por ela. Não a encontrou.
Neste momento ela bailava intensamente nos braços de outro. Cantavam juntos suas músicas preferidas, a mudez , para o outro acabara, começava então uma nova paixão.
Neide Ponzoni.
Bjos meus
domingo, 17 de abril de 2011
Vida de trombadinha
Vida de trombadinha
Já fui uma trombadinha. Não se assuste não passei pela Febem , não roubei nada que é seu, nem prejudiquei ninguém claro não intencionalmente. Fui pega duas vezes, apanhei como quem merece.
A primeira vez; fui pega .
Junto com umas amigas fomos colher mexericas, lindas pokan. Minha versão : éramos meninas com umas sacolas pequeninas, estavamos cheias de desejos e disposição , as mexericas estavam lá , maduras , num local de difícil acesso , com arames farpados por todos os lados, claro para as mexericas não fugirem.
Entramos, apesar da nossa magreza, deixamos um pouco de fios de cabelos nos arames. Aproveitamos por muito tempo, as mexericas estavam tão doces e enchemos as sacolas e saímos calmamente jogando cascas umas nas outras.
Descíamos o morro, tranqüilas quando ao nosso lado parou um carro com o nome da fazenda. Fomos levadas até a sede.
Versão do dono da fazenda : meninas mal educadas, sem pais , invadiram a fazenda e estragaram toda a plantação e roubaram muitas mexericas. Puro exagero, mas o medo era tanto e sabíamos que algo não muito bom iria acontecer, então concordávamos com tudo, balançávamos as cabeças. Uma das meninas já começava chorar , e o dono da fazenda falava , falava. Até que parou e disse que ou nos levaria para cadeia, ou para casa. Neste momentoeu pensava o que seria pior?
As meninas choravam, uma culpava a outra, eu como mentora da ação, fiquei muda tentando sair daquela situação. Então gritei :
__ Devolveremos. Claro, aquilo doía no meu coração, devolver as mexericas fruto de muitos cabelos nos arames.
_Devolver ????? Gritou o fazendeiro. Vocês roubaram e agora querem devolver?
__Sim, respondi. Devolveremos tudo, enfiei o dedo na garganta e foi vômito para tudo que era lado.
Todos ficaram me olhando. O fazendeiro então atônito, com nojo e revoltado, mandou o um dos funcionários nos levar pra casa e contar tudo a nossos pais. Apanhei muito, tinha ainda conseguido levar duas mexericas no bolso da blusa, que infelizmente amassaram com as chineladas.
Outra vez fui pegar e com a intenção de não devolver , na biblioteca da escola um livro do Jose Lins do Rego, ah aquele eu queria tanto.
Dona Adélia bibliotecária já tinha cismado comigo, eu era assídua freqüentadora. Entrava, olhava e pegava o mesmo livro, ficava com ele na mão lia umas partes, relia e o desejava.
Não a historia em si , que até gostei, mas tinha uma dedicatória na contra- capa que estava escrito "Para pessoa que eu amo e que ama ler ." Aquilo era pra mim....e lembro da capa um menino em cima de burrinho.
Planejei detalhadamente, todo dia entrava lá segurava o livro e .... dona Adélia frustrava minhas tentativas, não tinha jeito. Coloquei na mochila ela pediu para eu marcar o que estava levando. Tudo tentei e não levei.
Li muito livros, mas a vontade de ter aquele livro não passou.
Quando estava no final do oitavo ano decidi vir para São Paulo, mas antes fui me despedir das prateiras de livros lidos por poucos e também de dona Adélia. Contei minha decisão de partir. Abracei dona Adélia com quem eu convivi naqueles anos. Ela me entregou o livro. Perguntei se tinha certeza, pois não voltaria mais. Ela respondeu:
__Um dia você devolve ...vocês sempre voltam.
Nunca mais entreguei , não voltei . Sonho com a biblioteca lá conheci muito do gosto hoje.
E tive duas tentativas de trombadinha frustradas.
O tempo passa, mas o estigma fica, estudei, me tornei professora em São Paulo. Gosto de São Paulo, mas existe algo que me incomoda nessa cidade é o frio, minhas orelhas doem , então uso touca, meus cabelos são curtos.
Certo dia, fazia muito frio, eu estava de ônibus próximo a escola que trabalhava, de touca, mochila e lia distraída . Neste meio tempo o ônibus foi parado numa blitz .
A policial mandou todos descerem. Começou a dar geral e vasculhar as bolsas. Ela me olhou como se eu fosse uma bandida, tirei a touca, para me tornar mais apresentável.Não adiantou a policial me encostou no muro, e revirou minha mochila . Tentei explicar que eu era professora, mas não deu tempo. Vi tudo ser tirado da mochila. Nessa epoca por causa de um problema na tiróide tinha que usar um sal espcial. Sempre carregava num potinho.Quando a policial viu aquilo perguntou o que , pensei meu Deus, fudeu. Sal , respondi, ela colocou na boca .
__ Isso não tem gosto de sal!
__ Mas é sal.
Ela me olhava estranhamente e chamou o outro policial.
Depois de verificar tudo e discutirem o que era aquilo e me olharem como uma meliante acharam meu holerite no bolso da mochila. Todos do ônibus me olhavam. Entâo ao verem que eu nao era uma ameaça , a policial pediu desculpas e disse ter me confundido com um trombadinha. O pior é que desta vez eu era inocente. Nada de drama. Só risada, pois fui piada entre os alunos por alguns dias. AHHH essa vida de trombadinha....
Neide Ponzoni
Bjos meus.
Já fui uma trombadinha. Não se assuste não passei pela Febem , não roubei nada que é seu, nem prejudiquei ninguém claro não intencionalmente. Fui pega duas vezes, apanhei como quem merece.
A primeira vez; fui pega .
Junto com umas amigas fomos colher mexericas, lindas pokan. Minha versão : éramos meninas com umas sacolas pequeninas, estavamos cheias de desejos e disposição , as mexericas estavam lá , maduras , num local de difícil acesso , com arames farpados por todos os lados, claro para as mexericas não fugirem.
Entramos, apesar da nossa magreza, deixamos um pouco de fios de cabelos nos arames. Aproveitamos por muito tempo, as mexericas estavam tão doces e enchemos as sacolas e saímos calmamente jogando cascas umas nas outras.
Descíamos o morro, tranqüilas quando ao nosso lado parou um carro com o nome da fazenda. Fomos levadas até a sede.
Versão do dono da fazenda : meninas mal educadas, sem pais , invadiram a fazenda e estragaram toda a plantação e roubaram muitas mexericas. Puro exagero, mas o medo era tanto e sabíamos que algo não muito bom iria acontecer, então concordávamos com tudo, balançávamos as cabeças. Uma das meninas já começava chorar , e o dono da fazenda falava , falava. Até que parou e disse que ou nos levaria para cadeia, ou para casa. Neste momentoeu pensava o que seria pior?
As meninas choravam, uma culpava a outra, eu como mentora da ação, fiquei muda tentando sair daquela situação. Então gritei :
__ Devolveremos. Claro, aquilo doía no meu coração, devolver as mexericas fruto de muitos cabelos nos arames.
_Devolver ????? Gritou o fazendeiro. Vocês roubaram e agora querem devolver?
__Sim, respondi. Devolveremos tudo, enfiei o dedo na garganta e foi vômito para tudo que era lado.
Todos ficaram me olhando. O fazendeiro então atônito, com nojo e revoltado, mandou o um dos funcionários nos levar pra casa e contar tudo a nossos pais. Apanhei muito, tinha ainda conseguido levar duas mexericas no bolso da blusa, que infelizmente amassaram com as chineladas.
Outra vez fui pegar e com a intenção de não devolver , na biblioteca da escola um livro do Jose Lins do Rego, ah aquele eu queria tanto.
Dona Adélia bibliotecária já tinha cismado comigo, eu era assídua freqüentadora. Entrava, olhava e pegava o mesmo livro, ficava com ele na mão lia umas partes, relia e o desejava.
Não a historia em si , que até gostei, mas tinha uma dedicatória na contra- capa que estava escrito "Para pessoa que eu amo e que ama ler ." Aquilo era pra mim....e lembro da capa um menino em cima de burrinho.
Planejei detalhadamente, todo dia entrava lá segurava o livro e .... dona Adélia frustrava minhas tentativas, não tinha jeito. Coloquei na mochila ela pediu para eu marcar o que estava levando. Tudo tentei e não levei.
Li muito livros, mas a vontade de ter aquele livro não passou.
Quando estava no final do oitavo ano decidi vir para São Paulo, mas antes fui me despedir das prateiras de livros lidos por poucos e também de dona Adélia. Contei minha decisão de partir. Abracei dona Adélia com quem eu convivi naqueles anos. Ela me entregou o livro. Perguntei se tinha certeza, pois não voltaria mais. Ela respondeu:
__Um dia você devolve ...vocês sempre voltam.
Nunca mais entreguei , não voltei . Sonho com a biblioteca lá conheci muito do gosto hoje.
E tive duas tentativas de trombadinha frustradas.
O tempo passa, mas o estigma fica, estudei, me tornei professora em São Paulo. Gosto de São Paulo, mas existe algo que me incomoda nessa cidade é o frio, minhas orelhas doem , então uso touca, meus cabelos são curtos.
Certo dia, fazia muito frio, eu estava de ônibus próximo a escola que trabalhava, de touca, mochila e lia distraída . Neste meio tempo o ônibus foi parado numa blitz .
A policial mandou todos descerem. Começou a dar geral e vasculhar as bolsas. Ela me olhou como se eu fosse uma bandida, tirei a touca, para me tornar mais apresentável.Não adiantou a policial me encostou no muro, e revirou minha mochila . Tentei explicar que eu era professora, mas não deu tempo. Vi tudo ser tirado da mochila. Nessa epoca por causa de um problema na tiróide tinha que usar um sal espcial. Sempre carregava num potinho.Quando a policial viu aquilo perguntou o que , pensei meu Deus, fudeu. Sal , respondi, ela colocou na boca .
__ Isso não tem gosto de sal!
__ Mas é sal.
Ela me olhava estranhamente e chamou o outro policial.
Depois de verificar tudo e discutirem o que era aquilo e me olharem como uma meliante acharam meu holerite no bolso da mochila. Todos do ônibus me olhavam. Entâo ao verem que eu nao era uma ameaça , a policial pediu desculpas e disse ter me confundido com um trombadinha. O pior é que desta vez eu era inocente. Nada de drama. Só risada, pois fui piada entre os alunos por alguns dias. AHHH essa vida de trombadinha....
Neide Ponzoni
Bjos meus.
domingo, 20 de março de 2011
As Vantagens de Ser Bobo
As Vantagens de Ser Bobo
Para começar o oposto do bobo é o esperto, inteligente.
Mas, para Clarice Lispector, uma das nossas maiores escritoras, a questão pode ser vista por vários ângulos.Ganhei um livro de aniversário, Clarice na cabeceira , amei...nele tem este texto, gosto muito da escritora ela está entre as preferidas,é a unica que escreve o que vai na minha alma, já comentei com alguns este texto, sou mineira e muitas vezes usamos a expressão ... ah, para bobo. Ah , fica bobo.
Neste texto veja como a Clarice define bobo, sejamos todos bobos...
Bjos meus .
Neide Ponzoni
“Das Vantagens de ser bobo”:
O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar no mundo.
O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, reponde: “Estou fazendo. Estou pensando”.
Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia. O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem.
Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo parece nunca ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.
Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar condicionado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona.
Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar e, portanto, estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.
Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: “Até tu, Brutus?”
Bobo não reclama. Em compensação como exclama! Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás, não se importam que saibam que eles sabem.
Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
Bobo é Chagal, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas.
É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.
Para começar o oposto do bobo é o esperto, inteligente.
Mas, para Clarice Lispector, uma das nossas maiores escritoras, a questão pode ser vista por vários ângulos.Ganhei um livro de aniversário, Clarice na cabeceira , amei...nele tem este texto, gosto muito da escritora ela está entre as preferidas,é a unica que escreve o que vai na minha alma, já comentei com alguns este texto, sou mineira e muitas vezes usamos a expressão ... ah, para bobo. Ah , fica bobo.
Neste texto veja como a Clarice define bobo, sejamos todos bobos...
Bjos meus .
Neide Ponzoni
“Das Vantagens de ser bobo”:
O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar no mundo.
O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, reponde: “Estou fazendo. Estou pensando”.
Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia. O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem.
Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo parece nunca ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.
Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar condicionado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona.
Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar e, portanto, estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.
Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: “Até tu, Brutus?”
Bobo não reclama. Em compensação como exclama! Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás, não se importam que saibam que eles sabem.
Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
Bobo é Chagal, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas.
É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Pequenos pedaços de felicidades.
Pequenos pedaços de felicidades
Sempre dou risada na questão de que 99,9 por cento do que falo é verdade, mesmo que muitos não acreditem, pago grandes micos , falo na hora errada, não consigo ver burrice e maldade e ficar quieta, sou como dizia minha mae , sou triste.... mas na verdade não era a palavra certa de me exemplificar, ela sempre pedia para eu tomar juizo , eu tomava mas nao fazia efeito.
Se você viveu algo engraçado pode ter certeza vivi muitos, quando criança apanhava pois ser arteira não era bom para uma menina , hoje continua sendo ruim pra uma mulher. Falo bobagem , rio das minhas desgraças, elas doem muito não posso chorar o tempo todo, sacaneo com quem eu gosto , não sacanear de maldade , mas para ver se ainda tem alma livre para me acompanhar, gosto dos risos altos das vozes fortes e não infantilizadas, não gosto de melindres, me enchem o saco.
Gosto de provocar e não corro, aquento o tranco. Não preciso me esforçar, sempre quero alcançar o proibido e desejo o que é negado. Se eu pudesse, seria mais sensata; mas uma força arrasta-me , nem sempre contra a minha vontade, o desejo atrai para uma direção, e a razão, para outra, vejo e aprovo o melhor, e sigo mas nem sempre este melhor, é o melhor que os outros querem.
Entro em cada situação que só Jesus para me tirar, mas no fundo eu sou feliz, não triste como minha mãe se expressava , sou feliz.
Sou feliz , não o tempo todo , mas sou feliz com pequenas maravilhas me fazem esquecer o lado negro da força. Um abraço pedido no corredor , um beijo estalado, um chocolate aerado, uma confissão de uma amiga , aquele riso torto que recebo daquele tímido quando falo baixaria, o bom dia dos meus filhos, um te amo escrito na capa do livro, a notícia que vou ser tia-avó, um café rápido que queima língua na fuga do trabalho, um filme que me faz pensar, aniversário comemorado muitas vezes, as flores, um pato encontrado na rua que levo pra casa, uma buzinada no trânsito, o telefonema de uma amiga de infância, a mensagem recebi no celular, uma piada bem contada....ah por estas doces maravilhas que vivo.
Bjos meus
Neide Ponzoni
Sempre dou risada na questão de que 99,9 por cento do que falo é verdade, mesmo que muitos não acreditem, pago grandes micos , falo na hora errada, não consigo ver burrice e maldade e ficar quieta, sou como dizia minha mae , sou triste.... mas na verdade não era a palavra certa de me exemplificar, ela sempre pedia para eu tomar juizo , eu tomava mas nao fazia efeito.
Se você viveu algo engraçado pode ter certeza vivi muitos, quando criança apanhava pois ser arteira não era bom para uma menina , hoje continua sendo ruim pra uma mulher. Falo bobagem , rio das minhas desgraças, elas doem muito não posso chorar o tempo todo, sacaneo com quem eu gosto , não sacanear de maldade , mas para ver se ainda tem alma livre para me acompanhar, gosto dos risos altos das vozes fortes e não infantilizadas, não gosto de melindres, me enchem o saco.
Gosto de provocar e não corro, aquento o tranco. Não preciso me esforçar, sempre quero alcançar o proibido e desejo o que é negado. Se eu pudesse, seria mais sensata; mas uma força arrasta-me , nem sempre contra a minha vontade, o desejo atrai para uma direção, e a razão, para outra, vejo e aprovo o melhor, e sigo mas nem sempre este melhor, é o melhor que os outros querem.
Entro em cada situação que só Jesus para me tirar, mas no fundo eu sou feliz, não triste como minha mãe se expressava , sou feliz.
Sou feliz , não o tempo todo , mas sou feliz com pequenas maravilhas me fazem esquecer o lado negro da força. Um abraço pedido no corredor , um beijo estalado, um chocolate aerado, uma confissão de uma amiga , aquele riso torto que recebo daquele tímido quando falo baixaria, o bom dia dos meus filhos, um te amo escrito na capa do livro, a notícia que vou ser tia-avó, um café rápido que queima língua na fuga do trabalho, um filme que me faz pensar, aniversário comemorado muitas vezes, as flores, um pato encontrado na rua que levo pra casa, uma buzinada no trânsito, o telefonema de uma amiga de infância, a mensagem recebi no celular, uma piada bem contada....ah por estas doces maravilhas que vivo.
Bjos meus
Neide Ponzoni
quarta-feira, 9 de março de 2011
Solidão.
Solidão.
Ela está perdida por dentro .
Não tem obstáculos para superar, é viver só e pronto
Ela não falará de amores, não os terão.
E sentirá sua rica pobreza de alma, sem dores
Não terá mais os porquês????? E nem os quem sabe ????Nem talvez????
E ouvirá as canções que não lembram ninguém...
Viverá na solidão que escolheu.
Não terá álbuns com detalhes vividos.
Sem chegadas , nem partidas, nem cartas .....
Nem ouvirá mais risos, nem brigas , nem debates , somente a calmaria da solidão .
Não sentirá a deriva, nem saudades, nem ódio ,nem amor.
Ela escolheu assim, assim seguirá.
Quis ficar sozinha, sente mais forte , acabou a fragilidade da entrega.
Está é a vida que escolheu, vai bem na ilusão de poder viver sozinha .
Estes são os seus doces enganos ..... como pílulas da felicidade.
Neide Ponzoni
Bjos meus.
Ela está perdida por dentro .
Não tem obstáculos para superar, é viver só e pronto
Ela não falará de amores, não os terão.
E sentirá sua rica pobreza de alma, sem dores
Não terá mais os porquês????? E nem os quem sabe ????Nem talvez????
E ouvirá as canções que não lembram ninguém...
Viverá na solidão que escolheu.
Não terá álbuns com detalhes vividos.
Sem chegadas , nem partidas, nem cartas .....
Nem ouvirá mais risos, nem brigas , nem debates , somente a calmaria da solidão .
Não sentirá a deriva, nem saudades, nem ódio ,nem amor.
Ela escolheu assim, assim seguirá.
Quis ficar sozinha, sente mais forte , acabou a fragilidade da entrega.
Está é a vida que escolheu, vai bem na ilusão de poder viver sozinha .
Estes são os seus doces enganos ..... como pílulas da felicidade.
Neide Ponzoni
Bjos meus.
domingo, 6 de março de 2011
Entre os 20 e os 40 anos.
Entre os 20 e os 40 anos.
Com 20 pensava que ainda ia crescer , aos 40 só cresci pros lados.
Com 20 quero casar e fazer muito sexo aos 40 quero fazer muito sexo.
Com 20 terei filhos por amor e vontade, aos 40 tive filhos por amor e vontade.
Com 20 prometi em todos os momentos da vida dizer a verdade, aos 40 sei que a verdade é relativa e não absoluta .
Com 20 vou passar em concurso público e ficar tranqüila, aos 40 percebo que fui enganada.
Com 20 era petista se preciso fosse pegaria em armas pela democracia , aos 40 se derem uma arma matos todos aqueles fdp.
Com 20 adorava homem magro e sem bunda, aos 40 adoro homem magro e sem bunda.
Com 20 vou aprender abrir latas, amarrar cadarço , dirigir e andar de salto, aos 40 que se danem não aprendi nada.
Com 20 vou ser professora, aos 40 eu sou professora.
Com 20 acreditava em fidelidade, aos 40 acredito em lealdade.
Com 20 dormir pra que??? Aos 40 quero dormir.
Com 20 quero comprar muitos livros, com 40 quero comprar muitos livros.
Com 20 se te ofendi me desculpas... com 40 se ofendi foda-se , mas desculpas mesmo assim.
Com 20 amigos são melhores que gente influente, aos 40 amigos são melhores que gente influente.
Com 20 acordava de mal humor, aos 40 continuo acordando de mal humor.
Com 20 me considerava vítima de tudo, com 40 me considero vítima de nada.
Com 20 as pessoas entravam na minha por uma estação , com 40 as pessoas entram na minha vida por razão .
Com 20 não tinha auto-controle , aos 40 continuo descontrolada.
Com 20 gostava de cimena com pipoca, aos 40 gosto só de cinema.
Com 20 todos são eternos, aos 40 isso é uma grande verdade.
Com 20 brigava muito, aos 40 brigo muito.
Com 20 queria mudar o mundo, com 40 o mundo quer me mudar.
Com 20 o maior risco da minha vida era fazer nada, aos 40 o maior risco é fazer tudo.
Com 20 observava e falava pouco, aos 40 observo muito e falo muito.
Com 20 era chamada de gostosa, agora sou chamada de mulher inteligente.
Com 20 escrevia poesia em um caderno sem pautas, aos 40 tenho um blog.
Viram em 20 anos algumas coisas mudam outras permanecem iguais , declaro a partir de agora a era dos enta.... muito ainda vou mudar....e muito permanecerá igualzinho...
Bjos meus
Neide Ponzoni
Com 20 pensava que ainda ia crescer , aos 40 só cresci pros lados.
Com 20 quero casar e fazer muito sexo aos 40 quero fazer muito sexo.
Com 20 terei filhos por amor e vontade, aos 40 tive filhos por amor e vontade.
Com 20 prometi em todos os momentos da vida dizer a verdade, aos 40 sei que a verdade é relativa e não absoluta .
Com 20 vou passar em concurso público e ficar tranqüila, aos 40 percebo que fui enganada.
Com 20 era petista se preciso fosse pegaria em armas pela democracia , aos 40 se derem uma arma matos todos aqueles fdp.
Com 20 adorava homem magro e sem bunda, aos 40 adoro homem magro e sem bunda.
Com 20 vou aprender abrir latas, amarrar cadarço , dirigir e andar de salto, aos 40 que se danem não aprendi nada.
Com 20 vou ser professora, aos 40 eu sou professora.
Com 20 acreditava em fidelidade, aos 40 acredito em lealdade.
Com 20 dormir pra que??? Aos 40 quero dormir.
Com 20 quero comprar muitos livros, com 40 quero comprar muitos livros.
Com 20 se te ofendi me desculpas... com 40 se ofendi foda-se , mas desculpas mesmo assim.
Com 20 amigos são melhores que gente influente, aos 40 amigos são melhores que gente influente.
Com 20 acordava de mal humor, aos 40 continuo acordando de mal humor.
Com 20 me considerava vítima de tudo, com 40 me considero vítima de nada.
Com 20 as pessoas entravam na minha por uma estação , com 40 as pessoas entram na minha vida por razão .
Com 20 não tinha auto-controle , aos 40 continuo descontrolada.
Com 20 gostava de cimena com pipoca, aos 40 gosto só de cinema.
Com 20 todos são eternos, aos 40 isso é uma grande verdade.
Com 20 brigava muito, aos 40 brigo muito.
Com 20 queria mudar o mundo, com 40 o mundo quer me mudar.
Com 20 o maior risco da minha vida era fazer nada, aos 40 o maior risco é fazer tudo.
Com 20 observava e falava pouco, aos 40 observo muito e falo muito.
Com 20 era chamada de gostosa, agora sou chamada de mulher inteligente.
Com 20 escrevia poesia em um caderno sem pautas, aos 40 tenho um blog.
Viram em 20 anos algumas coisas mudam outras permanecem iguais , declaro a partir de agora a era dos enta.... muito ainda vou mudar....e muito permanecerá igualzinho...
Bjos meus
Neide Ponzoni
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Borboleta
Borboleta.
Tenho uma borboleta tatuada no corpo, gosto de borboletas, suas cores sua fragilidade e agilidade. Já tentou pegar uma delas dá um trabalho, são rápidas.
Não foram feitas para ser pegas, são seres para apreciação , se sentarmos em silêncio num jardim , elas podem até pousar em você , não há como não sentir o efeito borboleta , seu bater de asas, não aquele rápido vôo de quando fogem mas lento e belo de quando se assentam.
O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você, disse Mario Quintana , e como ele tinha razão, existem sim pessoas borboletas, fogem se assustá-la , mas se agir com delicadeza aparece com todas as suas cores , pousa e fica ali, se tornam presentes.
Sei que as borboletas são símbolos de transformação , o símbolo da alma , representa o renascimento, a imortalidade, ah... como preciso ser borboleta exercitar minha delicadeza , aceitar minha fragilidade, desenvolver agilidade de fuga daqueles que me predem e minha força contra aqueles me sufocam, transformar-me e principalmente aceitar as mudanças e fases da vida. Assentar-me perto de quem consegue visualisar minhas cores....
Bjos meus
Neide Ponzoni
Tenho uma borboleta tatuada no corpo, gosto de borboletas, suas cores sua fragilidade e agilidade. Já tentou pegar uma delas dá um trabalho, são rápidas.
Não foram feitas para ser pegas, são seres para apreciação , se sentarmos em silêncio num jardim , elas podem até pousar em você , não há como não sentir o efeito borboleta , seu bater de asas, não aquele rápido vôo de quando fogem mas lento e belo de quando se assentam.
O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você, disse Mario Quintana , e como ele tinha razão, existem sim pessoas borboletas, fogem se assustá-la , mas se agir com delicadeza aparece com todas as suas cores , pousa e fica ali, se tornam presentes.
Sei que as borboletas são símbolos de transformação , o símbolo da alma , representa o renascimento, a imortalidade, ah... como preciso ser borboleta exercitar minha delicadeza , aceitar minha fragilidade, desenvolver agilidade de fuga daqueles que me predem e minha força contra aqueles me sufocam, transformar-me e principalmente aceitar as mudanças e fases da vida. Assentar-me perto de quem consegue visualisar minhas cores....
Bjos meus
Neide Ponzoni
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
E agora José?
E agora José?
Ele estava acostumado com sua vida, a rotina o deixava tranqüilo, sempre seguia o mesmo percurso até o trabalho, havia acostumado com as coisas. Tinha sérios medos das mudanças e acomodava-se passivamente.
Sua vida passava lentamente, notava claro o que acontecia em volta, o corre- corre dos amigos, as festas , os casamentos, os nascimentos , os rompimentos e ele lá na sua rotina bem quista, não era alienado. Acomodado com a vida corriqueira, nada podia mudar o escolhido.
Acordava, trabalha, voltava pra casa encontrava tudo totalmente no lugar como deixara de manhã, não havia ali o choro sentido de pessoas desoladas, não havia gritos de crianças , nem tristezas , nem reclamações, o silêncio reinava e cumpria seu papel.
Assim era a vida de José. Felicidade sentia, mas vivia na solidão que escolhera. ATÉ QUE UM DIA....
Ouviu gargalhadas no corredor alguém o arrastou para fora da solidão.
Olhou, parou e viu alguém entrar acompanhada no elevador, uma mulher e uma criança.
Sentiu incomodado, pois o apartamento do lado há muito tempo vazio tinha sido ocupado, acabou o sossego, pensou José.
Quando voltou a tarde tinha plantas no corredor, e uma bicicleta, estranhou.
Sempre a noite ouvia risadas e correria, no apartamento ao lado.
Certa manhã de sábado a campainha tocou, assustou-se. Abriu aporta contrariado, na sua frente uma mulher e a criança.Entreolharam e sorriram para ele como se o conhecesse.
Sem muito jeito José estendeu a mão , a mulher se apresentou , era Marília e seu filho Henrique e o convidava para um café no apartamento do lado.
Pego de surpresa Jose aceitou.
Entrou acanhado no apartamento ao lado. Tudo tinha cores, o tapete o sofá, as cortinas, brinquedos pela sala, além de uma confortável mesa de café da manhã.
Marília conversava com José e com filho.
José respondia com monossílabos, observando Marília se movimentar, com cabelos presos, sorria alto com as brincadeiras de Henrique que com três anos se mostrava pra visita.
Marília apresentou como viúva, e que mudara para São Paulo, pois tinha sido transferida da empresa. Explicou que o apartamento era do sogro e estava ali de passagem logo compraria uma casa com jardim e sem grades assim como no interior, enquanto Henrique corria pela sala.
José engoliu o café, estava meio zonzo com a conversa, não falou nada sobre ele , somente que era contador de empresa. Marília não : contou sobre a infância como filha única, adolescência , como conheceu o marido e sua perda a dois anos com lagrimas nos olhos.
José ouviu depois agradeceu se despediu. Ao sair Marília lhe disse que ficava feliz de um vizinho pois sentia mais segura. Tinha medo da fama de São Paulo. José riu e tentou acalmá-la. Nem tudo é violência, era um bairro próximo do centro, mas era calmo.
Voltou para o apartamento parou, refletiu sobre a vida. Estava bem na solidão, era opção, mas sentiu acolhido, quente com Marília, sentiu o cheiro do aconchego.
Por muitas vezes ao voltar do trabalho Marília convidava José para partilhar da sua rotina em casa. O movimento o assustava, mas encantava também. Assim passou o tempo, e o tempo de José foi ocupado por outra rotina cheia de movimento, cores, cheiros e risos.
José direcionara os seus ideais e novos passos, habituara comprar gibis , queijos e vinhos. Voltava tarde para seu apartamento tinha longas conversas com Maria e ria das fantasias de Henrique.
O fluxo da nova amizade seguia, passeios em parques, livrarias , fast -foods e lojas de brinquedos . Ansiava pelo fim da tarde no trabalho, encontraria Marília .
Certo sábado acordou com barulhos no corredor e um movimento diferente, ao entrar no apartamento de Marilía havia caixas empilhadas por todos os lados, ela sorria.
_Consegui uma casa!!!!!!!!!! Vamos mudar.
Quer ajudar a arrumar a nossa bagunça?
José permanecia atônito.
_Como assim mudar?
_ Eu disse era provisório, passaram-se dois anos, vamos para um bairro mais afastado, uma casa térrea com jardim, é uma pena que tenha grades, Maria falava , falava e José perdido nos seus sentimentos. Carregava as caixas, estava triste, mas não demonstrou.
Aquela noite não dormiu.
Acordou com o sol no domingo.
Chegara momento de sua vida mudar, sair do marasmo, fazer uma revolução nas estruturas da solidão que sorrateiramente tinha se apossado por anos de suas energias e o transformara num homem vazio. Transformaria as incertezas em objetivos , traçaria para uma nova rota. Acreditou ser possível caminhar novos passos e alcançar novas ruas. Tirou do armário uma grande mala, colocou ali o mais gostava, ali estava o sentido da vida, levou pouco daquilo que era.
e gostava disso.
Bateu a porta de Marília , que ao ver a mala , sorriu.
José simplesmente disse :
_Eu vou com vocês. Um longo beijo foi trocado .
José e Marília hoje vivem numa casa que apesar das grades tem um belo jardim, e de longe dá pra ouvir os seus risos.
Bjos meus .
Neide Ponzoni
E agora José?
Ele estava acostumado com sua vida, a rotina o deixava tranqüilo, sempre seguia o mesmo percurso até o trabalho, havia acostumado com as coisas. Tinha sérios medos das mudanças e acomodava-se passivamente.
Sua vida passava lentamente, notava claro o que acontecia em volta, o corre- corre dos amigos, as festas , os casamentos, os nascimentos , os rompimentos e ele lá na sua rotina bem quista, não era alienado. Acomodado com a vida corriqueira, nada podia mudar o escolhido.
Acordava, trabalha, voltava pra casa encontrava tudo totalmente no lugar como deixara de manhã, não havia ali o choro sentido de pessoas desoladas, não havia gritos de crianças , nem tristezas , nem reclamações, o silêncio reinava e cumpria seu papel.
Assim era a vida de José. Felicidade sentia, mas vivia na solidão que escolhera. ATÉ QUE UM DIA....
Ouviu gargalhadas no corredor alguém o arrastou para fora da solidão.
Olhou, parou e viu alguém entrar acompanhada no elevador, uma mulher e uma criança.
Sentiu incomodado, pois o apartamento do lado há muito tempo vazio tinha sido ocupado, acabou o sossego, pensou José.
Quando voltou a tarde tinha plantas no corredor, e uma bicicleta, estranhou.
Sempre a noite ouvia risadas e correria, no apartamento ao lado.
Certa manhã de sábado a campainha tocou, assustou-se. Abriu aporta contrariado, na sua frente uma mulher e a criança.Entreolharam e sorriram para ele como se o conhecesse.
Sem muito jeito José estendeu a mão , a mulher se apresentou , era Marília e seu filho Henrique e o convidava para um café no apartamento do lado.
Pego de surpresa Jose aceitou.
Entrou acanhado no apartamento ao lado. Tudo tinha cores, o tapete o sofá, as cortinas, brinquedos pela sala, além de uma confortável mesa de café da manhã.
Marília conversava com José e com filho.
José respondia com monossílabos, observando Marília se movimentar, com cabelos presos, sorria alto com as brincadeiras de Henrique que com três anos se mostrava pra visita.
Marília apresentou como viúva, e que mudara para São Paulo, pois tinha sido transferida da empresa. Explicou que o apartamento era do sogro e estava ali de passagem logo compraria uma casa com jardim e sem grades assim como no interior, enquanto Henrique corria pela sala.
José engoliu o café, estava meio zonzo com a conversa, não falou nada sobre ele , somente que era contador de empresa. Marília não : contou sobre a infância como filha única, adolescência , como conheceu o marido e sua perda a dois anos com lagrimas nos olhos.
José ouviu depois agradeceu se despediu. Ao sair Marília lhe disse que ficava feliz de um vizinho pois sentia mais segura. Tinha medo da fama de São Paulo. José riu e tentou acalmá-la. Nem tudo é violência, era um bairro próximo do centro, mas era calmo.
Voltou para o apartamento parou, refletiu sobre a vida. Estava bem na solidão, era opção, mas sentiu acolhido, quente com Marília, sentiu o cheiro do aconchego.
Por muitas vezes ao voltar do trabalho Marília convidava José para partilhar da sua rotina em casa. O movimento o assustava, mas encantava também. Assim passou o tempo, e o tempo de José foi ocupado por outra rotina cheia de movimento, cores, cheiros e risos.
José direcionara os seus ideais e novos passos, habituara comprar gibis , queijos e vinhos. Voltava tarde para seu apartamento tinha longas conversas com Maria e ria das fantasias de Henrique.
O fluxo da nova amizade seguia, passeios em parques, livrarias , fast -foods e lojas de brinquedos . Ansiava pelo fim da tarde no trabalho, encontraria Marília .
Certo sábado acordou com barulhos no corredor e um movimento diferente, ao entrar no apartamento de Marilía havia caixas empilhadas por todos os lados, ela sorria.
_Consegui uma casa!!!!!!!!!! Vamos mudar.
Quer ajudar a arrumar a nossa bagunça?
José permanecia atônito.
_Como assim mudar?
_ Eu disse era provisório, passaram-se dois anos, vamos para um bairro mais afastado, uma casa térrea com jardim, é uma pena que tenha grades, Maria falava , falava e José perdido nos seus sentimentos. Carregava as caixas, estava triste, mas não demonstrou.
Aquela noite não dormiu.
Acordou com o sol no domingo.
Chegara momento de sua vida mudar, sair do marasmo, fazer uma revolução nas estruturas da solidão que sorrateiramente tinha se apossado por anos de suas energias e o transformara num homem vazio. Transformaria as incertezas em objetivos , traçaria para uma nova rota. Acreditou ser possível caminhar novos passos e alcançar novas ruas. Tirou do armário uma grande mala, colocou ali o mais gostava, ali estava o sentido da vida, levou pouco daquilo que era.
e gostava disso.
Bateu a porta de Marília , que ao ver a mala , sorriu.
José simplesmente disse :
_Eu vou com vocês. Um longo beijo foi trocado .
José e Marília hoje vivem numa casa que apesar das grades tem um belo jardim, e de longe dá pra ouvir os seus risos.
Bjos meus .
Neide Ponzoni
E agora José?
E agora José?
Ele estava acostumado com sua vida, a rotina o deixava tranqüilo, sempre seguia o mesmo percurso até o trabalho, havia acostumado com as coisas. Tinha sérios medos das mudanças e acomodava-se passivamente.
Sua vida passava lentamente, notava claramente o que acontecia em volta, o corre- corre dos amigos, as festas , os casamentos, os nascimentos , os rompimentos e ele lá na sua rotina bem quista, não era alienado. Acomodado com a vida corriqueira, nada podia mudar o escolhido.
Acordava, trabalha, voltava pra casa encontrava tudo totalmente no lugar como deixara de manhã, não havia ali o choro sentido de pessoas desoladas, não havia gritos de crianças , nem tristezas , nem reclamações, o silêncio reinava e cumpria seu papel.
Assim era a vida de José. Felicidade sentia, mas vivia na solidão que escolhera. ATÉ QUE UM DIA....
Ouviu gargalhadas no corredor alguém o arrastou para fora da solidão.
Olhou, parou e viu alguém entrar acompanhada no elevador, uma mulher e uma criança.
Sentiu incomodado, pois o apartamento do lado há muito tempo vazio tinha sido ocupado, acabou o sossego, pensou José.
Quando voltou a tarde tinha plantas no corredor, e uma bicicleta, estranhou.
Sempre a noite ouvia risadas e correria, no apartamento ao lado.
Certa manhã de sábado a campainha tocou, assustou-se. Abriu a porta contrariado, na sua frente uma mulher e a criança.Entreolharam e sorriram para ele como se o conhecesse.
Sem muito jeito José estendeu a mão , a mulher se apresentou , era Marília e seu filho Henrique e o convidava para um café no apartamento do lado.
Pego de surpresa José aceitou.
Entrou acanhado no apartamento ao lado. Tudo tinha cores, o tapete o sofá, as cortinas, brinquedos pela sala, além de uma confortável mesa de café da manhã. Marília conversava com José e com filho.
José respondia com monossílabos, observando Marília se movimentar, com cabelos presos, sorria alto com as brincadeiras de Henrique que com três anos se mostrava pra visita.
Marília apresentou como viúva, e que mudara para São Paulo, pois tinha sido transferida da empresa. Explicou que o apartamento era do sogro e estava ali de passagem logo compraria uma casa com jardim e sem grades assim como no interior, enquanto Henrique corria pela sala.
José engoliu o café, estava meio zonzo com a conversa, não falou nada sobre ele , somente que era contador de empresa. Marília não : contou sobre a infância como filha única, adolescência , como conheceu o marido e sua perda a dois anos com lágrimas nos olhos.
José ouviu depois agradeceu se despediu. Ao sair Marília lhe disse que ficava feliz de um vizinho pois sentia mais segura. Tinha medo da fama de São Paulo. José riu e tentou acalmá-la. Nem tudo é violência, era um bairro próximo do centro, mas era calmo.
Voltou para o apartamento parou, refletiu sobre a vida. Estava bem na solidão, era opção, mas sentiu acolhido, quente com Marília, sentiu o cheiro do aconchego.
Por muitas vezes ao voltar do trabalho Marília convidava José para partilhar da sua rotina em casa. O movimento o assustava, mas encantava também. Assim passou o tempo, e o tempo de José foi ocupado por outra rotina cheia de sons , cores, cheiros e risos.
José conhecia os seus ideais mas novos passos o direcionava ao apartamneto ao lado, habituara comprar gibis , queijos e vinhos. Voltava tarde e tinha longas conversas com Maria e ria das fantasias de Henrique.
O fluxo da nova amizade seguia, passeios em parques, livrarias , fast -foods e lojas de brinquedos . Ansiava ele pelo fim da tarde no trabalho, encontraria Marília .
Certo sábado acordou com barulhos no corredor e um movimento diferente, ao entrar no apartamento de Maria havia caixas empilhadas por todos os lados, ela sorria.
_Consegui uma casa!!!!!!!!!! Vamos mudar.
Quer ajudar a arrumar a nossa bagunça?
José permanecia atônito.
_Como assim mudar?
_ Eu disse era provisório, passaram-se dois anos, vamos para um bairro mais afastado, uma casa térrea com jardim, é uma pena que tenha grades, Maria falava , falava e José perdido nos seus sentimentos. Carregava as caixas, estava triste, mas não demonstrou.
Aquela noite não dormiu.
Acordou com o sol no domingo.
Chegara momento de sua vida mudar, sair do marasmo, fazer uma revolução nas estruturas da solidão que sorrateiramente tinha se apossado por anos de suas energias e o transformara num homem vazio. Transformaria as incertezas em objetivos , traçaria para uma nova rota. Acreditou ser possível caminhar novos passos e alcançar novas ruas. Tirou do armário uma grande mala, colocou ali o mais gostava, ali estava o sentido da vida, levou pouco daquilo que era.
Bateu a porta de Marília , que ao ver a mala , sorriu.
José simplesmente disse :
_Eu vou com vocês. Um longo beijo foi trocado .
José e Marília hoje vivem numa casa que apesar das grades tem um belo jardim, e de longe dá pra ouvir os seus risos.
Bjos meus .
Neide Ponzoni
Ele estava acostumado com sua vida, a rotina o deixava tranqüilo, sempre seguia o mesmo percurso até o trabalho, havia acostumado com as coisas. Tinha sérios medos das mudanças e acomodava-se passivamente.
Sua vida passava lentamente, notava claramente o que acontecia em volta, o corre- corre dos amigos, as festas , os casamentos, os nascimentos , os rompimentos e ele lá na sua rotina bem quista, não era alienado. Acomodado com a vida corriqueira, nada podia mudar o escolhido.
Acordava, trabalha, voltava pra casa encontrava tudo totalmente no lugar como deixara de manhã, não havia ali o choro sentido de pessoas desoladas, não havia gritos de crianças , nem tristezas , nem reclamações, o silêncio reinava e cumpria seu papel.
Assim era a vida de José. Felicidade sentia, mas vivia na solidão que escolhera. ATÉ QUE UM DIA....
Ouviu gargalhadas no corredor alguém o arrastou para fora da solidão.
Olhou, parou e viu alguém entrar acompanhada no elevador, uma mulher e uma criança.
Sentiu incomodado, pois o apartamento do lado há muito tempo vazio tinha sido ocupado, acabou o sossego, pensou José.
Quando voltou a tarde tinha plantas no corredor, e uma bicicleta, estranhou.
Sempre a noite ouvia risadas e correria, no apartamento ao lado.
Certa manhã de sábado a campainha tocou, assustou-se. Abriu a porta contrariado, na sua frente uma mulher e a criança.Entreolharam e sorriram para ele como se o conhecesse.
Sem muito jeito José estendeu a mão , a mulher se apresentou , era Marília e seu filho Henrique e o convidava para um café no apartamento do lado.
Pego de surpresa José aceitou.
Entrou acanhado no apartamento ao lado. Tudo tinha cores, o tapete o sofá, as cortinas, brinquedos pela sala, além de uma confortável mesa de café da manhã. Marília conversava com José e com filho.
José respondia com monossílabos, observando Marília se movimentar, com cabelos presos, sorria alto com as brincadeiras de Henrique que com três anos se mostrava pra visita.
Marília apresentou como viúva, e que mudara para São Paulo, pois tinha sido transferida da empresa. Explicou que o apartamento era do sogro e estava ali de passagem logo compraria uma casa com jardim e sem grades assim como no interior, enquanto Henrique corria pela sala.
José engoliu o café, estava meio zonzo com a conversa, não falou nada sobre ele , somente que era contador de empresa. Marília não : contou sobre a infância como filha única, adolescência , como conheceu o marido e sua perda a dois anos com lágrimas nos olhos.
José ouviu depois agradeceu se despediu. Ao sair Marília lhe disse que ficava feliz de um vizinho pois sentia mais segura. Tinha medo da fama de São Paulo. José riu e tentou acalmá-la. Nem tudo é violência, era um bairro próximo do centro, mas era calmo.
Voltou para o apartamento parou, refletiu sobre a vida. Estava bem na solidão, era opção, mas sentiu acolhido, quente com Marília, sentiu o cheiro do aconchego.
Por muitas vezes ao voltar do trabalho Marília convidava José para partilhar da sua rotina em casa. O movimento o assustava, mas encantava também. Assim passou o tempo, e o tempo de José foi ocupado por outra rotina cheia de sons , cores, cheiros e risos.
José conhecia os seus ideais mas novos passos o direcionava ao apartamneto ao lado, habituara comprar gibis , queijos e vinhos. Voltava tarde e tinha longas conversas com Maria e ria das fantasias de Henrique.
O fluxo da nova amizade seguia, passeios em parques, livrarias , fast -foods e lojas de brinquedos . Ansiava ele pelo fim da tarde no trabalho, encontraria Marília .
Certo sábado acordou com barulhos no corredor e um movimento diferente, ao entrar no apartamento de Maria havia caixas empilhadas por todos os lados, ela sorria.
_Consegui uma casa!!!!!!!!!! Vamos mudar.
Quer ajudar a arrumar a nossa bagunça?
José permanecia atônito.
_Como assim mudar?
_ Eu disse era provisório, passaram-se dois anos, vamos para um bairro mais afastado, uma casa térrea com jardim, é uma pena que tenha grades, Maria falava , falava e José perdido nos seus sentimentos. Carregava as caixas, estava triste, mas não demonstrou.
Aquela noite não dormiu.
Acordou com o sol no domingo.
Chegara momento de sua vida mudar, sair do marasmo, fazer uma revolução nas estruturas da solidão que sorrateiramente tinha se apossado por anos de suas energias e o transformara num homem vazio. Transformaria as incertezas em objetivos , traçaria para uma nova rota. Acreditou ser possível caminhar novos passos e alcançar novas ruas. Tirou do armário uma grande mala, colocou ali o mais gostava, ali estava o sentido da vida, levou pouco daquilo que era.
Bateu a porta de Marília , que ao ver a mala , sorriu.
José simplesmente disse :
_Eu vou com vocês. Um longo beijo foi trocado .
José e Marília hoje vivem numa casa que apesar das grades tem um belo jardim, e de longe dá pra ouvir os seus risos.
Bjos meus .
Neide Ponzoni
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Por que escrevo??????????????
Por que escrevo??????????????
Escrevo quando me sinto sozinha .
Escrevo quando não quero falar com ninguém.
Escrevo até quando eu não tenho nada pra dizer, mas falo, falar é diferente de dizer. Confuso. Sou sempre confusa, inquieta , os loucos entendem os loucos .
Escrevo quando há indiferença.
Escrevo quando sinto saudades.
Escrevo quando o céu está escuro e me amedronta, ou quando está azul e me alegra.
Quando escrevo perco minha fragilidade, o medo de ofender ou ser sincera demais , posso ser outras, outros sem deixar de ser eu.
Escrevo quando quero encontrar alguém, mesmo aqueles que os meus olhos não vê há tempos, mas escrevo para não se esquecerem de mim.
Escrevo para os dias se tornarem longos ou para encurtar o tempo.
Escrevo enquanto canto , me lembra felicidade.
Escrevo quando sinto uma raiva incontrolável.
Escrevo para não deixar de sonhar, ou para acordar.
Escrevo quando sinto que há uma eternidade entre a vontade e o abraço .
Escrevo quando seu olhar me escapa e venta em meu coração.
Não tenho hora , nem local para escrever, às vezes, muitas vezes acho que estou plagiando. Ou acho que já ouvi o que escrevo, mas escrevo o que sinto, se sinto já experimentei certo?
Bjos meus
Neide Ponzoni
Escrevo quando me sinto sozinha .
Escrevo quando não quero falar com ninguém.
Escrevo até quando eu não tenho nada pra dizer, mas falo, falar é diferente de dizer. Confuso. Sou sempre confusa, inquieta , os loucos entendem os loucos .
Escrevo quando há indiferença.
Escrevo quando sinto saudades.
Escrevo quando o céu está escuro e me amedronta, ou quando está azul e me alegra.
Quando escrevo perco minha fragilidade, o medo de ofender ou ser sincera demais , posso ser outras, outros sem deixar de ser eu.
Escrevo quando quero encontrar alguém, mesmo aqueles que os meus olhos não vê há tempos, mas escrevo para não se esquecerem de mim.
Escrevo para os dias se tornarem longos ou para encurtar o tempo.
Escrevo enquanto canto , me lembra felicidade.
Escrevo quando sinto uma raiva incontrolável.
Escrevo para não deixar de sonhar, ou para acordar.
Escrevo quando sinto que há uma eternidade entre a vontade e o abraço .
Escrevo quando seu olhar me escapa e venta em meu coração.
Não tenho hora , nem local para escrever, às vezes, muitas vezes acho que estou plagiando. Ou acho que já ouvi o que escrevo, mas escrevo o que sinto, se sinto já experimentei certo?
Bjos meus
Neide Ponzoni
O que a música diz....
O que a música diz....
A paixão o pegou sem que percebesse, quando viu ja estava envolvido, preso, sentindo algo maravilhoso, diferente, que o levou a sonhar, a sorri sozinho.
Ele ouvia a música , achava linda, a voz roucada cantora ressonava como um trovão , a música mostrava muito e tudo que sentia por aqueles dias.
Ela era jovem , mas sua beleza estava no jeito de ser, ele queria tocá-la e “queria que ela se enxergasse nele.”
No entanto ele nem foi notado, nem amado, “tentava apresentar frieza , mas não dava, parecia uma represa pronta pra jorrar.” Ele queria levá-la .
E como na canção, sofreu.
Perguntava se havia alguém no ar, como ele queria escutar o seu nome falado por ela, como ansiou por esse amor .
Quando voltava do trabalho, pensava , em casa pensava , doia vê-la rir e ir embora, quando o abraçava para se despedir.
A vida apenas o fez amar algúem, mas não ser amado. Mas ele ainda esperava, esperava.....
E a musica continuava....
“Vem, eu sei que tá tão perto
E por que não me responde
Se também tuas esperas
Te levaram pra bem longe
É longe esse lugar
Vem, nunca é tarde ou distante
Pra te contar os meus segredos
A vida solta num instante
Tenho coragem tenho medo sim
Que se danem os nós....”
A música o levou acreditar na possibilidade de dessatar seus nós, mesmo depois de tantas frustrações, e ele viveu muitas , havia bastante tempo que não sentia tão presente a paixão. Chegava em casa abraçava seu filho e sorria pra esposa , dois grandes nós. Desatar como? Ah a paixão, coisa descabida.
A música acabou , ele sentiu tudo voltar ao normal, não passou ninguém na escuridão nem gritou o seu nome, a paixão era isto. Fogo que arde...
Ele sonhou, quis, imaginou,sentiu .E voltava toda tarde para casa.
Esperou um olhar, “ele queria uma lua plena , queria agora viver , queria sair de manhã, numa louca tempestade e como um rio que por ruas correr.” Seria velho para ser amado? Ah paixão coisa descabida.
Ps : peguei uns pedacinhos das músicas da Ana , as minhas prediletas..... plágio não!!!!!!!!!!!!!! Admiração....
Bjos meus
Neide Ponzoni
A paixão o pegou sem que percebesse, quando viu ja estava envolvido, preso, sentindo algo maravilhoso, diferente, que o levou a sonhar, a sorri sozinho.
Ele ouvia a música , achava linda, a voz roucada cantora ressonava como um trovão , a música mostrava muito e tudo que sentia por aqueles dias.
Ela era jovem , mas sua beleza estava no jeito de ser, ele queria tocá-la e “queria que ela se enxergasse nele.”
No entanto ele nem foi notado, nem amado, “tentava apresentar frieza , mas não dava, parecia uma represa pronta pra jorrar.” Ele queria levá-la .
E como na canção, sofreu.
Perguntava se havia alguém no ar, como ele queria escutar o seu nome falado por ela, como ansiou por esse amor .
Quando voltava do trabalho, pensava , em casa pensava , doia vê-la rir e ir embora, quando o abraçava para se despedir.
A vida apenas o fez amar algúem, mas não ser amado. Mas ele ainda esperava, esperava.....
E a musica continuava....
“Vem, eu sei que tá tão perto
E por que não me responde
Se também tuas esperas
Te levaram pra bem longe
É longe esse lugar
Vem, nunca é tarde ou distante
Pra te contar os meus segredos
A vida solta num instante
Tenho coragem tenho medo sim
Que se danem os nós....”
A música o levou acreditar na possibilidade de dessatar seus nós, mesmo depois de tantas frustrações, e ele viveu muitas , havia bastante tempo que não sentia tão presente a paixão. Chegava em casa abraçava seu filho e sorria pra esposa , dois grandes nós. Desatar como? Ah a paixão, coisa descabida.
A música acabou , ele sentiu tudo voltar ao normal, não passou ninguém na escuridão nem gritou o seu nome, a paixão era isto. Fogo que arde...
Ele sonhou, quis, imaginou,sentiu .E voltava toda tarde para casa.
Esperou um olhar, “ele queria uma lua plena , queria agora viver , queria sair de manhã, numa louca tempestade e como um rio que por ruas correr.” Seria velho para ser amado? Ah paixão coisa descabida.
Ps : peguei uns pedacinhos das músicas da Ana , as minhas prediletas..... plágio não!!!!!!!!!!!!!! Admiração....
Bjos meus
Neide Ponzoni
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Palavras... e palavras.
Deus me emudece
A solidão me apressa
Religião me sustenta
A tristeza me faz sangrar
A beleza me distrai
Injustiça me enlouquece
Criança me alegra
Amor me faz tremer
Inocência me extasia
Paixão me faz transpirar
Família me traz tudo
Livros me fazem esquecer
Verdades me faz refletir
Burrice me ofende
Amizades me completam
Perdão me enaltece
Músicas me fazem curtir
Chocolate me acalma
Cozinha me irrita
Tesão me faz sentir
Homens desconcertam
Palavrões me relaxam
Mulheres fascinam
Mentiras enfraquecem
Olhos me inundam
Sorrisos me atraem.
Mais um cadinho de palavras......
Bjos meus
Neide Ponzoni
A solidão me apressa
Religião me sustenta
A tristeza me faz sangrar
A beleza me distrai
Injustiça me enlouquece
Criança me alegra
Amor me faz tremer
Inocência me extasia
Paixão me faz transpirar
Família me traz tudo
Livros me fazem esquecer
Verdades me faz refletir
Burrice me ofende
Amizades me completam
Perdão me enaltece
Músicas me fazem curtir
Chocolate me acalma
Cozinha me irrita
Tesão me faz sentir
Homens desconcertam
Palavrões me relaxam
Mulheres fascinam
Mentiras enfraquecem
Olhos me inundam
Sorrisos me atraem.
Mais um cadinho de palavras......
Bjos meus
Neide Ponzoni
Árvores, adoro árvores.
Árvores, adoro árvores.
Diante da minha janela lateral tem uma praça , não como aquelas pracinhas perfeitas de quando criança, mas tem árvores , poucas mas tem, palmeiras, pata-de vacas , pinheiro do Paraná e ipês.
Sou fascinada por árvores, sou parente delas, quem é do interior, sabe seus nomes e efeitos.Sei muitos nomes as épocas das floradas as cores e cheiros.
São seres que nada pedem, existem e pronto, são feitos para enfeitar , lindos .
Encostar-me a janela ás vezes é suficiente, fico ali apreciando , pensando , buscando resolver as minhas pequenas tragédias e grotescos desgostos.
Encostar-me à janela e espreitar o mundo lá fora, parece mais fácil para solucionar minhas questões alfinetes , aquelas que incomodam mas não matam, nem sempre consigo, desisto e fico admirando as infinidades de folhas. Elas agitam a favor do vento o seguem sem pensar . Queria ser folhas e seguir o vento, mas tenho pés me direcionam, queria ser tronco e ficar fincada no chão , não sair de forma alguma , mas ando por aí , literalmente ando.Queria ser galho e abrigar aqueles que precisam , mas tenho braços, que por muitas vezes tremem .
Apesar de não ser bióloga. Nem profissional adoro árvores, sou amadora, mas sei as floradas e minha vida segue o curso destas flores , principalmente das suas cores.
Janeiro , mês Uruvalheira flores amarelas , árvore de cerrado, flores amarelas como minhas férias, calma , alta, quando agitada ao vento assusta.
Fevereiro, mês da Inuíba, é uma árvore pouco encontrada quase rara . Tem uma bonita floração rosa, cheia de tons , uma árvore menina rsrsr, cheia de sonhos para um novo ano de trabalho.
Paratudo, este é o nome da árvore mesmo, mês de marco mês do meu aniversário, uma árvore com efeitos medicinais na casca. Sua floração se inicia em Fevereiro, suas flores vermelhas se destacam na folhagem verde. Vermelho como meu desejo, pós aniversário.
Abril mês das Quaresmeiras uma pequena com grande beleza, como eu srrsrrs quando apresenta suas flores roxas, tem a variação com flores rosas misturadas , inunda a cidade de roxa como a paixao e rosa como a delicadeza.
Maio, tem a Braúna preta, é uma árvore nativa muito conhecida pela qualidade de sua madeira, porém raríssima quase não vejo por aqui, sua floração amarela é bem vistosa , lembro que é mês das mães assim como a árvore rara, raro e eterno como o amor materno.
Ipê roxo, é arvore de Junho ,é o primeiro dos Ipês a florir no ano, esta árvore tem rara beleza e desenvolvimento rápido, pinta a cidade cinza num espetáculo imperdível, por ser alto e de porte esguio, muito comum em nossa cidades, seu desenvolvimento é mais lento , mas seu florescer é belíssimo .
Julho , Ipê amarelo, tem algumas arvores que param nossa correria , forte nos deixam maravilhados com seus tons.
Agosto tem Subipiruna sua beleza e demonstrada em caixinhos amarelos e flores espalhadas pelo chão, floresce com grande beleza e suas flores perduram por mais de um mês, formando um tapete macio e sedoso.
Tem também, Jabuticabeira em flores, espécie muito plantada em alguns quintais para aproveitamento dos frutos. Em todas elas a floração costuma ser um espetáculo de rara beleza, com os galhos quase totalmente cobertos de flores, ao passar pela calçada dá para sentir agradável perfume.
Pau Brasil , Setembro lá vem ela assim como o nome ao país, difícil de encontrar e vê-las florescer. Parece que esta espécie só floresce quando plantada em grupos , tem um tronco espinhento e uma bela floração amarelo vivo.
Cassia rosa, Outubro, entre as diversas espécies de Cassias, tem poucas nativas aqui na região, uma floração rosa que aparece com algumas folhas fazendo contraste, dificilmente vejo, sinto falta em Minas tinha Cássias rosas e amarelas para todo lado.
Novembro mês da Tataré , esta é uma árvore mística , apresenta galhos retorcidos, com muitos espinhos, um tronco esbranquiçado como o pau ferro, e frutos em forma de espiral, novembro é cansativo sempre na ânsia que acabe, assim como esta arvore , torta como o mês , mas ela tem sua beleza com florada curta.
Dezembro tem flamboyants, é a árvore que mais me deixa feliz ,verde e vermelha como o fim de ano.
Sua florada quer mostrar que finda um ano, e logo vem um novinho e começara tudo de novo .Tenho varias historias sobre esta arvore e logo conto pro cês .
Bjos meus .
Neide Ponzoni
Diante da minha janela lateral tem uma praça , não como aquelas pracinhas perfeitas de quando criança, mas tem árvores , poucas mas tem, palmeiras, pata-de vacas , pinheiro do Paraná e ipês.
Sou fascinada por árvores, sou parente delas, quem é do interior, sabe seus nomes e efeitos.Sei muitos nomes as épocas das floradas as cores e cheiros.
São seres que nada pedem, existem e pronto, são feitos para enfeitar , lindos .
Encostar-me a janela ás vezes é suficiente, fico ali apreciando , pensando , buscando resolver as minhas pequenas tragédias e grotescos desgostos.
Encostar-me à janela e espreitar o mundo lá fora, parece mais fácil para solucionar minhas questões alfinetes , aquelas que incomodam mas não matam, nem sempre consigo, desisto e fico admirando as infinidades de folhas. Elas agitam a favor do vento o seguem sem pensar . Queria ser folhas e seguir o vento, mas tenho pés me direcionam, queria ser tronco e ficar fincada no chão , não sair de forma alguma , mas ando por aí , literalmente ando.Queria ser galho e abrigar aqueles que precisam , mas tenho braços, que por muitas vezes tremem .
Apesar de não ser bióloga. Nem profissional adoro árvores, sou amadora, mas sei as floradas e minha vida segue o curso destas flores , principalmente das suas cores.
Janeiro , mês Uruvalheira flores amarelas , árvore de cerrado, flores amarelas como minhas férias, calma , alta, quando agitada ao vento assusta.
Fevereiro, mês da Inuíba, é uma árvore pouco encontrada quase rara . Tem uma bonita floração rosa, cheia de tons , uma árvore menina rsrsr, cheia de sonhos para um novo ano de trabalho.
Paratudo, este é o nome da árvore mesmo, mês de marco mês do meu aniversário, uma árvore com efeitos medicinais na casca. Sua floração se inicia em Fevereiro, suas flores vermelhas se destacam na folhagem verde. Vermelho como meu desejo, pós aniversário.
Abril mês das Quaresmeiras uma pequena com grande beleza, como eu srrsrrs quando apresenta suas flores roxas, tem a variação com flores rosas misturadas , inunda a cidade de roxa como a paixao e rosa como a delicadeza.
Maio, tem a Braúna preta, é uma árvore nativa muito conhecida pela qualidade de sua madeira, porém raríssima quase não vejo por aqui, sua floração amarela é bem vistosa , lembro que é mês das mães assim como a árvore rara, raro e eterno como o amor materno.
Ipê roxo, é arvore de Junho ,é o primeiro dos Ipês a florir no ano, esta árvore tem rara beleza e desenvolvimento rápido, pinta a cidade cinza num espetáculo imperdível, por ser alto e de porte esguio, muito comum em nossa cidades, seu desenvolvimento é mais lento , mas seu florescer é belíssimo .
Julho , Ipê amarelo, tem algumas arvores que param nossa correria , forte nos deixam maravilhados com seus tons.
Agosto tem Subipiruna sua beleza e demonstrada em caixinhos amarelos e flores espalhadas pelo chão, floresce com grande beleza e suas flores perduram por mais de um mês, formando um tapete macio e sedoso.
Tem também, Jabuticabeira em flores, espécie muito plantada em alguns quintais para aproveitamento dos frutos. Em todas elas a floração costuma ser um espetáculo de rara beleza, com os galhos quase totalmente cobertos de flores, ao passar pela calçada dá para sentir agradável perfume.
Pau Brasil , Setembro lá vem ela assim como o nome ao país, difícil de encontrar e vê-las florescer. Parece que esta espécie só floresce quando plantada em grupos , tem um tronco espinhento e uma bela floração amarelo vivo.
Cassia rosa, Outubro, entre as diversas espécies de Cassias, tem poucas nativas aqui na região, uma floração rosa que aparece com algumas folhas fazendo contraste, dificilmente vejo, sinto falta em Minas tinha Cássias rosas e amarelas para todo lado.
Novembro mês da Tataré , esta é uma árvore mística , apresenta galhos retorcidos, com muitos espinhos, um tronco esbranquiçado como o pau ferro, e frutos em forma de espiral, novembro é cansativo sempre na ânsia que acabe, assim como esta arvore , torta como o mês , mas ela tem sua beleza com florada curta.
Dezembro tem flamboyants, é a árvore que mais me deixa feliz ,verde e vermelha como o fim de ano.
Sua florada quer mostrar que finda um ano, e logo vem um novinho e começara tudo de novo .Tenho varias historias sobre esta arvore e logo conto pro cês .
Bjos meus .
Neide Ponzoni
sábado, 8 de janeiro de 2011
Amélia , ao avesso.
Amélia , ao avesso.
Amélia , não sabia bem o que dizer , ou falar da vida , não se sentia uma mulher como as outras, cremes contra celulites odiava. Falar de liquidações , dietas da moda ou cor do esmalte o corte de cabelo das atrizes, a desfocava. Confundia-se com os nomes das celebridades, nunca sabia quem era quem . Ficava fora das conversas sobre marcas. Sentia-se incomodada quando surgia assuntos sobre cremes anti- envelhecimento , parecia que ninguém queria envelhecer. Sempre jovem , este é o lema.
Outro dia elogiou uma amiga , corpão sarado, outra veio e falou baixinho ela é lipada. Ahhhhh!!!!!!!!!!!!!! exclamou, mas a amiga estava linda. Amélia não era contra cirurgias corretivas , cada um tem direito de ser como quiser, mas onde andava o natural.
Ouviu falar sobre hermafroditismo cerebral, devia ser isto, ela tinha este problema. Adorava massas cinzentas, detestava cor-de-rosa. Pensava como um homem, mas sentia como mulher, não conseguia andar de salto, doía. Adorava tênis , mocasins e rasteirinhas. Sempre brincava que entrou na fila errada ao reencarnar. O cérebro numa fila e o corpo noutra, mas isto não interferia na sexualidade , gostava de homens,aqueles de verdade sem frescuras , isso de metro-sexual uma bichisse danada, pensava Amélia . Músculos só serviam para marcar as camisas, odiava deuses gregos, gostava de intelectuais confusos.
Às vezes senti-se falsa, pois era mulher, mas o mundo feminino a enjoava, aquele negocio de brincos, colares, anéis, a deixava desorientada, inventava alergias. Lojas lotadas , briga por provadores ,esgotada e cansada. Shopping palavra riscada do vocabulário.
Seu gosto era por conversas no boteco, vinho, riso solto, palavras inteiras sem sublimações, sem ambigüidades, sentia tesão danado após tomar vinho , ficava simpática demais. Não gostava de disfarces , olhares de ressaca , achava as Capitus boas para discussões literárias mas conviver com pessoas assim para ela era penoso.
Outras falhas , não gostava de cozinhar, arrumar a casa , enfeites , bibelôs , lacinhos...
Tudo na vida é prova, vivia o mundo feminino , trabalhava com muitas mulheres, cheias de fricotes , decotes , boicotes, maníacas por compras.
Pedia paciência e ajuda aos anjos, ah acreditava ela acreditava em anjos , estão vendo algo feminino em numa Amélia ao avesso.
Bjos meus.
Neide Ponzoni
Amélia , não sabia bem o que dizer , ou falar da vida , não se sentia uma mulher como as outras, cremes contra celulites odiava. Falar de liquidações , dietas da moda ou cor do esmalte o corte de cabelo das atrizes, a desfocava. Confundia-se com os nomes das celebridades, nunca sabia quem era quem . Ficava fora das conversas sobre marcas. Sentia-se incomodada quando surgia assuntos sobre cremes anti- envelhecimento , parecia que ninguém queria envelhecer. Sempre jovem , este é o lema.
Outro dia elogiou uma amiga , corpão sarado, outra veio e falou baixinho ela é lipada. Ahhhhh!!!!!!!!!!!!!! exclamou, mas a amiga estava linda. Amélia não era contra cirurgias corretivas , cada um tem direito de ser como quiser, mas onde andava o natural.
Ouviu falar sobre hermafroditismo cerebral, devia ser isto, ela tinha este problema. Adorava massas cinzentas, detestava cor-de-rosa. Pensava como um homem, mas sentia como mulher, não conseguia andar de salto, doía. Adorava tênis , mocasins e rasteirinhas. Sempre brincava que entrou na fila errada ao reencarnar. O cérebro numa fila e o corpo noutra, mas isto não interferia na sexualidade , gostava de homens,aqueles de verdade sem frescuras , isso de metro-sexual uma bichisse danada, pensava Amélia . Músculos só serviam para marcar as camisas, odiava deuses gregos, gostava de intelectuais confusos.
Às vezes senti-se falsa, pois era mulher, mas o mundo feminino a enjoava, aquele negocio de brincos, colares, anéis, a deixava desorientada, inventava alergias. Lojas lotadas , briga por provadores ,esgotada e cansada. Shopping palavra riscada do vocabulário.
Seu gosto era por conversas no boteco, vinho, riso solto, palavras inteiras sem sublimações, sem ambigüidades, sentia tesão danado após tomar vinho , ficava simpática demais. Não gostava de disfarces , olhares de ressaca , achava as Capitus boas para discussões literárias mas conviver com pessoas assim para ela era penoso.
Outras falhas , não gostava de cozinhar, arrumar a casa , enfeites , bibelôs , lacinhos...
Tudo na vida é prova, vivia o mundo feminino , trabalhava com muitas mulheres, cheias de fricotes , decotes , boicotes, maníacas por compras.
Pedia paciência e ajuda aos anjos, ah acreditava ela acreditava em anjos , estão vendo algo feminino em numa Amélia ao avesso.
Bjos meus.
Neide Ponzoni
Sonhos.
Sonhos.
Muitas pessoas sonham que estão caindo de ponte, lugares altos, precipício ou em abismo, ou algo parecido. Todas as noites para ele era assim, ele sonhava que caia . Acordava assustado, em pânico, com a sensação que ia morrer.
Este tipo de sonho o atormentava, ele desperta no meio da noite e não conseguia voltar a dormir.
Por muitas noites evitava dormir, procurou explicações muitos dizia que basicamente, esse tipo de sonho indicava insegurança, insatisfação ou falta de rumo diante dos desafios que se apresentam na vida da pessoa.
Ele respirava fundo pensava na vida, tinha inseguranças como qualquer um.
Outros diziam que um sonho relativamente comum, e a maioria já o tiveram pelo menos uma vez. Quando esse tipo sonho ocorre freqüentemente (sonho recorrente), é indicação que a estabilidade emocional da pessoa está sob forte pressão ou estresse, ou ainda que sua psique , está dominada por uma idéia que, algumas vezes, pode se transformar em obsessão. Quando o sonho é esparso, não representa qualquer dano para a psique. Mas, não raras vezes, a pessoa se assusta e não o aprecia.
Ele aceitava todas e refletia sobre as explicações, mas aqueles sonhos estavam tornando tão freqüentes que atrapalhavam sua vida.
No trabalho estava disperso, sem concentração, em casa vivia quieto nada o animava.
Passou então não querer dormir, sentia fortes dores nas costas e nos músculos não tinha mais ânimo.
Sua esposa preocupada resolveu levá-lo a um espiritualista , após longa entrevista concluiu, que os sonhos eram sua ligação com o processo reencarnacional. Parecia estar ligado à viagem astral do eu. A entrada na matéria (no corpo físico) no eu acontece de um modo que assemelha a uma caída – ou uma “descida” de uma dimensão para a outra, buscou também respostas na Bíblia que explicando que esse fenômeno é chamado simplesmente descida. Depois da descida na matéria (reencarnação) o eu passa a se identificar tão fortemente com o corpo físico, que acreditamos somos o corpo físico – esquecemos sumariamente qualquer relação ligada à nossa origem primeira, espiritual divina, e falava e falava, ele ouvia.
Ele saiu confuso e continuou sonhando que caia.
Então a esposa resolveu levá-lo ao médico alopata , que lhe fez vários exames .Nada foi encontrado , estava tudo bem, mas lhe passou um remedinho para acalmá-lo .
Ele continua sonhando, que caia, caia e acordava.
Foi assim durante meses. Até que sem mais nada a fazer foi acostumando com os sonhos , sabia que iria acordar , o que não tem remédio remediado está.
Pensava que talvez o espiritualista tivesse razão, ou que o remedinho do médico estivesse fazendo efeito. Era dormir sonhar e acordar, o que ainda incomodava era a dor que sentia nas acostas ao acordar .
Então o sonho tornou se parte da sua rotina.
Até que um dia ele adormeceu no sofá, e sonhou que caia e no lugar onde doía nas costas surgiram asas , grandes asas brancas, linda asas .... ele voou. Não caia, voava, ele era anjo.
Quando a esposa chegou , ele estava dormindo, sorrindo, ele sonha , pensou ela.
Ele nunca mais acordou, agora voava em outra dimensão.
Neide Ponzoni
Bjos meus
Muitas pessoas sonham que estão caindo de ponte, lugares altos, precipício ou em abismo, ou algo parecido. Todas as noites para ele era assim, ele sonhava que caia . Acordava assustado, em pânico, com a sensação que ia morrer.
Este tipo de sonho o atormentava, ele desperta no meio da noite e não conseguia voltar a dormir.
Por muitas noites evitava dormir, procurou explicações muitos dizia que basicamente, esse tipo de sonho indicava insegurança, insatisfação ou falta de rumo diante dos desafios que se apresentam na vida da pessoa.
Ele respirava fundo pensava na vida, tinha inseguranças como qualquer um.
Outros diziam que um sonho relativamente comum, e a maioria já o tiveram pelo menos uma vez. Quando esse tipo sonho ocorre freqüentemente (sonho recorrente), é indicação que a estabilidade emocional da pessoa está sob forte pressão ou estresse, ou ainda que sua psique , está dominada por uma idéia que, algumas vezes, pode se transformar em obsessão. Quando o sonho é esparso, não representa qualquer dano para a psique. Mas, não raras vezes, a pessoa se assusta e não o aprecia.
Ele aceitava todas e refletia sobre as explicações, mas aqueles sonhos estavam tornando tão freqüentes que atrapalhavam sua vida.
No trabalho estava disperso, sem concentração, em casa vivia quieto nada o animava.
Passou então não querer dormir, sentia fortes dores nas costas e nos músculos não tinha mais ânimo.
Sua esposa preocupada resolveu levá-lo a um espiritualista , após longa entrevista concluiu, que os sonhos eram sua ligação com o processo reencarnacional. Parecia estar ligado à viagem astral do eu. A entrada na matéria (no corpo físico) no eu acontece de um modo que assemelha a uma caída – ou uma “descida” de uma dimensão para a outra, buscou também respostas na Bíblia que explicando que esse fenômeno é chamado simplesmente descida. Depois da descida na matéria (reencarnação) o eu passa a se identificar tão fortemente com o corpo físico, que acreditamos somos o corpo físico – esquecemos sumariamente qualquer relação ligada à nossa origem primeira, espiritual divina, e falava e falava, ele ouvia.
Ele saiu confuso e continuou sonhando que caia.
Então a esposa resolveu levá-lo ao médico alopata , que lhe fez vários exames .Nada foi encontrado , estava tudo bem, mas lhe passou um remedinho para acalmá-lo .
Ele continua sonhando, que caia, caia e acordava.
Foi assim durante meses. Até que sem mais nada a fazer foi acostumando com os sonhos , sabia que iria acordar , o que não tem remédio remediado está.
Pensava que talvez o espiritualista tivesse razão, ou que o remedinho do médico estivesse fazendo efeito. Era dormir sonhar e acordar, o que ainda incomodava era a dor que sentia nas acostas ao acordar .
Então o sonho tornou se parte da sua rotina.
Até que um dia ele adormeceu no sofá, e sonhou que caia e no lugar onde doía nas costas surgiram asas , grandes asas brancas, linda asas .... ele voou. Não caia, voava, ele era anjo.
Quando a esposa chegou , ele estava dormindo, sorrindo, ele sonha , pensou ela.
Ele nunca mais acordou, agora voava em outra dimensão.
Neide Ponzoni
Bjos meus
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