2010 .... APRENDI
APRENDI o que me reúne e atrai nas pessoas não são as semelhanças ou identidade de opiniões, mas a identidade de espírito, e que mais cedo ou mais tarde nos reencontramos.
APRENDI que amigos de verdade não são os que estão ao seu lado em momentos dificeis.Amigos verdadeiros são os que suportam a tua felicidade.Perdi alguns ditos amigos, este ano.
APRENDI que para saber quem somos, basta que se observe o que fizemos da nossa vida. Os fatos revelam tudo, as atitudes confirmam, não adianta tentar mostrar em palavras.
APRENDI que alguns segredos nunca devem ser contados , nem para aqueles que pensa que confia , eles podem virar fofocas inesplicáveis.
APRENDI que não só eu falo palavrões , fico stressada, choro, rio, me perco, concerto, sou normal.
APRENDI que apesar da normalidade é preciso fazer terapia, ser mãe de adolescente é foda.
APRENDI que a idade da loba chega os hormônios piram, as pernas tremem , coração acerela ao ver uma espécie de 25 anos , não só em noites de lua cheia.
APRENDI que todas pensam besteiras, umas fazem outras não, mas poucas admitem.....
NÃO APRENDI : andar de salto.
NÃO APRENDI :abrir latas
NÃO APRENDI :dirigir
NÃO APRENDI : usar meias palavras.
NÃO APRENDI: Andar e fazer tudo o que o rebanho faz.....ovelha negra rsrsrsrsr.
BJOS MEUS.
Neide Ponzoni
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
A dois passos do paraíso
Rita subia a trilha que a levava a cachoeira, ofegante, não lembrava que era tão longe, tempos atrás era tão fácil vencer as pedras e solo escorregadio, estava com o coração aos pulos, estava velha, ria.
Quando avistou a queda d água suas pernas estavam tremendo e seu corpo cansado.
Sentou tirou o tênis, colocou os pés na água gelada. Sua vida passou lentamente,uma retrospectiva cheia de alegrias e dores, e não era só no pé. Rita subia a trilha que a levava a cachoeira, ofegante , não lembrava que era tão longe, tempos atrás era tão fácil vencer as pedras e solo escorregadio, estava com o coração aos pulos, estava velha ria.
Quando avistou a queda d água suas pernas estavam tremendo e seu corpo cansado.
Sentou tirou o tênis, colocou os pés na água gelada. Sua vida passou lentamente ,uma retrospectiva cheia de alegrias e também dores, e não era só no pé.
A infância no sitio, adolescência marcada de trabalho, a saída da cidade natal em direção a capital, sua formação, o casamento, o nascimento dos filhos, os ganhos e perdas de uma vida já estabilizada no trabalho e desestruturada no casamento.
Ela estava profundamente triste, sua cabeça estava confusa desde o momento que viu o marido com outra, diante de si viu surgir a personificação de seus medos, os mesmo que Othelo sentia.
Tomas sempre reclamava que ela não o acompanhava nas viagens, e nem se quer o levava até o aeroporto, reclamava que o trabalho dela sempre foi mais importante , primeiro o mestrado, depois o doutorado e nunca sobrava tempo pra ele. Então entendendo a queixa Rita preparou uma surpresa.
Recortou fotos deles e dos meninos montou um álbum colorido, o surpreenderia no aeroporto com uma despedida carinhosa.
Nada falou a Tomas. Como um dia comum se arrumou despediu-se dele desejou boa viajem e foi esperá-lo no aeroporto, com o presente.
Rita o avistou de longe, ele era um belo homem os cabelos já grisalhos mas desalinhados dava um ar de moleque.
Rita caminhou em sua direção, mas parou. Ele não estava sozinho, vinha de mãos dadas com uma garota, literalmente uma garota.
Ele não a viu, Rita sentiu seu estomago doer, sentiu se enjoada. Parada estava, parada ficou. Tomas passou entre os passageiros trocando afagos e beijinhos com a menina .
Lá ficou Rita com seu presente na mão, não sabia o que fazer. Sentou e desabou.
Ficou por mais de uma hora sem sentir. Levantou pegou o carro e voltou pra casa. Chorou muito, até dormir. Acordou com o telefonema de Tomas avisando que tinha chegado bem. Respondeu com monossilábicos. Sentiu raiva, deveria estar bem mesmo, patife.
Ficou no quarto, inventou um resfriado para que os meninos não a incomodasse.
Foram quinze dias de queda livre. Pensou em matar, em morrer, em fugir, chorou pelos seus vinte anos de casada.
Teria que enfrentar a situação Tomas estaria de volta no sábado.
Rita pediu antecipação de suas férias , iria confrontá-lo e depois viajaria para a cidade natal, descansaria e descasaria , iria pensar , precisava de colo .Ela nunca viajava sem os meninos iria levá-los, era período letivo mas não pediria o traidor para cuidar das crianças. Depois ela decidiria o que fazer, tinha que descobrir-se novamente
Tomas voltou.Como sempre cheio de presentes para os meninos, e pra ela. Rita agradeceu e disse que também tinha um presente pra ele, foi buscar o álbum e o entregou.
Rita viu Tomas se emocionar, os meninos estavam abrindo os presentes.
Rita então continuou ,eu fiz pra você, levei no Aeroporto mas não pude entregar você estava muito bem acompanhado. Bela namorada .
Os meninos nada percebiam. Tomas empalideceu, só murmurou desculpas.
Rita muito controlada resmungou que desculpas não bastavam. E com controle sobrenatural disse que queria passar uns dias no interior com a mãe e levaria os meninos juntos.
Tomas permaneceu mudo. Naquela noite ele não dormiu.
Na manhã seguinte Rita viajou.
Agora estava ali com os pés dentro da água no seu refugio de menina. Todos os indícios de traição vinham em sua mente, ela a doutora psicanalista conhecedora da alma humana não havia percebido. Casa de ferreiro espeto de pau, ou melhor, o dela era de vidro.
Resolveu nadar, tirou a roupa e se jogou na água .Entrou na cachoeira e deixou que a força água atingisse seus músculos , queria que todos os pensamento fossem embora rio abaixo. Chorou, gritou de raiva por todas as suas perdas, pela morte do pai, a saudades dos irmãos, a culpa de passar tanto tempo com a mãe e a patifaria do marido. Nadou até o corpo não aquentar mais. Estava saindo do rio quando viu na sua frente um homem, assustou e escorregou, caiu. Seu cotovelo abriu.
O homem abaixou para ajudá-la, desculpando-se.
_ Não queria assustá-la, me desculpe, deixa eu te ajudar.
_ Não foi nada, isso que dá invadir propriedade alheia.
_ Venha , você está sangrando, me deixa ver seu braço.
_ Rita não estava preocupada com o braço e sim com seu corpo estava nua, se a chamassem de gorda não seria nenhuma calúnia. Levantou segurou pela mão do homem e começou a se vestir rápido.O sangue não parava .
O homem que apresentava uns trinta e poucos anos, aproximou para ajudá-la.
_ Posso ver seu braço, examinou com calma.
__Acho que vai ter que ir ao pronto socorro suturar.
_ Rita o observava, o braço ardia.
_ Está sangrando muito, toma enrole minha camiseta até chegar ao hospital, afinal fui eu o culpado não deveria te- la assustado.Está de carro ?
¬¬¬¬__Não. Subi andando, mas consigo voltar.
__O meu carro está no começo da trilha, vamos juntos e te levo até o hospital.
__Certo.
__Rita entrou no carro. Permaneceu em silencio. Logo estavam na porta do hospital.
Entraram e ela foi atendida, sob os olhares desconfiados das enfermeiras, pois estava molhada, descabelada e machucada, percebeu que o homem foi chamado de Dr, e todos o olhavam com respeito.
Rita levou uns pontos, e depois foi para recepção, deu seus dados preencheu alguns papéis, antes de sair perguntou a recepcionista qual o nome do homem que a tinha trazido ao hospital, pois queria agradecê-lo e depois devolver a camiseta.
A recepcionista a olhou com desdém __é doutor Carlos .
Rita agradeceu e pediu um taxi. Que trágico mais um médico , ria.
Rita e Tomas se conheceram na faculdade, os dois eram do interior e dividiam quartos numa república no bairro próximo a UFMG, logo se tornaram amigos e depois namorados. No final do curso se casaram. Ele advogado , agora um alto executivo de uma multinacional,ela psiquiatra. Ele alimentava ego, ela consertava almas e estruturava o ego.
Ao chegar em casa , tranqüilizou a mãe que fora só um tombo, que estava distraída como sempre. Nenhuma novidade, já tinha várias cicatrizes, quando criança era um para-raio, só ela machucava, quebrava braço, perna e tudo o que tinha direito, alimentando a ira dos irmãos que morriam de vontade por gesso , ela era a menina hematoma , assim era chamada. Talvez por isso escolheu medicina, primeiro pensou em pediatria mas desistiu, decidiu pela área da psiquiatria, seus pontos não seriam dados no corpo.
Após um demorado banho, Rita sentou no velho banco de carvalho na varanda da casa da mãe e ali ficou, pensando e tentando intimamente resolver sua vida , os filhos andavam de bicicleta, dava pra vê-los longe junto aos primos.Se distraiu com seus pensamentos e desejos que assustou ao ver seu irmão sentado do seu lado.
_ E aí ? O que esta fazendo aqui em pleno mês de Maio, perguntou Ricardo seu irmão caçula.
_ Fugindo.....
_De quem ? Todo mundo sabe onde você está. Só se for de si mesma, pois é a única que parece não saber onde e o que procura, seus olhos estão cinza esta brava ?
E este braço caiu de novo? Vai dar nome para esta cicatriz também ?
__Sempre caio, mas levanto. Ainda não escolhi o nome , disse Rita rindo.
Ricardo era seu predileto, entre os quatro irmãos era o mais amado. Agora ali diante dela um homem feito, a diferença de idade deles era de cinco anos, ele parecia bem mais jovem, tinha olhos verdes , cabelos pretos, lembrava o pai. Ricardo tinha dois meninos quase da mesma idade dos de Rita, era agrônomo e morava ali no sítio dos pais junto da mãe. Ele tinha trocado os objetivos por sonhos. Sonhava em plantar e ali no sitio era o seu paraíso. Os outros irmãos mudaram para cidades distantes , só Ricardo permaneceu ali será seu ninho.
Rita deitou no colo de Ricardo e contou tudo o que aconteceu , ele era o primeiro a saber, Rita chorou. Ricardo só ouviu e falou
_Só possuímos na vida o que dela podemos levar ao partir, se possuir ódio levara consigo, penso que o perdão é o único que pode te curar, deixa passar, depois decida.
__Sumi pra não fazer besteira , fiquei muda quando deveria verbalizado minha raiva , nada falei, ausentar-me pode ser risco ou sapiência, ainda estou me reconstruindo , tenho medos , não sou de ferro , sou mulher e fui traída. Sabe lá com quantas e quantas vezes.
__Pode ser somente um casinho com uma cliente ou sei lá uma paixonite...nada sério, tenha calma, você é quem ele ama.
__ Casinho? ?Paixonite? Me ama , me poupe ele me traiu?
___Rita você sabe que fidelidade não é só de corpo, quantas vezes traímos ao não dar valor que o outro tem, ao pensar que um bom dia é o mesmo que te amo, que ao ver o outro triste ignorarmos, traímos quando não temos tempo para dedicar ao outro , ao substituirmos nossos sonhos por objetivos, esquecer detalhes importantes , isto também é traição.Nós traímos o nosso sentimento impondo um ritmo desenfreado a nossa vida e não nos dedicamos , somente vivemos, as nuances da traição envolvem os dois lados de igual medida , não há o certo e o errado.
Rita o ouvia, nesse caso também tinha traído seus sonhos e sentimentos. Sabia que Ricardo estava certo, depois do nascimento dos filhos , seu casamento tinha passado para o plano. Abraçou o irmão com força e chorou .
Ricardo ali ficou até quase o anoitecer , tomaram café juntos e combinaram que no dia seguinte iriam á cidade na quermesse que agitava as noites em Maio.
Estava há três dias no sitio como ainda não tinha entrado em contato com Tomas , havia recusado atender os seus recados, Rita ligou .Tomas atendeu ansioso, com uma voz tristonha e melancólica, desculpando em cada palavra ,insistiu em vê-la . Pediu perdão. Rita ouvia, perdoar bastaria?
Decidiram que ela voltaria e logo conversariam, mas Rita pediu pra ficar mais uns dias sozinha. Fuga ?
A noite Rita foi até a cidade , antes parecia tão longe agora a cidade já estava ali, quase dentro do sitio.
Era festa da padroeira da cidade, por causa dela Rita tinha recebido o seu nome, promessa feita pela mãe , se nascesse uma menina.
A quermesse estava animada , as crianças corriam de um lado para outro, enquanto Rita e Ricardo os observam e falavam da vida dos seus conterrâneos, um ou outro reconheciam Rita e a cumprimentavam. Entre um doce e outro Rita avistou o DR.
Ele veio em direção a ela que tentou disfarçar bem na hora que Ricardo tinha saído.O DR . a cumprimentou e perguntou sobre o braço.
Rita estava desconsertada , lembrava que ele havia visto nua, mas ele era médico deveria estar acostumado, tinha que relaxar.
___ Vou bem , já esta quase cicatrizado. Agradeço a gentileza . Iria ao hospital levar sua camiseta e agradecer .
____ Não se preocupe e desculpa-me fui o causador do seu ferimento, sou Carlos .
____Prazer . Me desculpe por ter invadido a cachoeira, quando criança ia junto com meus irmãos e nadava....
____ Ainda acontece com freqüência. Quase ninguém sabe que aquela área é particular e agora tem uma posada bem próxima a cachoeira.
___ Você é dono da pousada ?
____ Sou , herdei as terras do meu pai , então fiz da antiga casa um pequeno hotel, mas trabalho no hospital como clinico. Então faço o que gosto e me divirto na roça.
___ Agradeço mesmo.
____ Você não é daqui , veio a trabalho ?
____ Nascia aqui mas moro a muito tempo na capital, sou Rita de Cássia , assim como a santa.
___ É tem olhos verdes iguais aos dela. Esta de férias ?
Rita quase respondeu, que férias forçadas, fugia para não resolver uma questão crítica , mas a maneira dele a olhar estava incomodando, ainda parecia nua, ele a penetrava com os olhos a transpassava parecia que ele sabia o que Rita pensava.
____ Sim, descansando .
____ Bom , Aproveita e vai conhecer a pousada e nadar se quiser é claro.
Neste momento aproximou uma garotinha pulou no colo de Carlos chamando para brincar,ele que apresentou como sua bebe. A menina tinha seus traços cabelos pretos e olhos expressivos. Carlos reforçou o convite e disse que a esperava num final de tarde para um happy hours . Férias era merecido , e avisou que na pousada tinha boa música.
Assim que Carlos se afastou , Ricardo veio chegando com vinho num copinho fumegando.
__ Como foi o papo com o doutorzinho ali ?
__Foi ele que me ajudou quando cai, estava agradecendo a gentileza. Você o conhece
___Claro é filho do Seu Joaquim , dono da nossa cachoeira. Não lembra dele ?
___Nao. Ele deve ser bem mais novo que eu.
___Nao sei, mas depois que ficou viúvo voltou pra cá, ele morava de São Paulo, veio criar a filha aqui . Trabalha lá no hospital é o solteiro mais cobiçado da cidade.Preste atenção quantas garotas aproximam da pequena como desculpa.
___ Artifícios femininos. Resmungava Ricardo e ria alto.
Ficaram por ali um tempo enquanto as crianças brincavam. Rita observava Carlos e vez em quando seus olhares se cruzaram, ele a respondia com um a sorriso. Ela estava flertantando.... que coisa estranha.
Os dias passaram lentos, entre conversas com mãe e Ricardo e muitos passeios com os meninos .
Rita deveria voltar no fim de semana para Belo Horizonte, então como despedida resolveu ir até a pousada. Arrumou -se , escolheu diversas roupas mas acabou vestindo uma malha e jeans. Para quem estava se arrumando, que tolice o doutorzinho só estava sendo gentil.Saiu com vontade de tomar um bom vinho que a deixasse simpática.
Dirigiu até a pousada no alto da serra, anoitecia um friozinho tomava conta do ambiente,
Rita chegou a pousada e viu o carro de Carlos . Segurava a camiseta e a usaria como desculpas caso ele estivesse acompanhado, agora temia surpresas.
Entrou e o viu. Carlos levantou e a cumprimentou com um certo entusiasmo, Rita estranhou.
___Que bom que aceitou meu convite venha vou mostrar pra você a pousada. Fiquei esperando a semana toda para tirar os pontos você não apareceu.
___ Eu fui você não estava no hospital. Aqui esta a camiseta . Obrigada.
___ Venha . Você conhece os arredores ,mas a pousada não.
___Como sabe que eu conheço os arredores da pousada ?
___Eu me lembro de você e seus irmãos, você não se lembra de mim, né.
No impulso Rita o acompanhou. Carlos falava e mostrava cada canto do local. Rita só observava, sua voz, gestos e de vez em quando Carlos a segurava o braço ou a tocava despertava algo adormecido. Não ela não queria vingar-se de Tomas , pagar na mesma moeda, mas estava gostando de sentir especial, era assim que os olhos de Carlos a fazia sentir.
Ao voltarem para a pousada estava escuro e a pousada estava completamente fazia. Carlos explicou que só nos fins de semana apareciam turistas, e que após a festa da padroeira os que estavam hospedados tinham ido embora, mesmos sem hospede ele a mantinha aberta por causa das reservas, ele tinha aproveitado para dar folga aos funcionários por isso só poderia servi-la com vinhos e queijos. Rita relaxou ali não teria ninguém para julgá-la.Aceitou o vinho.
Depois da segunda taça Rita e Carlos conversavam animadamente, como se fossem velhos conhecidos. Ela revelou a ele que era médica e contou um pouco da vida . Carlos falou do seu curto casamento e a morte da esposa e as mudanças impostas pela vida. Ali ficaram conversando sobre tudo . Até que Carlos perguntou sobre o motivo real de Rita estar ali.
__ Motivo real de estar aqui, como assim ?
___Aqui na cidade é claro. O que te trouxe aqui ?
___ Já sabe minha mãe mora aqui.
___Sei. Por isso chorava e gritava na cachoeira aquele dia. Por causa da sua mãe insistiu Carlos.
___Chorava porque fui traída.
___È um bom motivo pra chorar, mas, me diga existe alguém que nunca foi traído na vida. Traições acontecem em todos os relacionamentos. São as provas da vida para quem ousa confiar em alguém. E todos nós precisamos confiar, mesmo sabendo que em muitas situações iremos nos decepcionar. Traições podem se transformar em fontes de angústias ou tornarem-se um meio de recomeçar.Você não foi a primeira a sofrer nem será a última. Quem foi traído tem que conseguir se reerguer, encontrar forças para buscar outras pessoas em quem confiar. E seguir por outros caminhos ou perdoar.
___ Você não tem idéia do que é ser traída .
___ Tenho sim, fui traído pela mãe da minha filha . Ela sofreu um acidente de carro junto com meu melhor amigo, os dois tinham um caso antigo apenas eu não sabia. O meu maior problema quando fui traído passei a não acreditar mais nos relacionamentos, fechei para o mundo e desse jeito não consegui ser feliz. Não podia nem perguntar por que, pois ela havia morrido, para mim foi traição dupla, foi sinônimo de dor. Pior ainda foi recordar a traição em si. Posso te dizer não vale à pena encontrar culpados, mesmo que eles existam. Já fomos prejudicados o bastante para ocupar nossa mente com planos de vingança, eu não tinha de quem me vingar. A atitude mais inteligente para quem sofreu uma decepção continua sendo o perdão.
___ Sinto no momento dificuldades para perdoar.
____ Você não pode se prender ao que a pessoa fez de errado, mas sim o que ela pode fazer com a experiência do erro. Quem erra sempre aprende uma lição. E quando existe alguém que compreenda seu erro, o erro pode deixar de existir e dar espaço para novas ações. Condenamos demais e amamos de menos. E assim vamos deixando de lado as pessoas que podem se transformar em seres humanos especiais. Quem traiu se for perdoado pôde experimentar os benefícios do verdadeiro amor. Nem conheço seu marido, mas ele deve te amar, pois você atraente e inteligente, qualidades difíceis de se encontrar hoje .
___ Estou muito mal para pensar desta maneira, em perdão.
____Você é a terapeuta aqui sabe que vai passar, mas posso garantir que ele está perdendo uma bela mulher.
Uma bela mulher eu?
___Infinitamente bela.
Neste momento o corpo de Carlos aproximou de Rita e longo beijo foi trocado. A cabeça de Rita mandava – a parar, mas seu corpo pedia. Rita deixou pela primeira vez o corpo falar primeiro e ali na pousada entre beijos e carinhos passou muitas horas daquela noite. Prometeu a Carlos que voltaria, um dia voltaria.
Antes do amanhecer Rita foi pra casa. Era um turbilhão de sensações, viveu vinte anos de tranqüilidade em relação aos seus sentimentos, tudo certo no lugar, agora estava ali sem saber que atitude tomar em relação ao casamento e a aquele gosto novo na boca.
Rita organizou as malas voltaria para casa não sabia direito o que fazer, mas logo descobriria , aqueles dias no sítio foram essenciais , acreditava que nada acontecia por acaso, ao se trocar olhou para a cicatriz no braço aquela daria o nome de A dois passos do Paraíso. ....Lembrava uma música dos anos 80 ,cantarolava baixinho.... estou a dois passos do paraíso e talvez eu , eu fique por lá , não sei por que eu fui dizer bye....bye...Rita ria .....
Neide Ponzoni
Bjos meus.
Quando avistou a queda d água suas pernas estavam tremendo e seu corpo cansado.
Sentou tirou o tênis, colocou os pés na água gelada. Sua vida passou lentamente,uma retrospectiva cheia de alegrias e dores, e não era só no pé. Rita subia a trilha que a levava a cachoeira, ofegante , não lembrava que era tão longe, tempos atrás era tão fácil vencer as pedras e solo escorregadio, estava com o coração aos pulos, estava velha ria.
Quando avistou a queda d água suas pernas estavam tremendo e seu corpo cansado.
Sentou tirou o tênis, colocou os pés na água gelada. Sua vida passou lentamente ,uma retrospectiva cheia de alegrias e também dores, e não era só no pé.
A infância no sitio, adolescência marcada de trabalho, a saída da cidade natal em direção a capital, sua formação, o casamento, o nascimento dos filhos, os ganhos e perdas de uma vida já estabilizada no trabalho e desestruturada no casamento.
Ela estava profundamente triste, sua cabeça estava confusa desde o momento que viu o marido com outra, diante de si viu surgir a personificação de seus medos, os mesmo que Othelo sentia.
Tomas sempre reclamava que ela não o acompanhava nas viagens, e nem se quer o levava até o aeroporto, reclamava que o trabalho dela sempre foi mais importante , primeiro o mestrado, depois o doutorado e nunca sobrava tempo pra ele. Então entendendo a queixa Rita preparou uma surpresa.
Recortou fotos deles e dos meninos montou um álbum colorido, o surpreenderia no aeroporto com uma despedida carinhosa.
Nada falou a Tomas. Como um dia comum se arrumou despediu-se dele desejou boa viajem e foi esperá-lo no aeroporto, com o presente.
Rita o avistou de longe, ele era um belo homem os cabelos já grisalhos mas desalinhados dava um ar de moleque.
Rita caminhou em sua direção, mas parou. Ele não estava sozinho, vinha de mãos dadas com uma garota, literalmente uma garota.
Ele não a viu, Rita sentiu seu estomago doer, sentiu se enjoada. Parada estava, parada ficou. Tomas passou entre os passageiros trocando afagos e beijinhos com a menina .
Lá ficou Rita com seu presente na mão, não sabia o que fazer. Sentou e desabou.
Ficou por mais de uma hora sem sentir. Levantou pegou o carro e voltou pra casa. Chorou muito, até dormir. Acordou com o telefonema de Tomas avisando que tinha chegado bem. Respondeu com monossilábicos. Sentiu raiva, deveria estar bem mesmo, patife.
Ficou no quarto, inventou um resfriado para que os meninos não a incomodasse.
Foram quinze dias de queda livre. Pensou em matar, em morrer, em fugir, chorou pelos seus vinte anos de casada.
Teria que enfrentar a situação Tomas estaria de volta no sábado.
Rita pediu antecipação de suas férias , iria confrontá-lo e depois viajaria para a cidade natal, descansaria e descasaria , iria pensar , precisava de colo .Ela nunca viajava sem os meninos iria levá-los, era período letivo mas não pediria o traidor para cuidar das crianças. Depois ela decidiria o que fazer, tinha que descobrir-se novamente
Tomas voltou.Como sempre cheio de presentes para os meninos, e pra ela. Rita agradeceu e disse que também tinha um presente pra ele, foi buscar o álbum e o entregou.
Rita viu Tomas se emocionar, os meninos estavam abrindo os presentes.
Rita então continuou ,eu fiz pra você, levei no Aeroporto mas não pude entregar você estava muito bem acompanhado. Bela namorada .
Os meninos nada percebiam. Tomas empalideceu, só murmurou desculpas.
Rita muito controlada resmungou que desculpas não bastavam. E com controle sobrenatural disse que queria passar uns dias no interior com a mãe e levaria os meninos juntos.
Tomas permaneceu mudo. Naquela noite ele não dormiu.
Na manhã seguinte Rita viajou.
Agora estava ali com os pés dentro da água no seu refugio de menina. Todos os indícios de traição vinham em sua mente, ela a doutora psicanalista conhecedora da alma humana não havia percebido. Casa de ferreiro espeto de pau, ou melhor, o dela era de vidro.
Resolveu nadar, tirou a roupa e se jogou na água .Entrou na cachoeira e deixou que a força água atingisse seus músculos , queria que todos os pensamento fossem embora rio abaixo. Chorou, gritou de raiva por todas as suas perdas, pela morte do pai, a saudades dos irmãos, a culpa de passar tanto tempo com a mãe e a patifaria do marido. Nadou até o corpo não aquentar mais. Estava saindo do rio quando viu na sua frente um homem, assustou e escorregou, caiu. Seu cotovelo abriu.
O homem abaixou para ajudá-la, desculpando-se.
_ Não queria assustá-la, me desculpe, deixa eu te ajudar.
_ Não foi nada, isso que dá invadir propriedade alheia.
_ Venha , você está sangrando, me deixa ver seu braço.
_ Rita não estava preocupada com o braço e sim com seu corpo estava nua, se a chamassem de gorda não seria nenhuma calúnia. Levantou segurou pela mão do homem e começou a se vestir rápido.O sangue não parava .
O homem que apresentava uns trinta e poucos anos, aproximou para ajudá-la.
_ Posso ver seu braço, examinou com calma.
__Acho que vai ter que ir ao pronto socorro suturar.
_ Rita o observava, o braço ardia.
_ Está sangrando muito, toma enrole minha camiseta até chegar ao hospital, afinal fui eu o culpado não deveria te- la assustado.Está de carro ?
¬¬¬¬__Não. Subi andando, mas consigo voltar.
__O meu carro está no começo da trilha, vamos juntos e te levo até o hospital.
__Certo.
__Rita entrou no carro. Permaneceu em silencio. Logo estavam na porta do hospital.
Entraram e ela foi atendida, sob os olhares desconfiados das enfermeiras, pois estava molhada, descabelada e machucada, percebeu que o homem foi chamado de Dr, e todos o olhavam com respeito.
Rita levou uns pontos, e depois foi para recepção, deu seus dados preencheu alguns papéis, antes de sair perguntou a recepcionista qual o nome do homem que a tinha trazido ao hospital, pois queria agradecê-lo e depois devolver a camiseta.
A recepcionista a olhou com desdém __é doutor Carlos .
Rita agradeceu e pediu um taxi. Que trágico mais um médico , ria.
Rita e Tomas se conheceram na faculdade, os dois eram do interior e dividiam quartos numa república no bairro próximo a UFMG, logo se tornaram amigos e depois namorados. No final do curso se casaram. Ele advogado , agora um alto executivo de uma multinacional,ela psiquiatra. Ele alimentava ego, ela consertava almas e estruturava o ego.
Ao chegar em casa , tranqüilizou a mãe que fora só um tombo, que estava distraída como sempre. Nenhuma novidade, já tinha várias cicatrizes, quando criança era um para-raio, só ela machucava, quebrava braço, perna e tudo o que tinha direito, alimentando a ira dos irmãos que morriam de vontade por gesso , ela era a menina hematoma , assim era chamada. Talvez por isso escolheu medicina, primeiro pensou em pediatria mas desistiu, decidiu pela área da psiquiatria, seus pontos não seriam dados no corpo.
Após um demorado banho, Rita sentou no velho banco de carvalho na varanda da casa da mãe e ali ficou, pensando e tentando intimamente resolver sua vida , os filhos andavam de bicicleta, dava pra vê-los longe junto aos primos.Se distraiu com seus pensamentos e desejos que assustou ao ver seu irmão sentado do seu lado.
_ E aí ? O que esta fazendo aqui em pleno mês de Maio, perguntou Ricardo seu irmão caçula.
_ Fugindo.....
_De quem ? Todo mundo sabe onde você está. Só se for de si mesma, pois é a única que parece não saber onde e o que procura, seus olhos estão cinza esta brava ?
E este braço caiu de novo? Vai dar nome para esta cicatriz também ?
__Sempre caio, mas levanto. Ainda não escolhi o nome , disse Rita rindo.
Ricardo era seu predileto, entre os quatro irmãos era o mais amado. Agora ali diante dela um homem feito, a diferença de idade deles era de cinco anos, ele parecia bem mais jovem, tinha olhos verdes , cabelos pretos, lembrava o pai. Ricardo tinha dois meninos quase da mesma idade dos de Rita, era agrônomo e morava ali no sítio dos pais junto da mãe. Ele tinha trocado os objetivos por sonhos. Sonhava em plantar e ali no sitio era o seu paraíso. Os outros irmãos mudaram para cidades distantes , só Ricardo permaneceu ali será seu ninho.
Rita deitou no colo de Ricardo e contou tudo o que aconteceu , ele era o primeiro a saber, Rita chorou. Ricardo só ouviu e falou
_Só possuímos na vida o que dela podemos levar ao partir, se possuir ódio levara consigo, penso que o perdão é o único que pode te curar, deixa passar, depois decida.
__Sumi pra não fazer besteira , fiquei muda quando deveria verbalizado minha raiva , nada falei, ausentar-me pode ser risco ou sapiência, ainda estou me reconstruindo , tenho medos , não sou de ferro , sou mulher e fui traída. Sabe lá com quantas e quantas vezes.
__Pode ser somente um casinho com uma cliente ou sei lá uma paixonite...nada sério, tenha calma, você é quem ele ama.
__ Casinho? ?Paixonite? Me ama , me poupe ele me traiu?
___Rita você sabe que fidelidade não é só de corpo, quantas vezes traímos ao não dar valor que o outro tem, ao pensar que um bom dia é o mesmo que te amo, que ao ver o outro triste ignorarmos, traímos quando não temos tempo para dedicar ao outro , ao substituirmos nossos sonhos por objetivos, esquecer detalhes importantes , isto também é traição.Nós traímos o nosso sentimento impondo um ritmo desenfreado a nossa vida e não nos dedicamos , somente vivemos, as nuances da traição envolvem os dois lados de igual medida , não há o certo e o errado.
Rita o ouvia, nesse caso também tinha traído seus sonhos e sentimentos. Sabia que Ricardo estava certo, depois do nascimento dos filhos , seu casamento tinha passado para o plano. Abraçou o irmão com força e chorou .
Ricardo ali ficou até quase o anoitecer , tomaram café juntos e combinaram que no dia seguinte iriam á cidade na quermesse que agitava as noites em Maio.
Estava há três dias no sitio como ainda não tinha entrado em contato com Tomas , havia recusado atender os seus recados, Rita ligou .Tomas atendeu ansioso, com uma voz tristonha e melancólica, desculpando em cada palavra ,insistiu em vê-la . Pediu perdão. Rita ouvia, perdoar bastaria?
Decidiram que ela voltaria e logo conversariam, mas Rita pediu pra ficar mais uns dias sozinha. Fuga ?
A noite Rita foi até a cidade , antes parecia tão longe agora a cidade já estava ali, quase dentro do sitio.
Era festa da padroeira da cidade, por causa dela Rita tinha recebido o seu nome, promessa feita pela mãe , se nascesse uma menina.
A quermesse estava animada , as crianças corriam de um lado para outro, enquanto Rita e Ricardo os observam e falavam da vida dos seus conterrâneos, um ou outro reconheciam Rita e a cumprimentavam. Entre um doce e outro Rita avistou o DR.
Ele veio em direção a ela que tentou disfarçar bem na hora que Ricardo tinha saído.O DR . a cumprimentou e perguntou sobre o braço.
Rita estava desconsertada , lembrava que ele havia visto nua, mas ele era médico deveria estar acostumado, tinha que relaxar.
___ Vou bem , já esta quase cicatrizado. Agradeço a gentileza . Iria ao hospital levar sua camiseta e agradecer .
____ Não se preocupe e desculpa-me fui o causador do seu ferimento, sou Carlos .
____Prazer . Me desculpe por ter invadido a cachoeira, quando criança ia junto com meus irmãos e nadava....
____ Ainda acontece com freqüência. Quase ninguém sabe que aquela área é particular e agora tem uma posada bem próxima a cachoeira.
___ Você é dono da pousada ?
____ Sou , herdei as terras do meu pai , então fiz da antiga casa um pequeno hotel, mas trabalho no hospital como clinico. Então faço o que gosto e me divirto na roça.
___ Agradeço mesmo.
____ Você não é daqui , veio a trabalho ?
____ Nascia aqui mas moro a muito tempo na capital, sou Rita de Cássia , assim como a santa.
___ É tem olhos verdes iguais aos dela. Esta de férias ?
Rita quase respondeu, que férias forçadas, fugia para não resolver uma questão crítica , mas a maneira dele a olhar estava incomodando, ainda parecia nua, ele a penetrava com os olhos a transpassava parecia que ele sabia o que Rita pensava.
____ Sim, descansando .
____ Bom , Aproveita e vai conhecer a pousada e nadar se quiser é claro.
Neste momento aproximou uma garotinha pulou no colo de Carlos chamando para brincar,ele que apresentou como sua bebe. A menina tinha seus traços cabelos pretos e olhos expressivos. Carlos reforçou o convite e disse que a esperava num final de tarde para um happy hours . Férias era merecido , e avisou que na pousada tinha boa música.
Assim que Carlos se afastou , Ricardo veio chegando com vinho num copinho fumegando.
__ Como foi o papo com o doutorzinho ali ?
__Foi ele que me ajudou quando cai, estava agradecendo a gentileza. Você o conhece
___Claro é filho do Seu Joaquim , dono da nossa cachoeira. Não lembra dele ?
___Nao. Ele deve ser bem mais novo que eu.
___Nao sei, mas depois que ficou viúvo voltou pra cá, ele morava de São Paulo, veio criar a filha aqui . Trabalha lá no hospital é o solteiro mais cobiçado da cidade.Preste atenção quantas garotas aproximam da pequena como desculpa.
___ Artifícios femininos. Resmungava Ricardo e ria alto.
Ficaram por ali um tempo enquanto as crianças brincavam. Rita observava Carlos e vez em quando seus olhares se cruzaram, ele a respondia com um a sorriso. Ela estava flertantando.... que coisa estranha.
Os dias passaram lentos, entre conversas com mãe e Ricardo e muitos passeios com os meninos .
Rita deveria voltar no fim de semana para Belo Horizonte, então como despedida resolveu ir até a pousada. Arrumou -se , escolheu diversas roupas mas acabou vestindo uma malha e jeans. Para quem estava se arrumando, que tolice o doutorzinho só estava sendo gentil.Saiu com vontade de tomar um bom vinho que a deixasse simpática.
Dirigiu até a pousada no alto da serra, anoitecia um friozinho tomava conta do ambiente,
Rita chegou a pousada e viu o carro de Carlos . Segurava a camiseta e a usaria como desculpas caso ele estivesse acompanhado, agora temia surpresas.
Entrou e o viu. Carlos levantou e a cumprimentou com um certo entusiasmo, Rita estranhou.
___Que bom que aceitou meu convite venha vou mostrar pra você a pousada. Fiquei esperando a semana toda para tirar os pontos você não apareceu.
___ Eu fui você não estava no hospital. Aqui esta a camiseta . Obrigada.
___ Venha . Você conhece os arredores ,mas a pousada não.
___Como sabe que eu conheço os arredores da pousada ?
___Eu me lembro de você e seus irmãos, você não se lembra de mim, né.
No impulso Rita o acompanhou. Carlos falava e mostrava cada canto do local. Rita só observava, sua voz, gestos e de vez em quando Carlos a segurava o braço ou a tocava despertava algo adormecido. Não ela não queria vingar-se de Tomas , pagar na mesma moeda, mas estava gostando de sentir especial, era assim que os olhos de Carlos a fazia sentir.
Ao voltarem para a pousada estava escuro e a pousada estava completamente fazia. Carlos explicou que só nos fins de semana apareciam turistas, e que após a festa da padroeira os que estavam hospedados tinham ido embora, mesmos sem hospede ele a mantinha aberta por causa das reservas, ele tinha aproveitado para dar folga aos funcionários por isso só poderia servi-la com vinhos e queijos. Rita relaxou ali não teria ninguém para julgá-la.Aceitou o vinho.
Depois da segunda taça Rita e Carlos conversavam animadamente, como se fossem velhos conhecidos. Ela revelou a ele que era médica e contou um pouco da vida . Carlos falou do seu curto casamento e a morte da esposa e as mudanças impostas pela vida. Ali ficaram conversando sobre tudo . Até que Carlos perguntou sobre o motivo real de Rita estar ali.
__ Motivo real de estar aqui, como assim ?
___Aqui na cidade é claro. O que te trouxe aqui ?
___ Já sabe minha mãe mora aqui.
___Sei. Por isso chorava e gritava na cachoeira aquele dia. Por causa da sua mãe insistiu Carlos.
___Chorava porque fui traída.
___È um bom motivo pra chorar, mas, me diga existe alguém que nunca foi traído na vida. Traições acontecem em todos os relacionamentos. São as provas da vida para quem ousa confiar em alguém. E todos nós precisamos confiar, mesmo sabendo que em muitas situações iremos nos decepcionar. Traições podem se transformar em fontes de angústias ou tornarem-se um meio de recomeçar.Você não foi a primeira a sofrer nem será a última. Quem foi traído tem que conseguir se reerguer, encontrar forças para buscar outras pessoas em quem confiar. E seguir por outros caminhos ou perdoar.
___ Você não tem idéia do que é ser traída .
___ Tenho sim, fui traído pela mãe da minha filha . Ela sofreu um acidente de carro junto com meu melhor amigo, os dois tinham um caso antigo apenas eu não sabia. O meu maior problema quando fui traído passei a não acreditar mais nos relacionamentos, fechei para o mundo e desse jeito não consegui ser feliz. Não podia nem perguntar por que, pois ela havia morrido, para mim foi traição dupla, foi sinônimo de dor. Pior ainda foi recordar a traição em si. Posso te dizer não vale à pena encontrar culpados, mesmo que eles existam. Já fomos prejudicados o bastante para ocupar nossa mente com planos de vingança, eu não tinha de quem me vingar. A atitude mais inteligente para quem sofreu uma decepção continua sendo o perdão.
___ Sinto no momento dificuldades para perdoar.
____ Você não pode se prender ao que a pessoa fez de errado, mas sim o que ela pode fazer com a experiência do erro. Quem erra sempre aprende uma lição. E quando existe alguém que compreenda seu erro, o erro pode deixar de existir e dar espaço para novas ações. Condenamos demais e amamos de menos. E assim vamos deixando de lado as pessoas que podem se transformar em seres humanos especiais. Quem traiu se for perdoado pôde experimentar os benefícios do verdadeiro amor. Nem conheço seu marido, mas ele deve te amar, pois você atraente e inteligente, qualidades difíceis de se encontrar hoje .
___ Estou muito mal para pensar desta maneira, em perdão.
____Você é a terapeuta aqui sabe que vai passar, mas posso garantir que ele está perdendo uma bela mulher.
Uma bela mulher eu?
___Infinitamente bela.
Neste momento o corpo de Carlos aproximou de Rita e longo beijo foi trocado. A cabeça de Rita mandava – a parar, mas seu corpo pedia. Rita deixou pela primeira vez o corpo falar primeiro e ali na pousada entre beijos e carinhos passou muitas horas daquela noite. Prometeu a Carlos que voltaria, um dia voltaria.
Antes do amanhecer Rita foi pra casa. Era um turbilhão de sensações, viveu vinte anos de tranqüilidade em relação aos seus sentimentos, tudo certo no lugar, agora estava ali sem saber que atitude tomar em relação ao casamento e a aquele gosto novo na boca.
Rita organizou as malas voltaria para casa não sabia direito o que fazer, mas logo descobriria , aqueles dias no sítio foram essenciais , acreditava que nada acontecia por acaso, ao se trocar olhou para a cicatriz no braço aquela daria o nome de A dois passos do Paraíso. ....Lembrava uma música dos anos 80 ,cantarolava baixinho.... estou a dois passos do paraíso e talvez eu , eu fique por lá , não sei por que eu fui dizer bye....bye...Rita ria .....
Neide Ponzoni
Bjos meus.
sábado, 13 de novembro de 2010
Alfabeto de uma professora de licença médica.
Alfabeto de uma professora de licença médica.
Aceita tudo menos ficar sem voz.
Brinca e passeia com os filhos.
Conta os dias para voltar.
Dá um tempo em planos de aula.
Envia email para aqueles que não vêem a muito tempos.
Faz faxina no material didático.
Gasta mais do que devia.
Humor oscila.
Inveja quem tem voz alta.
Julga os médicos, este está certo, este errado.
Livra-se da solidão, através dos livros.
Manda com ternura recadinhos pros amigos.
Nunca sente abandonado.
Organiza seus arquivos do PC.
Perdoa e compreende suas falhas humanas.
Quer falar e não consegue.
Ri e chora vendo uma dúzia de filmes.
Sente aflição na frente da TV .
Toma mais café do que deveria.
Um sorriso seu basta para fazê-lo feliz.
Vence os inimigos invencíveis.
Xinga e briga .
Zela, enfim, pela jóia que a família representa .
Aceita tudo menos ficar sem voz.
Brinca e passeia com os filhos.
Conta os dias para voltar.
Dá um tempo em planos de aula.
Envia email para aqueles que não vêem a muito tempos.
Faz faxina no material didático.
Gasta mais do que devia.
Humor oscila.
Inveja quem tem voz alta.
Julga os médicos, este está certo, este errado.
Livra-se da solidão, através dos livros.
Manda com ternura recadinhos pros amigos.
Nunca sente abandonado.
Organiza seus arquivos do PC.
Perdoa e compreende suas falhas humanas.
Quer falar e não consegue.
Ri e chora vendo uma dúzia de filmes.
Sente aflição na frente da TV .
Toma mais café do que deveria.
Um sorriso seu basta para fazê-lo feliz.
Vence os inimigos invencíveis.
Xinga e briga .
Zela, enfim, pela jóia que a família representa .
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Dia dos professores
Fui passear dia 14, 15 e 17 aproveitando o feriado do dia do professor .
Dia 14 fui comer pizza comum novo grupo ahhhhh foi ótimo, piadas novas, palavrões novos, gente interessada em saber do outro, mas de maneira fraterna, gostosa sem aquela troca de olhares de gente quem se conhece há muito tempo, só novidades, amei passar um bucadinho e tempo com as meninas novas.
No dia quinze almocei com minhas irmãs, não falamos de alunos, fazia tempo que não nos víamos , mas irmãs são irmãs sempre tem muito pra falar . À noite fui ver meus velhos amigos esses sim são terapeutas do coração , tudo velho e reclamão,
Num dia chuvoso, grande emoção. Engraçado que com eles eu só ouço o que não quero, mas que tanto me fazem bem, o coração agradece o calorzinho que passam , sempre prontos a colaborar tornando seguro o meu caminhar . Com eles aprendi a rir quando só sabia chorar.
No dia 17 foi lindo ver minha amiga artista feliz com seu trabalho, na sua amizade consigo me calar e escutar. Sinto conforto com um simples olhar, é uma amizade cultivada a tempos..Foi bão demais .....
Neide Ponzoni Bjos Meus
Dia 14 fui comer pizza comum novo grupo ahhhhh foi ótimo, piadas novas, palavrões novos, gente interessada em saber do outro, mas de maneira fraterna, gostosa sem aquela troca de olhares de gente quem se conhece há muito tempo, só novidades, amei passar um bucadinho e tempo com as meninas novas.
No dia quinze almocei com minhas irmãs, não falamos de alunos, fazia tempo que não nos víamos , mas irmãs são irmãs sempre tem muito pra falar . À noite fui ver meus velhos amigos esses sim são terapeutas do coração , tudo velho e reclamão,
Num dia chuvoso, grande emoção. Engraçado que com eles eu só ouço o que não quero, mas que tanto me fazem bem, o coração agradece o calorzinho que passam , sempre prontos a colaborar tornando seguro o meu caminhar . Com eles aprendi a rir quando só sabia chorar.
No dia 17 foi lindo ver minha amiga artista feliz com seu trabalho, na sua amizade consigo me calar e escutar. Sinto conforto com um simples olhar, é uma amizade cultivada a tempos..Foi bão demais .....
Neide Ponzoni Bjos Meus
sábado, 14 de agosto de 2010
INDAGAÇÕES
INDAGAÇÕES.....
Minhas indagações são tantas, sinto que estou no caminho certo , logo na primeira curva já não tenho tanta certeza .
As dúvidas são traidoras, pois nos assombram e nos fazem perder tempo, pelo simples medo de arriscar.
Por outro lado ter certeza absoluta parece algo estúpido. Eu sou feita de dúvidas vezes quero arriscar voar ir além laçar tudo pro alto sair , outro acordo feliz por estar no lugar comum.
Sou torta diante da vida ,o que é tido como certo, duvido, e duvido que alguém saiba, tenho raiva daqueles perfeitos , que sabem cozinhar , lavar passar, sabem amarrar cadarço, abrir lata, sabem dirigir e daqueles que dizem sabedores de tudo , não minto pra mim vou montada no meu medo. Cavalgo na noite ,mas nas noites de estrelas brilhantes .
Às vezes sou um trem , já descarrilhei , perdi vagões importantes, agreguei alguns também.
Vira e mexe me complico, explico,grito, reciclo, me farto,perdoou-me, sinto me viva. .
Hoje sinceramente to tri-polar .....
Bjos meus.... Neide Ponzoni
Ah só pra lembrar.
AS INDAGAÇÕES
A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas.
Mário Quintana
Minhas indagações são tantas, sinto que estou no caminho certo , logo na primeira curva já não tenho tanta certeza .
As dúvidas são traidoras, pois nos assombram e nos fazem perder tempo, pelo simples medo de arriscar.
Por outro lado ter certeza absoluta parece algo estúpido. Eu sou feita de dúvidas vezes quero arriscar voar ir além laçar tudo pro alto sair , outro acordo feliz por estar no lugar comum.
Sou torta diante da vida ,o que é tido como certo, duvido, e duvido que alguém saiba, tenho raiva daqueles perfeitos , que sabem cozinhar , lavar passar, sabem amarrar cadarço, abrir lata, sabem dirigir e daqueles que dizem sabedores de tudo , não minto pra mim vou montada no meu medo. Cavalgo na noite ,mas nas noites de estrelas brilhantes .
Às vezes sou um trem , já descarrilhei , perdi vagões importantes, agreguei alguns também.
Vira e mexe me complico, explico,grito, reciclo, me farto,perdoou-me, sinto me viva. .
Hoje sinceramente to tri-polar .....
Bjos meus.... Neide Ponzoni
Ah só pra lembrar.
AS INDAGAÇÕES
A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas.
Mário Quintana
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Mãe é tudo igual .
Mãe é tudo igual .
Esta semana vivenciei algo novo , passei uns dias sozinha. È sozinha mesmo sem família. Sem marido é praxe mas sem filhos eu nunca tinha ficado.
De dia tudo bem , sempre aquela correria , aluno pra todos os lados .
A noite cheguei em casa, tudo extremamente limpo e organizado, algo de dar inveja ás mais neuróticas que conheço , nada de brinquedo na sala , cozinha impecável, sem gritos ou pedidos insistentes , sem os famosos oh mãe olha ela ou oh mãe olha ele ....o silencio reinava .
Para não sujar nada peguei um copo de leite e bolachas traquinas e fui ver televisão, algo novo para mim.Já que esse aparelho pra mim é mais um objeto de decoração.
Nossa tinha 130 canais á minha disposição. Comecei ver um filminho, protagonista linda , famosa que se apaixona por um homem lindo rico.... nada a ver com minha realidade , mudei de canal 130 vezes.
Televisão literalmente não é pra mim, só fala de comida e gente magra ou namorados e maridos matando mulheres e ficando impunes, algo ilógico.
Resolvi ver emails mas só tinha aquelas correntes de orações ou repetições , nada de interessante, cansei, fui ler.
Peguei um livro e comecei A casa do Budas Ditosos do João Ubaldo, o livro é mais ou menos assim uma senhora relata sua vida sexual, uma vida livre, sem pudor ou peso na consciência , algo que eu nem imaginava . Sei que não tenho muita imaginação mas a velhinha....vou te contar ou melhor leia é pura luxuria , um pecado rsrrsr leia junto com a uma boa companhia vai ser bom, peque bastante. Gente foi me dando um calor..... solução... banho. Claro depois que li a última linha e comer toda a traquina do pacote. Agora sei chocolate e textos sensuais casam bem .
Dormi mal....sonhei com comida , regimes, crimes , uma miscelânea do dia , parecia a noite não acabava, senti falta de levantar para cobrir meus pequenos ... ah filhos, melhor não te-los mas se não os temos como saber a falta que fazem.
Já havia discutido isto com algumas amigas , dizem que é síndrome do ninho vazio. Meus passarinhos ainda são pequenos , meu ninho ainda vai abrigá-los por mais um tempo sou coruja e sou águia , sempre os vejos bonitos e os defendo com garras afiadas e senti muita saudade , não gostei de ficar sozinha.
Manha seguinte, bem cedo .... liguei pra crias .... estavam felizes e até pediram pra ficar mais na casa dos amigos .
Que raiva, eu sentindo falta e eles adoram a ausência rsrsrr .
Filho é tudo igual e eu sou uma mãe também mas eu sou anormal. rsrrsrsrr
Bjos meus.
Esta semana vivenciei algo novo , passei uns dias sozinha. È sozinha mesmo sem família. Sem marido é praxe mas sem filhos eu nunca tinha ficado.
De dia tudo bem , sempre aquela correria , aluno pra todos os lados .
A noite cheguei em casa, tudo extremamente limpo e organizado, algo de dar inveja ás mais neuróticas que conheço , nada de brinquedo na sala , cozinha impecável, sem gritos ou pedidos insistentes , sem os famosos oh mãe olha ela ou oh mãe olha ele ....o silencio reinava .
Para não sujar nada peguei um copo de leite e bolachas traquinas e fui ver televisão, algo novo para mim.Já que esse aparelho pra mim é mais um objeto de decoração.
Nossa tinha 130 canais á minha disposição. Comecei ver um filminho, protagonista linda , famosa que se apaixona por um homem lindo rico.... nada a ver com minha realidade , mudei de canal 130 vezes.
Televisão literalmente não é pra mim, só fala de comida e gente magra ou namorados e maridos matando mulheres e ficando impunes, algo ilógico.
Resolvi ver emails mas só tinha aquelas correntes de orações ou repetições , nada de interessante, cansei, fui ler.
Peguei um livro e comecei A casa do Budas Ditosos do João Ubaldo, o livro é mais ou menos assim uma senhora relata sua vida sexual, uma vida livre, sem pudor ou peso na consciência , algo que eu nem imaginava . Sei que não tenho muita imaginação mas a velhinha....vou te contar ou melhor leia é pura luxuria , um pecado rsrrsr leia junto com a uma boa companhia vai ser bom, peque bastante. Gente foi me dando um calor..... solução... banho. Claro depois que li a última linha e comer toda a traquina do pacote. Agora sei chocolate e textos sensuais casam bem .
Dormi mal....sonhei com comida , regimes, crimes , uma miscelânea do dia , parecia a noite não acabava, senti falta de levantar para cobrir meus pequenos ... ah filhos, melhor não te-los mas se não os temos como saber a falta que fazem.
Já havia discutido isto com algumas amigas , dizem que é síndrome do ninho vazio. Meus passarinhos ainda são pequenos , meu ninho ainda vai abrigá-los por mais um tempo sou coruja e sou águia , sempre os vejos bonitos e os defendo com garras afiadas e senti muita saudade , não gostei de ficar sozinha.
Manha seguinte, bem cedo .... liguei pra crias .... estavam felizes e até pediram pra ficar mais na casa dos amigos .
Que raiva, eu sentindo falta e eles adoram a ausência rsrsrr .
Filho é tudo igual e eu sou uma mãe também mas eu sou anormal. rsrrsrsrr
Bjos meus.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Sobre o mar.
Sobre o mar.(Fortaleza -2010)
Tem muita gente que já escreveu sobre os segredos do mar, não há como ficar alheio à sua cor, ao seu cheiro, ele nos chama.. venha entre em mim, navega , afaste da praia , conheça –me.
Tive uma semana embriagada pelo mar, um mar verde outra hora azul....
Eu mineira , diante da beleza não tinha como explicar senão escrever.
Muitos dizem que mineiro quando vê o mar experimenta a água para ver mesmo se é salgada, mas experimentar a sua água não é só colocá-la na boca é senti-la.
O mar essa pequena palavra expressa sua força e potência, expressa nossa vida,com suas ondas fortes que nos chamam para entrar .....nos arrastam .
Difícil de entender… difícil de explicar esta relação desconhecida… lugar perigoso imprevisível e irresistível apesar da abundancia de água, nos traz sede nos chama...afaste da praia , venha.
Às vezes parece calmo e confiamos, entramos , mas mesmo na calmaria seus mistérios não cede, nos chama ... nos arrasta ....
Ah mar .....navega em mim sem cessar.
Bjos meus .
Neide Ponzoni
Tem muita gente que já escreveu sobre os segredos do mar, não há como ficar alheio à sua cor, ao seu cheiro, ele nos chama.. venha entre em mim, navega , afaste da praia , conheça –me.
Tive uma semana embriagada pelo mar, um mar verde outra hora azul....
Eu mineira , diante da beleza não tinha como explicar senão escrever.
Muitos dizem que mineiro quando vê o mar experimenta a água para ver mesmo se é salgada, mas experimentar a sua água não é só colocá-la na boca é senti-la.
O mar essa pequena palavra expressa sua força e potência, expressa nossa vida,com suas ondas fortes que nos chamam para entrar .....nos arrastam .
Difícil de entender… difícil de explicar esta relação desconhecida… lugar perigoso imprevisível e irresistível apesar da abundancia de água, nos traz sede nos chama...afaste da praia , venha.
Às vezes parece calmo e confiamos, entramos , mas mesmo na calmaria seus mistérios não cede, nos chama ... nos arrasta ....
Ah mar .....navega em mim sem cessar.
Bjos meus .
Neide Ponzoni
quinta-feira, 10 de junho de 2010
“Admirável Mundo Novo”
“Admirável Mundo Novo”
Os que me conhecem pessoalmente sabem que eu gosto muito de ler.minha amiga Claudia diz que minha leitura não é dinamica é dessesperada .
Então para começar a falar de livros , neste feriado eu li “Admirável Mundo Novo” de “Aldous Huxley”, penso que uma leitura pouco tardia , já que sou quase uma quarentona , mas foi uma felicidade pois ultimamente tenho lido só blockbusters .O fato mais interessante deste livro é que ele é de 1932!
O livro trata de um futuro alternativo onde as pessoas são “criadas” em fábricas e desde cedo, em úteros artificiais, já são condicionadas às tarefas que irão exercer. Então os que serão os mecânicos dos aviões-foguetes já são condicionados para que não gostem de terra firme. Nesta sociedade não há divindades, o que existe é o “Grande Ford” (Lembram que foi ele o inventor da linha de produção?), e é até engraçado ver as pessoas falando “Por Ford!”, “Ai meu Ford”, “Oh grande Ford”.
Na sociedade descrita no livro as famílias não existem (todos são fabricados), todo mundo é de todo mundo, não existem relacionamentos, as pessoas são encorajadas a se relacionarem com quantas pessoas quiserem( isso eu gostei rsrrsrsr). Não existem conceitos como irmãos, tios, primos e pais, a palavra “mãe” é até mesmo um tipo de tabu, gera nojo nas pessoas, imaginem viver sem o conceito materno, pobre Freud não teria espaço rsrrsr
É claro que dessa nova sociedade existem pessoas que mesmo fabricadas saem fora do padrão, como o personagem principal Bernard Marx. Bernard é um pouco diferente dos demais (no livro todos são altos e “bonitos”) e as pessoas costumam dizer que foi colocado álcool em seu útero artificial, aí meu Deus sou baixinha , tenho que começar a questionar minha mãe.
A coisa começa mesmo quando Bernard resolve conhecer uma reserva onde vivem os selvagens, pessoas que não fazem parte do moderno novo mundo e continuam com os hábitos antiquados de antigamente. Nesta reserva Bernard conhece John o filho de uma mulher que já foi da civilização, mas acabou se perdendo em uma viagem à reserva dos selvagens. Bernard enxerga ai uma oportunidade de exibir o selvagem John para a civilização e ganhar mais respeito e admiração. Lembram o bom selvagem , coisa de escritor brasileiro no romantismo.
O livro é realmente muito bom e há partes em que cheguei a pensar “nossa, será que este futuro é tão alternativo assim?”Será que somos os selvagens ou os alfa, betas ou gamas do livro , leiam gente..... é muito bom.
Quem já leu venha pro mundo de Neide discutir comigo, adorei o capitulo , que discutem sobre Deus, quase tão bom quanto Nietzsche.
Bjos meus . Neide Ponzoni
Os que me conhecem pessoalmente sabem que eu gosto muito de ler.minha amiga Claudia diz que minha leitura não é dinamica é dessesperada .
Então para começar a falar de livros , neste feriado eu li “Admirável Mundo Novo” de “Aldous Huxley”, penso que uma leitura pouco tardia , já que sou quase uma quarentona , mas foi uma felicidade pois ultimamente tenho lido só blockbusters .O fato mais interessante deste livro é que ele é de 1932!
O livro trata de um futuro alternativo onde as pessoas são “criadas” em fábricas e desde cedo, em úteros artificiais, já são condicionadas às tarefas que irão exercer. Então os que serão os mecânicos dos aviões-foguetes já são condicionados para que não gostem de terra firme. Nesta sociedade não há divindades, o que existe é o “Grande Ford” (Lembram que foi ele o inventor da linha de produção?), e é até engraçado ver as pessoas falando “Por Ford!”, “Ai meu Ford”, “Oh grande Ford”.
Na sociedade descrita no livro as famílias não existem (todos são fabricados), todo mundo é de todo mundo, não existem relacionamentos, as pessoas são encorajadas a se relacionarem com quantas pessoas quiserem( isso eu gostei rsrrsrsr). Não existem conceitos como irmãos, tios, primos e pais, a palavra “mãe” é até mesmo um tipo de tabu, gera nojo nas pessoas, imaginem viver sem o conceito materno, pobre Freud não teria espaço rsrrsr
É claro que dessa nova sociedade existem pessoas que mesmo fabricadas saem fora do padrão, como o personagem principal Bernard Marx. Bernard é um pouco diferente dos demais (no livro todos são altos e “bonitos”) e as pessoas costumam dizer que foi colocado álcool em seu útero artificial, aí meu Deus sou baixinha , tenho que começar a questionar minha mãe.
A coisa começa mesmo quando Bernard resolve conhecer uma reserva onde vivem os selvagens, pessoas que não fazem parte do moderno novo mundo e continuam com os hábitos antiquados de antigamente. Nesta reserva Bernard conhece John o filho de uma mulher que já foi da civilização, mas acabou se perdendo em uma viagem à reserva dos selvagens. Bernard enxerga ai uma oportunidade de exibir o selvagem John para a civilização e ganhar mais respeito e admiração. Lembram o bom selvagem , coisa de escritor brasileiro no romantismo.
O livro é realmente muito bom e há partes em que cheguei a pensar “nossa, será que este futuro é tão alternativo assim?”Será que somos os selvagens ou os alfa, betas ou gamas do livro , leiam gente..... é muito bom.
Quem já leu venha pro mundo de Neide discutir comigo, adorei o capitulo , que discutem sobre Deus, quase tão bom quanto Nietzsche.
Bjos meus . Neide Ponzoni
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Entre Serras e águas.
Entre Serras e águas.
Eu nasci em Boa Esperança , cidade do sul de Minas cercada por serras azuis que se refletem no lago de Furnas.A serra cantada por Lamartine Babo em sua música algo que impressiona pela sua grandeza e cor.
O lago fica aos seus pés é um misto do maleável e o impenetrável .
A cidade é mera expectadora desta dualidade e descansa entre a água que flui continuamente, alheia ao fato de você estar feliz ou não , ser bom ou ruim, ser altruísta ou egoísta. Ela simplesmente continua a fluir e a Serra que permanece lá sem dar a mínima importância aos seus anseios.
A água do lago de Furnas e a Serra parecem é impessoais para os habitantes da pequena cidade, mas no fundo sempre achei que um complementa o outro. A Serra se vê refletida no lago e este pode contemplá-la nos seus diversos tons.
Cercavam-me as imponentes montanhas de Boa Esperança, afogava-me o lago que por muitas vezes recebeu minhas lágrimas adolescentes nas suas águas. Representações impossíveis de serem banidas da lembrança.
Sou um misto de rocha e água, herança dos anos passados na Princesa do Lago, carinhoso nome dado a minha cidade. Quem, em sã consciência, poderá dizer que a dor de uma saudade não seja absolutamente grandiosa, ocupando de maneira arrebatadora e sublime a alma de um ser mineiro, que sonha como Ícaro e tem a consciência pode voar,mas constrói suas asas nos elos do cotidiano e a costura com o aprendizado .
Sou transparente como água do lago em dias calmos, dá pra ver nos meus olhos o que sinto tenho a mania de me expressar conto pra todos o que sou. Também sou turva como água agitada pelos ventos e revirada pela chuva quando vejo injustiça burrice, tramóia, falta de ética, mas busco sempre a calmaria. Sou dura como pedra mineira e maleável como a pedra sabão trabalhada pelos artesões em seus ateliês , moldando formas, representando vidas.
Ao deixar Serra que me cercava e o Lago que me purificava , levei comigo um pouco de terra e água no barro do olaria do meu pai e da minha mãe , na mistura que eles transformavam em tijolos, sei moldar a vida, assim como meus pais faziam a argila. Meus tijolos hoje vão construindo sonhos.
Longe fui me acostumando com a nuances da alma, conheci outros lagos , outras serras, mas nenhuma se compara á Serra azul e o lago de Furnas de onde me contemplava, sou mineira uai.
Bjos meus .
Neide Ponzoni
Eu nasci em Boa Esperança , cidade do sul de Minas cercada por serras azuis que se refletem no lago de Furnas.A serra cantada por Lamartine Babo em sua música algo que impressiona pela sua grandeza e cor.
O lago fica aos seus pés é um misto do maleável e o impenetrável .
A cidade é mera expectadora desta dualidade e descansa entre a água que flui continuamente, alheia ao fato de você estar feliz ou não , ser bom ou ruim, ser altruísta ou egoísta. Ela simplesmente continua a fluir e a Serra que permanece lá sem dar a mínima importância aos seus anseios.
A água do lago de Furnas e a Serra parecem é impessoais para os habitantes da pequena cidade, mas no fundo sempre achei que um complementa o outro. A Serra se vê refletida no lago e este pode contemplá-la nos seus diversos tons.
Cercavam-me as imponentes montanhas de Boa Esperança, afogava-me o lago que por muitas vezes recebeu minhas lágrimas adolescentes nas suas águas. Representações impossíveis de serem banidas da lembrança.
Sou um misto de rocha e água, herança dos anos passados na Princesa do Lago, carinhoso nome dado a minha cidade. Quem, em sã consciência, poderá dizer que a dor de uma saudade não seja absolutamente grandiosa, ocupando de maneira arrebatadora e sublime a alma de um ser mineiro, que sonha como Ícaro e tem a consciência pode voar,mas constrói suas asas nos elos do cotidiano e a costura com o aprendizado .
Sou transparente como água do lago em dias calmos, dá pra ver nos meus olhos o que sinto tenho a mania de me expressar conto pra todos o que sou. Também sou turva como água agitada pelos ventos e revirada pela chuva quando vejo injustiça burrice, tramóia, falta de ética, mas busco sempre a calmaria. Sou dura como pedra mineira e maleável como a pedra sabão trabalhada pelos artesões em seus ateliês , moldando formas, representando vidas.
Ao deixar Serra que me cercava e o Lago que me purificava , levei comigo um pouco de terra e água no barro do olaria do meu pai e da minha mãe , na mistura que eles transformavam em tijolos, sei moldar a vida, assim como meus pais faziam a argila. Meus tijolos hoje vão construindo sonhos.
Longe fui me acostumando com a nuances da alma, conheci outros lagos , outras serras, mas nenhuma se compara á Serra azul e o lago de Furnas de onde me contemplava, sou mineira uai.
Bjos meus .
Neide Ponzoni
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Os mistérios da vida....
Os mistérios da vida
Saudades de irmão.Sua morte faz um ano e um fato essa situação fez eu brigar pela primeira vez com a natureza das coisas , a lógica da vida e até um pouco a lógica de Deus, eu uma crente inveterada , mas a morte dele mexeu com minha crença não em Deus mas nos homem e naqueles que se dizem os escolhidos por Ele.
A vida sempre cheia de mistérios às vezes nos achamos onipotentes ao pensar que o que é ruim só acontece com o outro e nunca com a gente, não estou dizendo que a morte é o fim de tudo pois não acredito nisso , mas a espera me causa angustia .
Após um ano pensei que meu coração estava pronto para enfrentar situações que lembrassem meu irmão que morreu, tinha evitado encontros que provocassem tristezas , como dona do destino , fui tola.
Preparei um encontro hoje na certeza que a dor tinha diminuído e seria mais fácil entrar onde ele viveu, mas percebi que sou apegada e imperfeita.
Passei o dia todo fazendo que sentimentos antigos não me viessem a cabeça, desnuviando lembranças doloridas, mas a sensação de impotência ainda é muito forte , e ao fim do dia não tinha como conter o choro , minha alma doia.
Sabe tenho uma amiga que me disse que para termos uma vida plena é preciso treinar o desapego do passado e do futuro de viver o presente que este é o momento que realmente vale e existe, mas o presente ainda traz o passado e não dá pra conviver sem lembranças ou memórias, pois são elas que nos fazem sentir o que somos.
Hoje foi um dia difícil, eu sofri, sei nossas relações sao laços frágeis que por muitas vezes nós deixamos soltar , senti a fragilidade entre você acreditar e vivenciar a crença, senti o dia todo a saudade palavra que só nos brasileiros temos o domínio.
Sei que iremos nos encontrar novamente, pois são laços de alma que nos une , mas hoje sua falta doeu muito.
Bjos meus .
Neide Ponzoni
Saudades de irmão.Sua morte faz um ano e um fato essa situação fez eu brigar pela primeira vez com a natureza das coisas , a lógica da vida e até um pouco a lógica de Deus, eu uma crente inveterada , mas a morte dele mexeu com minha crença não em Deus mas nos homem e naqueles que se dizem os escolhidos por Ele.
A vida sempre cheia de mistérios às vezes nos achamos onipotentes ao pensar que o que é ruim só acontece com o outro e nunca com a gente, não estou dizendo que a morte é o fim de tudo pois não acredito nisso , mas a espera me causa angustia .
Após um ano pensei que meu coração estava pronto para enfrentar situações que lembrassem meu irmão que morreu, tinha evitado encontros que provocassem tristezas , como dona do destino , fui tola.
Preparei um encontro hoje na certeza que a dor tinha diminuído e seria mais fácil entrar onde ele viveu, mas percebi que sou apegada e imperfeita.
Passei o dia todo fazendo que sentimentos antigos não me viessem a cabeça, desnuviando lembranças doloridas, mas a sensação de impotência ainda é muito forte , e ao fim do dia não tinha como conter o choro , minha alma doia.
Sabe tenho uma amiga que me disse que para termos uma vida plena é preciso treinar o desapego do passado e do futuro de viver o presente que este é o momento que realmente vale e existe, mas o presente ainda traz o passado e não dá pra conviver sem lembranças ou memórias, pois são elas que nos fazem sentir o que somos.
Hoje foi um dia difícil, eu sofri, sei nossas relações sao laços frágeis que por muitas vezes nós deixamos soltar , senti a fragilidade entre você acreditar e vivenciar a crença, senti o dia todo a saudade palavra que só nos brasileiros temos o domínio.
Sei que iremos nos encontrar novamente, pois são laços de alma que nos une , mas hoje sua falta doeu muito.
Bjos meus .
Neide Ponzoni
domingo, 16 de maio de 2010
Só de sacanagem.Elisa Lucinda
Só de sacanagem.
Este é primeiro texto de aurtoria de outra pessoa, mas é tudo que eu queria dizer.bjos meus .
Só de sacanagem.
Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!
(texto lido por Ana Carolina em seu show)
Este é primeiro texto de aurtoria de outra pessoa, mas é tudo que eu queria dizer.bjos meus .
Só de sacanagem.
Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!
(texto lido por Ana Carolina em seu show)
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Entre sons e letras.
Entre sons e letras.
Naquela manhã como sempre ela tomava café assistindo o jornal matinal, antes de seguir pro trabalho.
Os filhos já tinham saído pra escola e ela ficava , se preparando pra mais um dia estressante, quando ouviu falar o nome dele.Apresentação de mais famoso pianista brasileiro na sala São Paulo no próximo final de semana.
Ela sentiu um frio na barriga, lá estava ele depois de vinte cinco anos.A apresentadora falava de sua trajetória , a saída de Minas para conquistar o mundo . Ela sabia a historia de cor, cada passo na Europa e na America do Norte , cada apresentação , acompanhada a distância.
A vida dos dois se cruzaram , ela ao tomar o café lembrou do cheiro da lavoura onde se conheceram.Ele filho de fazendeiro rico do sul de minas ela uma bóia fria da fazenda.
Seus cabelos não eram mais negros o tom cinza predominava, mas os olhos verdes brilhavam, a televisão o mostra chegando ao aeroporto acompanhado por uma linda mulher e um adolescente. Ela não sabia quem eram, sua vida não era expostas em tablóide, ela nunca soube nada sobre a sua intimidade ,apesar de muitas vezes procurar no google nada encontrou.
A vida era muito difícil na lavoura de café ainda mais pra uma menina de 17 anos. Acordar cedo, enfrentar um caminhão cheio de gente , e puxar galhos e galhos do cafeeiro, ganhar a vida era dura. Foi assim que ela o conheceu. Ele estava de férias , e ia para fazenda e no fim da tarde , dirigia o trator que apanhava o café, junto com o administrador, parecia uma grande diversão .
Certa tarde, ela estava sentada esperando a contagem das sacas quando ele se aproximou, ela nem se quer levantou a cabeça, a vergonha a dominava.
Ele sorriu, ela o reconheceu já tinha o visto na cidade, rodeado de meninas na praça principal da cidade, além de vê-lo tocar piano na casa de cultura, onde ela trabalhava de voluntaria na biblioteca aos sábados.
Com uma voz rouca a cumprimentou, ela sorriu.
Ele veio pra perto e perguntou se ele o conhecia de algum lugar, ela riu. Uma maneira muito comum de iniciar uma conversa pensou ela, ele era o inatingível agora ali, ela sem óculos, suja, cansada ele estava tão perto. Não sei respondeu ela.
Me parece familiar trabalha a muitos anos aqui com o papai, disse ele caminhando pra mais perto.
Não , sem saber o que dizer disse ela baixinho.
Ah já sei você trabalha na biblioteca. Você é a expert em Drummond, Pessoa que tanto a professora de literatura falav.
Ela sorriu sem graça , adorando o jeito falar, respondeu baixo pra não demonstrar a tensão,sim sou eu que trabalho na biblioteca, mas não sou exeprt sou apenas uma leitora.
Por que trabalha aqui ?Qual seu nome? Onde mora você? Estuda?Ele falava rápido.
Ela respondeu tudo devagar, para não demonstrar o nervosismo. Para ele. ela nada perguntou sabia de tudo, ele era menino prodígio, pianista da terra, excursionada pelo Brasil com apenas 19 anos já era conhecido , e estava se preparando para ir embora , iria estudar fora, ela ouvia as meninas comentarem no final dos recitais. Ela sabia tudo, mas não sabia que ele era tão simples.
Ela tomou o café e foi trabalhar , resignada que iria a apresentação.
O dia passou rápido e quente, a imagem dele não saia da sua cabeça, agora a vista na televisão.
Ela agora lembrava , foram meses de colheita de café e encontros na casa de cultura, meses de troca de saberes , ela leu pra ele Pessoa, Gabriel Garcia, Bandeira e Drummond e tocou Bach,Mozart,Brahms,Chopin .
A amizade gerou comentário preconceituosos e classista, Minas mostrava o lado sombrio e frio. Enquanto eles conheciam a palavra cumplicidade.
No final de Outubro ele contou a ela que iria para o Rio estudar e depois iria para Europa. Naquela noite ela chorou muito.
Na partida ela lhe deu O Livro do desassossego de Fernando Pessoa era assim que o seu coração se sentia. Ele a beijou como se a vida fosse parar ali, ela retribuiu com todo desejo dos seus dezessete anos, assim foi o primeiro contato com o amor algo doído e quente.
O corpo dele estava junto ao dela todo aquele cheiro.Ela lembrava bem, mesmo depois de muitos anos.
Ele foi embora, depois foi a vez dela sair da sua cidade e veio pra São Paulo, a vida seguiu, estudou literatura, casou, teve filhos. Ele se tornou o que estava previsto , um grande pianista.
Agora ela estava ali na porta da sala São Paulo decida a vê-lo.Comprou um lugar próximo do palco, muito caro pra sua condição de professora, mas lá estava ela.
No final do espetáculo chorou ao ouvi-lo tocar Bossa Nova ,terminado a apresentação . ela como uma boa oratória conseguiu convencer os organizadores que era da cidade natal do artista , que lhe trouxera uma carta, mas necessitava ver se seria entregue. Quando isso aconteceu suas pernas tremiam .
Saiu dali com esperança de contato. Ela gostava muito de cartas e naquela ela escreveu o que viveu em vinte cinco anos e deixou o número do celular.
Ela contou para uma amiga de trabalho, que riu da sua inocência aos quarenta. Ela respondeu que era um fetiche, tensão atrasado e precisava concluir o começado.
A semana estava acabando e ela tinha desistido, quando recebeu a mensagem no celular, me encontre estou próximo ao endereço da carta. Seu coração parou, a respiração ofegante, ela respondeu com a palavra onde.
Nova mensagem trazia o local exato. Ela arrancou avental, deixou a escola e dirigiu ate o local onde estava parado um taxi. Antes de descer percebeu como estava vestida com simplicidade, jeans, camiseta e tênis. Sentiu vontade de recuar, mas ansiava por aquilo, estava adolescendo novamente.
Bateu no vidro. Ele abriu e sorriu , era o mesmo sorriso , só que agora um homem.
Ela entrou no taxi.Ele vestia como ela. O silêncio predominou, ambos ansiosos , ela começou.
-Leu a carta ?
- Você ainda parece a mesma moleca de Minas, respondeu ele.
_ Ela riu, e respondeu uma moleca velha....
--Que bom que me achou, você me lembra uma fase tranqüila da vida
Ela olhou pra mão e tinha uma aliança, a dela há um bom tempo que não usava, numa briga tirou e não colocou mais.
- Onde quer ir perguntou ele.
-Perto, tenho horários .Que se danem pensou.......
Saíram do táxi e entraram no carro dela , ela pegou a via expressa e entrou num motel.
Ele riu .
Ela riu também e explicou que seria o lugar ideal para uma conversa calma, ele concordou.
Ela tremia, só de pensar no que poderia acontecer, casada há quinze anos não tivera nenhum homem a não ser seu marido , o medo a e vontade a dominou.
Entram e sentaram na anti- sala. Ali permaneceram por horas conversando, leram os mesmos livros, viram os mesmo filmes e gostavam das mesmas comidas.
Vida e o tempo tinham separados, mas a afinidade permanecia intacta.
Ele descreveu os museus e todas as cidades que havia conhecido, os lugares que ela desejava , ele vivenciou.
De repente os pararam de falar , ele sorriu e a beijou, ela sem saber como agir retribuiu, seus lábios quentes e úmidos , foi então que ela sentiu-se desejada novamente, ele a nos tocou os seios, um arrepio despertando antigos devaneios, a cobriu de beijos longos e expôs anatomia nua, sem segredos, sem importar-se com seus defeitos a admirou como se fosse um quadro de célebre pintor . A mirou nos olhos, e a incendiou e a fez retomar seus profundos desejos, a vez explodir como uma mulher plena, o sentiu vibrar intensamente dentro dela . Suas pernas tremiam e seu corpo pulsava.
Deitaram um ao lado do outro, não sabiam que aconteceria em seguida.
Ficaram assim mudos , até que ela levantou , e riu ele retribuiu o riso, ela exclamou foi muito bom.
E rindo contou a ele que sexo na vida dela era ao se deitar quando o marido estava de muito bom humor, era difícil situações de prazer na sua vida , elas pouco existiam.
Ele a olhou , a puxou de volta para a cama e novamente fez seu corpo vibrar.Nos seus 42 anos ela se sentiu feliz, aninhou se no seu ombro e ouvia uma forte chuva cair lá fora. Levantou tinha que ir. Tomaram banho juntos, se trocaram e ele a abraçou forte , beijou seu cabelo. Ela sentia tão pequena perto dele.
Ele sussurrando disse que na manhã seguinte voltaria para França, ela já sabia suspirou.
Tomaram banho se trocaram e deixaram o local.
Ela o deixou no mesmo lugar do ínicio da tarde. Ele a beijou e seu gosto ficou. Ela o esperou tomar o táxi e dirigiu de volta para casa.
Entrou encontrou o marido assistindo futebol.
-Problemas? Se atrasou, ele perguntou sem olhá-la, como sempre alheio a vida dela.
-Problemas? Não, soluções.
Ela subiu as crianças estavam dormindo , ela os beijos entrou no banho.
As imagens do dia passavam calmamente , enquanto a água caia sobre seu corpo cansado.
Ela se deitou , estranhamente não sentia culpa, sentia-se muito feliz e adormeceu.
Bjos meus.
Neide Ponzoni.
Naquela manhã como sempre ela tomava café assistindo o jornal matinal, antes de seguir pro trabalho.
Os filhos já tinham saído pra escola e ela ficava , se preparando pra mais um dia estressante, quando ouviu falar o nome dele.Apresentação de mais famoso pianista brasileiro na sala São Paulo no próximo final de semana.
Ela sentiu um frio na barriga, lá estava ele depois de vinte cinco anos.A apresentadora falava de sua trajetória , a saída de Minas para conquistar o mundo . Ela sabia a historia de cor, cada passo na Europa e na America do Norte , cada apresentação , acompanhada a distância.
A vida dos dois se cruzaram , ela ao tomar o café lembrou do cheiro da lavoura onde se conheceram.Ele filho de fazendeiro rico do sul de minas ela uma bóia fria da fazenda.
Seus cabelos não eram mais negros o tom cinza predominava, mas os olhos verdes brilhavam, a televisão o mostra chegando ao aeroporto acompanhado por uma linda mulher e um adolescente. Ela não sabia quem eram, sua vida não era expostas em tablóide, ela nunca soube nada sobre a sua intimidade ,apesar de muitas vezes procurar no google nada encontrou.
A vida era muito difícil na lavoura de café ainda mais pra uma menina de 17 anos. Acordar cedo, enfrentar um caminhão cheio de gente , e puxar galhos e galhos do cafeeiro, ganhar a vida era dura. Foi assim que ela o conheceu. Ele estava de férias , e ia para fazenda e no fim da tarde , dirigia o trator que apanhava o café, junto com o administrador, parecia uma grande diversão .
Certa tarde, ela estava sentada esperando a contagem das sacas quando ele se aproximou, ela nem se quer levantou a cabeça, a vergonha a dominava.
Ele sorriu, ela o reconheceu já tinha o visto na cidade, rodeado de meninas na praça principal da cidade, além de vê-lo tocar piano na casa de cultura, onde ela trabalhava de voluntaria na biblioteca aos sábados.
Com uma voz rouca a cumprimentou, ela sorriu.
Ele veio pra perto e perguntou se ele o conhecia de algum lugar, ela riu. Uma maneira muito comum de iniciar uma conversa pensou ela, ele era o inatingível agora ali, ela sem óculos, suja, cansada ele estava tão perto. Não sei respondeu ela.
Me parece familiar trabalha a muitos anos aqui com o papai, disse ele caminhando pra mais perto.
Não , sem saber o que dizer disse ela baixinho.
Ah já sei você trabalha na biblioteca. Você é a expert em Drummond, Pessoa que tanto a professora de literatura falav.
Ela sorriu sem graça , adorando o jeito falar, respondeu baixo pra não demonstrar a tensão,sim sou eu que trabalho na biblioteca, mas não sou exeprt sou apenas uma leitora.
Por que trabalha aqui ?Qual seu nome? Onde mora você? Estuda?Ele falava rápido.
Ela respondeu tudo devagar, para não demonstrar o nervosismo. Para ele. ela nada perguntou sabia de tudo, ele era menino prodígio, pianista da terra, excursionada pelo Brasil com apenas 19 anos já era conhecido , e estava se preparando para ir embora , iria estudar fora, ela ouvia as meninas comentarem no final dos recitais. Ela sabia tudo, mas não sabia que ele era tão simples.
Ela tomou o café e foi trabalhar , resignada que iria a apresentação.
O dia passou rápido e quente, a imagem dele não saia da sua cabeça, agora a vista na televisão.
Ela agora lembrava , foram meses de colheita de café e encontros na casa de cultura, meses de troca de saberes , ela leu pra ele Pessoa, Gabriel Garcia, Bandeira e Drummond e tocou Bach,Mozart,Brahms,Chopin .
A amizade gerou comentário preconceituosos e classista, Minas mostrava o lado sombrio e frio. Enquanto eles conheciam a palavra cumplicidade.
No final de Outubro ele contou a ela que iria para o Rio estudar e depois iria para Europa. Naquela noite ela chorou muito.
Na partida ela lhe deu O Livro do desassossego de Fernando Pessoa era assim que o seu coração se sentia. Ele a beijou como se a vida fosse parar ali, ela retribuiu com todo desejo dos seus dezessete anos, assim foi o primeiro contato com o amor algo doído e quente.
O corpo dele estava junto ao dela todo aquele cheiro.Ela lembrava bem, mesmo depois de muitos anos.
Ele foi embora, depois foi a vez dela sair da sua cidade e veio pra São Paulo, a vida seguiu, estudou literatura, casou, teve filhos. Ele se tornou o que estava previsto , um grande pianista.
Agora ela estava ali na porta da sala São Paulo decida a vê-lo.Comprou um lugar próximo do palco, muito caro pra sua condição de professora, mas lá estava ela.
No final do espetáculo chorou ao ouvi-lo tocar Bossa Nova ,terminado a apresentação . ela como uma boa oratória conseguiu convencer os organizadores que era da cidade natal do artista , que lhe trouxera uma carta, mas necessitava ver se seria entregue. Quando isso aconteceu suas pernas tremiam .
Saiu dali com esperança de contato. Ela gostava muito de cartas e naquela ela escreveu o que viveu em vinte cinco anos e deixou o número do celular.
Ela contou para uma amiga de trabalho, que riu da sua inocência aos quarenta. Ela respondeu que era um fetiche, tensão atrasado e precisava concluir o começado.
A semana estava acabando e ela tinha desistido, quando recebeu a mensagem no celular, me encontre estou próximo ao endereço da carta. Seu coração parou, a respiração ofegante, ela respondeu com a palavra onde.
Nova mensagem trazia o local exato. Ela arrancou avental, deixou a escola e dirigiu ate o local onde estava parado um taxi. Antes de descer percebeu como estava vestida com simplicidade, jeans, camiseta e tênis. Sentiu vontade de recuar, mas ansiava por aquilo, estava adolescendo novamente.
Bateu no vidro. Ele abriu e sorriu , era o mesmo sorriso , só que agora um homem.
Ela entrou no taxi.Ele vestia como ela. O silêncio predominou, ambos ansiosos , ela começou.
-Leu a carta ?
- Você ainda parece a mesma moleca de Minas, respondeu ele.
_ Ela riu, e respondeu uma moleca velha....
--Que bom que me achou, você me lembra uma fase tranqüila da vida
Ela olhou pra mão e tinha uma aliança, a dela há um bom tempo que não usava, numa briga tirou e não colocou mais.
- Onde quer ir perguntou ele.
-Perto, tenho horários .Que se danem pensou.......
Saíram do táxi e entraram no carro dela , ela pegou a via expressa e entrou num motel.
Ele riu .
Ela riu também e explicou que seria o lugar ideal para uma conversa calma, ele concordou.
Ela tremia, só de pensar no que poderia acontecer, casada há quinze anos não tivera nenhum homem a não ser seu marido , o medo a e vontade a dominou.
Entram e sentaram na anti- sala. Ali permaneceram por horas conversando, leram os mesmos livros, viram os mesmo filmes e gostavam das mesmas comidas.
Vida e o tempo tinham separados, mas a afinidade permanecia intacta.
Ele descreveu os museus e todas as cidades que havia conhecido, os lugares que ela desejava , ele vivenciou.
De repente os pararam de falar , ele sorriu e a beijou, ela sem saber como agir retribuiu, seus lábios quentes e úmidos , foi então que ela sentiu-se desejada novamente, ele a nos tocou os seios, um arrepio despertando antigos devaneios, a cobriu de beijos longos e expôs anatomia nua, sem segredos, sem importar-se com seus defeitos a admirou como se fosse um quadro de célebre pintor . A mirou nos olhos, e a incendiou e a fez retomar seus profundos desejos, a vez explodir como uma mulher plena, o sentiu vibrar intensamente dentro dela . Suas pernas tremiam e seu corpo pulsava.
Deitaram um ao lado do outro, não sabiam que aconteceria em seguida.
Ficaram assim mudos , até que ela levantou , e riu ele retribuiu o riso, ela exclamou foi muito bom.
E rindo contou a ele que sexo na vida dela era ao se deitar quando o marido estava de muito bom humor, era difícil situações de prazer na sua vida , elas pouco existiam.
Ele a olhou , a puxou de volta para a cama e novamente fez seu corpo vibrar.Nos seus 42 anos ela se sentiu feliz, aninhou se no seu ombro e ouvia uma forte chuva cair lá fora. Levantou tinha que ir. Tomaram banho juntos, se trocaram e ele a abraçou forte , beijou seu cabelo. Ela sentia tão pequena perto dele.
Ele sussurrando disse que na manhã seguinte voltaria para França, ela já sabia suspirou.
Tomaram banho se trocaram e deixaram o local.
Ela o deixou no mesmo lugar do ínicio da tarde. Ele a beijou e seu gosto ficou. Ela o esperou tomar o táxi e dirigiu de volta para casa.
Entrou encontrou o marido assistindo futebol.
-Problemas? Se atrasou, ele perguntou sem olhá-la, como sempre alheio a vida dela.
-Problemas? Não, soluções.
Ela subiu as crianças estavam dormindo , ela os beijos entrou no banho.
As imagens do dia passavam calmamente , enquanto a água caia sobre seu corpo cansado.
Ela se deitou , estranhamente não sentia culpa, sentia-se muito feliz e adormeceu.
Bjos meus.
Neide Ponzoni.
O Perdão.
O Perdão.
Ao abrir a porta ela reconheceu aqueles olhos azuis, eles não tinha o mesmo brilho assim como a pele também estava envelhecida, passaram-se 40 anos.
Ela sentiu-se mal estar, lembrava da agora com toda nitidez o dia do abandono.
Após dias discutindo e repetidas agressões, seu pai foi embora , sua mãe chorou até os olhos secarem , e adquiriram um brilho estranho , depois pegou os 5 filhos fez uma mala para cada um e os levou para porteira da fazenda
Ali sem entender o que acontecia ficaram parados, cada pessoa que parava ela os oferecia, contava o drama que estava vivendo e repetia que não tinha condições de mantê-los, seus olhos azuis estavam vermelhos,ela era alta , magra, seus cabelos eram loiros e tinha um cheiro de flores, doá-los era a saída que ela dera.
Dos seus irmãos e irmãs ela foi separada, cada um foi doado para pessoas diferentes, até o bebezinho fora doado assim como doa um gatinho.
Ela um casal pegou, o medo a fez vomitar enquanto caminhava. A mulher a pegou no colo e disse que cuidaria dela. Ao chegar à casa do casal percebeu que ali já tinha três crianças as quais, ela com apenas oito anos cuidaria. Aprendeu logo a cozinhar, a passar e lavar. Era uma adulta em miniatura.
A mulher nunca a tratava mal, mas também não lhe agradecia. Ela sentia saudades da mãe ,e não entedia porque ela tinha os abandonado, do pai ela nada sentia , mas principalmente da sua irmã gêmea ela sentia uma saudade doída, a noite ela sonhava com a fazenda e as duas correndo juntas.
Quando iam á cidade ela ficava procurando, observando na ânsia de ver algum dos seus irmãos.
Nunca reclamava, aprendeu a ser silenciosa falava pouco, aprendeu ler junto com as crianças as quais ela amava, era somente cinco anos mais velha mas parecia mãe deles, sabia que a leitura a ajudaria encontrar seus irmãos.
O tempo passou quando fez 18 anos teve liberação para ir a cidade sozinha seria uma oportunidade de obter notícias da mãe ou quem sabe sobre dos irmãos.
Passou o dia perguntando ninguém nem ouvira falar , outros diziam que seu pai tinha ido embora com uma cigana , e a mãe nunca mais foi vista , já passara 10 anos. Voltou para a casa triste chorou naquela noite, também sonhou com um bebe chorando e a chamando, acordou angustiada. Ela encontraria a mãe e os irmãos.
Seus passeios pela cidade eram como buscas ao passado. Depois de longa procura descobriu que sua irmã foi doada para alguém da capital, e que dois dos seus irmãos moravam na cidade vizinha. Em pouco tempo os reencontrou-os já eram homens com família e a recebeu muito bem , não queria saber da mãe nem do pai mas ajudaria encontrar as duas irmãs que faltavam.
Quando ela fez 22 anos casou e no dia do seu casamento sua irmã gêmea estava lá, elas eram muito parecidas ate a voz era igual, cabelos pretos olhos verdes , pele branca. Foram quatro anos de busca , mas encontrou era como se olhasse no espelho. Ainda faltava saber onde estava o bebê e sua mãe, o pai ela desistiu de encontrar soube que vivia com um bando de ciganos.
Com a nova vida de casada pouco tempo sobrava para pensar no passado, teve filhos muitos, sete filhos em menos de 20 anos de casada.
O marido era um homem severo às vezes grosseiro, parecia muitas vezes com a lembrança que tinha do seu pai, não demonstrava sentimentos , era frio, rude, como podia ela ter se encantado por ele, sempre que podia a humilhava , mas os filhos eram tudo que ela queria.
Trabalhava duro como costureira para ajudar a mantê-los, passava por momentos difíceis já que o marido trabalhava no campo e o que ganhava não dava para terem luxo, as crianças cresciam educadas e estudiosas , ela nunca entendeu porque a mãe foi tão fraca e os abandonou, aquilo ainda a incomodava muito, e sempre sonhava com o bebê chorando.
Até que aquele dia ao abrir a porta da casa se de parou com aquela mulher, ela era sua mãe. Depois de 40 anos lá estava.
Ela a encarou , estava fraca , seu corpo magro , seus cabelos ralos, bem vestida mas com simplicidade, parecia alguém que estava preste a se quebrar.
Ela lhe ofereceu café, ficaram ali mudas olhando pro nada sem saber o que falar, até que ela tomou coragem e perguntou –onde esteve neste quarenta anos?
Perdida respondeu a mulher. Sofri muito , nunca tive paz. Todos os dias sofri, não há um só dia que não lamente por ter sido tão fraca de ter abandonado vocês. Minha vida é feita de sombras. Não me casei novamente , não tive mais filhos, vivi sozinha. Fui para muito longe para esquecer a tristeza da traição do seu pai, mais não foi ele que me destruiu foi a fraqueza de não saber lutar. Isto me matou um pouco a cada dia, soube que você me procurava , como vou morrer estou aqui. A voz saia fraca , falhava, o tom era quase inaudível. Sem saber mais o que dizer sem forças pronunciou perdão. Seu corpo caiu no chão.
Ela apoiou o corpo da sua mãe no colo, e sentiu o cheiro de flores vindo dos seus ralos cabelos. Eu a procurei toda minha vida e a perdôo de todo meu coração. Você é minha mãe, eu a quero viva, quero saber como é ter uma mãe , senti sua falta.
Perdão, repetia a mulher. Veja aqui esta o endereço da sua irmã mais nova. Ela é feliz , eu a vi.
Eu a perdôo mãe, fica comigo. Nessa hora o corpo da mulher ficou leve. Ela sabia que era o adeus. Chorou como nunca, sua procura tinha terminado ali.
Bjos meus.
Neide Ponzoni
Ao abrir a porta ela reconheceu aqueles olhos azuis, eles não tinha o mesmo brilho assim como a pele também estava envelhecida, passaram-se 40 anos.
Ela sentiu-se mal estar, lembrava da agora com toda nitidez o dia do abandono.
Após dias discutindo e repetidas agressões, seu pai foi embora , sua mãe chorou até os olhos secarem , e adquiriram um brilho estranho , depois pegou os 5 filhos fez uma mala para cada um e os levou para porteira da fazenda
Ali sem entender o que acontecia ficaram parados, cada pessoa que parava ela os oferecia, contava o drama que estava vivendo e repetia que não tinha condições de mantê-los, seus olhos azuis estavam vermelhos,ela era alta , magra, seus cabelos eram loiros e tinha um cheiro de flores, doá-los era a saída que ela dera.
Dos seus irmãos e irmãs ela foi separada, cada um foi doado para pessoas diferentes, até o bebezinho fora doado assim como doa um gatinho.
Ela um casal pegou, o medo a fez vomitar enquanto caminhava. A mulher a pegou no colo e disse que cuidaria dela. Ao chegar à casa do casal percebeu que ali já tinha três crianças as quais, ela com apenas oito anos cuidaria. Aprendeu logo a cozinhar, a passar e lavar. Era uma adulta em miniatura.
A mulher nunca a tratava mal, mas também não lhe agradecia. Ela sentia saudades da mãe ,e não entedia porque ela tinha os abandonado, do pai ela nada sentia , mas principalmente da sua irmã gêmea ela sentia uma saudade doída, a noite ela sonhava com a fazenda e as duas correndo juntas.
Quando iam á cidade ela ficava procurando, observando na ânsia de ver algum dos seus irmãos.
Nunca reclamava, aprendeu a ser silenciosa falava pouco, aprendeu ler junto com as crianças as quais ela amava, era somente cinco anos mais velha mas parecia mãe deles, sabia que a leitura a ajudaria encontrar seus irmãos.
O tempo passou quando fez 18 anos teve liberação para ir a cidade sozinha seria uma oportunidade de obter notícias da mãe ou quem sabe sobre dos irmãos.
Passou o dia perguntando ninguém nem ouvira falar , outros diziam que seu pai tinha ido embora com uma cigana , e a mãe nunca mais foi vista , já passara 10 anos. Voltou para a casa triste chorou naquela noite, também sonhou com um bebe chorando e a chamando, acordou angustiada. Ela encontraria a mãe e os irmãos.
Seus passeios pela cidade eram como buscas ao passado. Depois de longa procura descobriu que sua irmã foi doada para alguém da capital, e que dois dos seus irmãos moravam na cidade vizinha. Em pouco tempo os reencontrou-os já eram homens com família e a recebeu muito bem , não queria saber da mãe nem do pai mas ajudaria encontrar as duas irmãs que faltavam.
Quando ela fez 22 anos casou e no dia do seu casamento sua irmã gêmea estava lá, elas eram muito parecidas ate a voz era igual, cabelos pretos olhos verdes , pele branca. Foram quatro anos de busca , mas encontrou era como se olhasse no espelho. Ainda faltava saber onde estava o bebê e sua mãe, o pai ela desistiu de encontrar soube que vivia com um bando de ciganos.
Com a nova vida de casada pouco tempo sobrava para pensar no passado, teve filhos muitos, sete filhos em menos de 20 anos de casada.
O marido era um homem severo às vezes grosseiro, parecia muitas vezes com a lembrança que tinha do seu pai, não demonstrava sentimentos , era frio, rude, como podia ela ter se encantado por ele, sempre que podia a humilhava , mas os filhos eram tudo que ela queria.
Trabalhava duro como costureira para ajudar a mantê-los, passava por momentos difíceis já que o marido trabalhava no campo e o que ganhava não dava para terem luxo, as crianças cresciam educadas e estudiosas , ela nunca entendeu porque a mãe foi tão fraca e os abandonou, aquilo ainda a incomodava muito, e sempre sonhava com o bebê chorando.
Até que aquele dia ao abrir a porta da casa se de parou com aquela mulher, ela era sua mãe. Depois de 40 anos lá estava.
Ela a encarou , estava fraca , seu corpo magro , seus cabelos ralos, bem vestida mas com simplicidade, parecia alguém que estava preste a se quebrar.
Ela lhe ofereceu café, ficaram ali mudas olhando pro nada sem saber o que falar, até que ela tomou coragem e perguntou –onde esteve neste quarenta anos?
Perdida respondeu a mulher. Sofri muito , nunca tive paz. Todos os dias sofri, não há um só dia que não lamente por ter sido tão fraca de ter abandonado vocês. Minha vida é feita de sombras. Não me casei novamente , não tive mais filhos, vivi sozinha. Fui para muito longe para esquecer a tristeza da traição do seu pai, mais não foi ele que me destruiu foi a fraqueza de não saber lutar. Isto me matou um pouco a cada dia, soube que você me procurava , como vou morrer estou aqui. A voz saia fraca , falhava, o tom era quase inaudível. Sem saber mais o que dizer sem forças pronunciou perdão. Seu corpo caiu no chão.
Ela apoiou o corpo da sua mãe no colo, e sentiu o cheiro de flores vindo dos seus ralos cabelos. Eu a procurei toda minha vida e a perdôo de todo meu coração. Você é minha mãe, eu a quero viva, quero saber como é ter uma mãe , senti sua falta.
Perdão, repetia a mulher. Veja aqui esta o endereço da sua irmã mais nova. Ela é feliz , eu a vi.
Eu a perdôo mãe, fica comigo. Nessa hora o corpo da mulher ficou leve. Ela sabia que era o adeus. Chorou como nunca, sua procura tinha terminado ali.
Bjos meus.
Neide Ponzoni
terça-feira, 20 de abril de 2010
Dar ou não dar foi a minha grande questão.
Dar ou não dar foi a minha grande questão.
Minha adolescência foi no final da década de 80 e década de 90. Época de abertura política, caras pintadas, fé no socialismo......e muita, muita paquera e rock nacional.
Não “ficávamos” como hoje, paquerávamos. Algo entre liberalismo de hoje e conservadorismo dos anos 20.Tudo podia, mas o advento da AIDS trouxe medo.
Como eu fazia colegial ( hoje Ens. Médio) e Magistério (hoje não existe mais.) ao mesmo tempo, convivia com dois seletos grupos, os das moças que queriam ser professoras e dos anarquistas que não sabiam o que queriam...Era uma confusão , eu queria os dois ser anarquista e ser professora.
Naquela década as meninas não transavam , elas davam.....e eu menina independente morava sozinha em São Paulo, tinha trabalho, salário , e não dava.
Era muito conflitante ouvir algumas amigas contar de suas paixões tórridas e outras me aconselharem ser direita, mas eu era de esquerda, petista algo estava errado comigo, nem Freud explicava ou melhor, Freud dizia que para você se tornar mulher, isto é ter relação sexual, tem que matar o pai.... Ah isso tava difícil, o meu era imortal.
E foi assim por muitos anos, namorava na hora h, saia fora inventava uma desculpa e nada.
Deixava os paqueras na mão, literalmente, agora entendo o que é deixar na mão.
Tive muitos paqueras: poetas, comunista, filósofos, roqueiros, engenheiros, cultos, bobos , imaturos, apolíticos , ateus, evangélicos...... e lá vem história; uma grande paixão foi um chileno conhecedor de Neruda e Gabriel Garcia , foi ele que leu pra mim Amor no tempo do cólera , como esquecê-lo, apaixonei mas não dei.
Outro foi um administrador de empresa, assinante do Círculo do livro, me mandava lindos exemplares , Drummond, Pessoa, com poesia na primeira folha, ele era lindo moreno, apaixonei, mas não dei. Outro loiro, olhos verdes... ah meus 19 anos...... não dei. Outro cantor, tinha uma banda , me cantava em suas músicas , tenho uma na memória, não dei.
Acho que os deixava com dores nos rins, suando frio e com raiva, mas...
Sou uma mulher dominada pelas palavras, alguns paqueras sabendo disso liam , aprendiam , acho que os ajudei bastante de forma cultural....
Até que conheci um ser meio estranho; era meio tudo roqueiro, atleta , estudante, falava pouco mas tinha senso de humor .
Oh raiva por esse eu não me apaixonei , era algo esquisito, o conheci num carnaval, então pensando bem , logo passaria como dizia o samba do Chico “vai passar...” e nada O cara era CDF , ia pra casa e ficava estudando , sério algo errado no ar... Nem uma tentativa sexual, era gay ?????? Não, ele não era gay , mas não podia pegar DP.
Eu ansiava pelas férias...conversávamos muito,ás vezes era mais um monólogo, ele ouvia, todos meus sonhos conflitos, raiva , questões políticas, filosóficas , partidárias....ele ouvia , ria e falava sempre ahhhh Neide.
Claro tinha uns “rala e rola”.... e eu deixando ir...
Certa noite fomos ver Telma e Louise , saimos do cinema e eu falando sem parar , gosto de ver os filmes comentá-los , fico horas analisando , assisto mais de uma vez, e o cara mudo, só ouvia , até que parei e perguntei:
_ O que achou do filme ???
Ele olhou nos meus olhos e disse:
-AHHHH Neide ,elas são mulheres como você. Com o destino de suas vidas nas mãos.
AH... Sou movida por palavras e aquelas me abriram minhas pernas....oppssss quero dizer abriram meu coração !!!!!!!
Quem é o cara????? Todos os meus amigos sabem.
Bjos Meus.
Neide Ponzoni
Minha adolescência foi no final da década de 80 e década de 90. Época de abertura política, caras pintadas, fé no socialismo......e muita, muita paquera e rock nacional.
Não “ficávamos” como hoje, paquerávamos. Algo entre liberalismo de hoje e conservadorismo dos anos 20.Tudo podia, mas o advento da AIDS trouxe medo.
Como eu fazia colegial ( hoje Ens. Médio) e Magistério (hoje não existe mais.) ao mesmo tempo, convivia com dois seletos grupos, os das moças que queriam ser professoras e dos anarquistas que não sabiam o que queriam...Era uma confusão , eu queria os dois ser anarquista e ser professora.
Naquela década as meninas não transavam , elas davam.....e eu menina independente morava sozinha em São Paulo, tinha trabalho, salário , e não dava.
Era muito conflitante ouvir algumas amigas contar de suas paixões tórridas e outras me aconselharem ser direita, mas eu era de esquerda, petista algo estava errado comigo, nem Freud explicava ou melhor, Freud dizia que para você se tornar mulher, isto é ter relação sexual, tem que matar o pai.... Ah isso tava difícil, o meu era imortal.
E foi assim por muitos anos, namorava na hora h, saia fora inventava uma desculpa e nada.
Deixava os paqueras na mão, literalmente, agora entendo o que é deixar na mão.
Tive muitos paqueras: poetas, comunista, filósofos, roqueiros, engenheiros, cultos, bobos , imaturos, apolíticos , ateus, evangélicos...... e lá vem história; uma grande paixão foi um chileno conhecedor de Neruda e Gabriel Garcia , foi ele que leu pra mim Amor no tempo do cólera , como esquecê-lo, apaixonei mas não dei.
Outro foi um administrador de empresa, assinante do Círculo do livro, me mandava lindos exemplares , Drummond, Pessoa, com poesia na primeira folha, ele era lindo moreno, apaixonei, mas não dei. Outro loiro, olhos verdes... ah meus 19 anos...... não dei. Outro cantor, tinha uma banda , me cantava em suas músicas , tenho uma na memória, não dei.
Acho que os deixava com dores nos rins, suando frio e com raiva, mas...
Sou uma mulher dominada pelas palavras, alguns paqueras sabendo disso liam , aprendiam , acho que os ajudei bastante de forma cultural....
Até que conheci um ser meio estranho; era meio tudo roqueiro, atleta , estudante, falava pouco mas tinha senso de humor .
Oh raiva por esse eu não me apaixonei , era algo esquisito, o conheci num carnaval, então pensando bem , logo passaria como dizia o samba do Chico “vai passar...” e nada O cara era CDF , ia pra casa e ficava estudando , sério algo errado no ar... Nem uma tentativa sexual, era gay ?????? Não, ele não era gay , mas não podia pegar DP.
Eu ansiava pelas férias...conversávamos muito,ás vezes era mais um monólogo, ele ouvia, todos meus sonhos conflitos, raiva , questões políticas, filosóficas , partidárias....ele ouvia , ria e falava sempre ahhhh Neide.
Claro tinha uns “rala e rola”.... e eu deixando ir...
Certa noite fomos ver Telma e Louise , saimos do cinema e eu falando sem parar , gosto de ver os filmes comentá-los , fico horas analisando , assisto mais de uma vez, e o cara mudo, só ouvia , até que parei e perguntei:
_ O que achou do filme ???
Ele olhou nos meus olhos e disse:
-AHHHH Neide ,elas são mulheres como você. Com o destino de suas vidas nas mãos.
AH... Sou movida por palavras e aquelas me abriram minhas pernas....oppssss quero dizer abriram meu coração !!!!!!!
Quem é o cara????? Todos os meus amigos sabem.
Bjos Meus.
Neide Ponzoni
sábado, 3 de abril de 2010
Terapia para mulheres.
Terapia para mulheres.
Janeiro é um mês abençoado, pois tenho o privilégio de estar de férias.
Este ano foi especial porque foi uma TPM (terapia para mulheres), pude ver minhas amigas e foi uma maravilha, falar de sexo , sapato, roupas, amores , desilusão , compaixão ,política , filmes, e nada.
Há quem diga que mulheres, quando as mulheres são amigas, ficam insuportáveis , discordo .
Encontro de amigas é algo espiritual .
Tive mais tempo pra falar com minhas irmas, sem a correria do dia-a-dia.
Este mês encontrei com a intelectual, quem me ensina milhares de coisas numa conversa de dez minutos , saio assim com mil pensamentos e a cabeça em parafuso , me questiono , questiono o mundo e sinto uma vontade louca de assistir e ler os livros recomendados por ela
Encontrei com aquela que faz tudo que eu peço , me leva no Mac Donald s , paga sorvete , fala que eu não estou gorda me enche a bola e sorri com piadas dos pontinhos.
Encontrei aquela que está apaixonada e passou horas falando do mesmo assunto, esta adolescendo novamente, depois de sofrer de amor.
Encontrei com aquela que esta experimentando viver um novo amor e morre de medo, se puni, apesar do casamento ir mal ela acredita que pode recuperá-lo, ama o marido mas sua mente quer voar ,cansou da prisão.
Encontrei com as recentes e novatas balzaquianas, corpos sarados, mente ativa e hormônios em ebulição.
Encontrei com aquela que agora é de Jesus , graças a ele está feliz , tenho certeza que sim , não é que Jesus fez um bem danado pra ela, o visual está maravilhoso.
O mês de janeiro foi de sorrisos, suspiros e abraços, cheio de gotas de alegria,doei minha alma e coração, olhei nos olhos, deixei fluir a emoção , percebi que não perdi a paixão,matei o tempo , a saudade , Cronus o senhor do tempo nos devora, mas eu o enganei, fui mais rápida , ele não sabe que existe Janeiro.
O que sei é temos são apenas sentimentos, vontades, desejos e sonhos e dividi-los com as verdadeiras amigas é a melhor e mais válida terapia existente.
Viva Janeiro e que venha Julho.
Janeiro é um mês abençoado, pois tenho o privilégio de estar de férias.
Este ano foi especial porque foi uma TPM (terapia para mulheres), pude ver minhas amigas e foi uma maravilha, falar de sexo , sapato, roupas, amores , desilusão , compaixão ,política , filmes, e nada.
Há quem diga que mulheres, quando as mulheres são amigas, ficam insuportáveis , discordo .
Encontro de amigas é algo espiritual .
Tive mais tempo pra falar com minhas irmas, sem a correria do dia-a-dia.
Este mês encontrei com a intelectual, quem me ensina milhares de coisas numa conversa de dez minutos , saio assim com mil pensamentos e a cabeça em parafuso , me questiono , questiono o mundo e sinto uma vontade louca de assistir e ler os livros recomendados por ela
Encontrei com aquela que faz tudo que eu peço , me leva no Mac Donald s , paga sorvete , fala que eu não estou gorda me enche a bola e sorri com piadas dos pontinhos.
Encontrei aquela que está apaixonada e passou horas falando do mesmo assunto, esta adolescendo novamente, depois de sofrer de amor.
Encontrei com aquela que esta experimentando viver um novo amor e morre de medo, se puni, apesar do casamento ir mal ela acredita que pode recuperá-lo, ama o marido mas sua mente quer voar ,cansou da prisão.
Encontrei com as recentes e novatas balzaquianas, corpos sarados, mente ativa e hormônios em ebulição.
Encontrei com aquela que agora é de Jesus , graças a ele está feliz , tenho certeza que sim , não é que Jesus fez um bem danado pra ela, o visual está maravilhoso.
O mês de janeiro foi de sorrisos, suspiros e abraços, cheio de gotas de alegria,doei minha alma e coração, olhei nos olhos, deixei fluir a emoção , percebi que não perdi a paixão,matei o tempo , a saudade , Cronus o senhor do tempo nos devora, mas eu o enganei, fui mais rápida , ele não sabe que existe Janeiro.
O que sei é temos são apenas sentimentos, vontades, desejos e sonhos e dividi-los com as verdadeiras amigas é a melhor e mais válida terapia existente.
Viva Janeiro e que venha Julho.
quinta-feira, 18 de março de 2010
O espantalho e os girassóis.
Todos os anos aconteciam sempre o mesmo ritual, Vicente era retirado do celeiro, trocavam suas roupas, seu chapéu e o colocava de pé junto as plantações de girassóis. O sonho nascia.
Para Vicente era a melhor época do ano, seu sentimento era de alegria e proteção.
Ele amava o cheiro que o vento trazia, o formato das folhas e principalmente as cores daquelas plantas, poderia mais uma vez vê-los crescer, adorava a risada , a inocência, o choro e as hipóteses de vida que cada um tinha.
Vicente sentia reviver, tinha muito para ensinar e aprender com as belas flores amarelas.
Cada ano uma turma nova, cada ano um grupo para ensiná-lo a ter tolerância e amor.
Sua função era a proteção mas , além de protegê-las dos corvos ele as ensinavam a viver e ser, ensinavam a amar o vento, sorrir pra chuva, agradecer a terra.
Alguns eram imaturos desligados e pouco ouvia as fábulas que Vicente contava, outros se debruçavam e suas pétalas brilhavam entre uma história e outra, o tempo passava preguiçosamente.
Eram dias muito quentes, o sol era uma atração a parte, pois cada girassol teria que aprender a segui-lo sem deixar-se queimar.
O grande risco daquelas plantas na verdade na era o sol , eram os corvos, e estes eram sedutores demais .
Vicente tinha que ser habilidoso pra não deixar que seus protegidos fossem dominados pela oratória dos pássaros pretos, que prometiam o mundo e depois os devoravam, sempre um caminho sem volta.
Vicente muitas vezes teve que arriscar suas palhas.
Ele conta que certo dia, foi defender um lindo girassol apaixonado por um pássaro, a planta quase foi devorada, muitas de suas pétalas foram arrancadas e lançadas ao vento, ficaram cicatrizes profundas em caule e na alma do pequeno apaixonado.Outra história que Vicente gosta de contar , era de uma plantinha que recusava crescer , entrou neste caso a sabedoria do espantalho, que com carinho e atenção a convenceu que o mundo é bom e crescer é um processo natural.
Todo ano era assim, o espantalho permanecia vigilante até a florada dos girassóis, e na florada surgia a dança de uma coreografia ensaiada e cintilavam criando um quadro de perfeita harmonia , cintilavam um amarelo contagiante de vida.
Quando aproximava a colheita Vicente sabia que tinha cumprido a sua missão que lhe era imposta, mas que só lhe trazia prazer,vistos do alto da estaca onde ficava Vicente os girassóis faziam ondas ao vento. Ele sabia que aquelas plantas tinham de um pouco de espantalho também, levava o sorriso emprestado dos girassóis amigos e o no pensamento o amarelo brilhante, contagiante, almas que fomentam o nascer de mais um dia que traz amarelo.
Logo Vicente seria guardado no celeiro e ansioso esperaria a nova plantação de girassóis.
Bjos meus .
Neide Ponzoni
Para Vicente era a melhor época do ano, seu sentimento era de alegria e proteção.
Ele amava o cheiro que o vento trazia, o formato das folhas e principalmente as cores daquelas plantas, poderia mais uma vez vê-los crescer, adorava a risada , a inocência, o choro e as hipóteses de vida que cada um tinha.
Vicente sentia reviver, tinha muito para ensinar e aprender com as belas flores amarelas.
Cada ano uma turma nova, cada ano um grupo para ensiná-lo a ter tolerância e amor.
Sua função era a proteção mas , além de protegê-las dos corvos ele as ensinavam a viver e ser, ensinavam a amar o vento, sorrir pra chuva, agradecer a terra.
Alguns eram imaturos desligados e pouco ouvia as fábulas que Vicente contava, outros se debruçavam e suas pétalas brilhavam entre uma história e outra, o tempo passava preguiçosamente.
Eram dias muito quentes, o sol era uma atração a parte, pois cada girassol teria que aprender a segui-lo sem deixar-se queimar.
O grande risco daquelas plantas na verdade na era o sol , eram os corvos, e estes eram sedutores demais .
Vicente tinha que ser habilidoso pra não deixar que seus protegidos fossem dominados pela oratória dos pássaros pretos, que prometiam o mundo e depois os devoravam, sempre um caminho sem volta.
Vicente muitas vezes teve que arriscar suas palhas.
Ele conta que certo dia, foi defender um lindo girassol apaixonado por um pássaro, a planta quase foi devorada, muitas de suas pétalas foram arrancadas e lançadas ao vento, ficaram cicatrizes profundas em caule e na alma do pequeno apaixonado.Outra história que Vicente gosta de contar , era de uma plantinha que recusava crescer , entrou neste caso a sabedoria do espantalho, que com carinho e atenção a convenceu que o mundo é bom e crescer é um processo natural.
Todo ano era assim, o espantalho permanecia vigilante até a florada dos girassóis, e na florada surgia a dança de uma coreografia ensaiada e cintilavam criando um quadro de perfeita harmonia , cintilavam um amarelo contagiante de vida.
Quando aproximava a colheita Vicente sabia que tinha cumprido a sua missão que lhe era imposta, mas que só lhe trazia prazer,vistos do alto da estaca onde ficava Vicente os girassóis faziam ondas ao vento. Ele sabia que aquelas plantas tinham de um pouco de espantalho também, levava o sorriso emprestado dos girassóis amigos e o no pensamento o amarelo brilhante, contagiante, almas que fomentam o nascer de mais um dia que traz amarelo.
Logo Vicente seria guardado no celeiro e ansioso esperaria a nova plantação de girassóis.
Bjos meus .
Neide Ponzoni
sexta-feira, 12 de março de 2010
Recomeço.
Por que se casou? Ela sempre acordava com a mesma duvida.
Porque ele é um doce, companheiro, sensível, sempre ao lado dando apoio.
Depois de quatro anos, enfim, entraram na igreja.
Ela, de branco, ele, vestido de esperança.
Festa muito animadas todas as pessoas queridas lá dançando e felizes.
Ele, esfuziante; ela, bebendo, ele não bebia.
A vida a dois permanece um mistério até o primeiro dia de divisão de banheiro, de guarda -roupa, momento que funciona como um portal para uma dimensão paralela, a vida se enche de familiares, festas de criança, pagamentos de empregada, pasta apertada no lugar errado, tênis fora do lugar.
Isso é normal, já sabia ela, era segura, mas havia uma grande surpresa, tudo tremendamente monótono. Onde estavam aquelas cenas de filmes, das comédias românticas com suspiros e corpos suados.
Passaram-se 15 anos ......filhos não vieram , mas as conversas cada dia pareciam monólogos, não tinha mais o que falar.
Há seis meses, ele não usava mais aliança ficou larga tirou e tudo estava ajeitado, menos a vida. Clima calmo, ele via jogos na tv, ela filmes no DVD, conversar na cama antes de dormir viraram discussões infindáveis, sem solução todos os problemas jogados para baixo do tapete, esses começavam a fazer volume e provocar tropeços, quase tombos.
A maior ancora dentro de uma relação era o passado, uma relação que fora tão legal , acreditava que o já vivido seria a diferença e todos os problemas seriam resolvido com o tempo. Mas o tempo não resolve problemas ignorados; pobre de quem pensa que, ao virar o rosto, eles sumirão feito fumaça de cigarro. E a união de aparência tão sólida começou a rachar de dentro pra fora, começou a demolir. Continuava intacta para olhos menos atentos, mas a estrutura estava definitivamente condenada adestruição do sonho.
O problema é que ele a amava com um amor repleto de gratidão. Amor de irmão. Ele era tudo o que ela poderia querer, mas as noites traziam consigo a agonia da falta de tesão: qualquer outro provocava pensamentos inconfessáveis, exceto quem supostamente deveria causar. Ela gostava de estar ao lado dele, se sentia confortado e seguro, mas isso era uma chateação.
Ela prometeu fidelidade e devoção a alguém que deveria ter sido apenas seu ombro amigo - e fez isso pela mesma razão que faz tantas pessoas embarcarem (e se manterem) em relações frustrantes, falidas, mornas: medo de ficarem sozinhos.
Ela acorda , está de férias e sabe que sua vida tem que andar, pentea os cabelos pretos e longos, se olha no espelho não e mais uma menina, tem marcas no rosto .
Suspira, entra no quarto escolhe o vestido vermelho aquele que ela comprou para uma ocasião especial que nunca aconteceu. Se veste.
Pega maior mala que tem , ali coloca suas roupas preferidas , sapatos mais confortáveis, maiôs, chapéu, livros que esperam para serem lidos . Tudo pronto. Pensa na mãe e nas irmãs o que diriam????? Sai e bate a porta.
Entra no carro, pega a via expressa o vento refresca seu coração.
Ela está a caminho do mar , logo cruzaria para outro estado. Conheceria então o sul do país.
Sua vida vai mudar, ela sabe disto. O celular toca sem parar, ela manda mensagem
“ estou muito bem”. Ligo depois....... Sua vida passa diante do para -brisa e o velocímetro mostra a rapidez que é preciso seguir.
Ela sabe que toda mulher tem no seu íntimo uma magia própria de fazer acontecer, de dar um jeito, de fazer bem feito, ela faria.
Bjos Meus .
Neide Ponzoni
Por que se casou? Ela sempre acordava com a mesma duvida.
Porque ele é um doce, companheiro, sensível, sempre ao lado dando apoio.
Depois de quatro anos, enfim, entraram na igreja.
Ela, de branco, ele, vestido de esperança.
Festa muito animadas todas as pessoas queridas lá dançando e felizes.
Ele, esfuziante; ela, bebendo, ele não bebia.
A vida a dois permanece um mistério até o primeiro dia de divisão de banheiro, de guarda -roupa, momento que funciona como um portal para uma dimensão paralela, a vida se enche de familiares, festas de criança, pagamentos de empregada, pasta apertada no lugar errado, tênis fora do lugar.
Isso é normal, já sabia ela, era segura, mas havia uma grande surpresa, tudo tremendamente monótono. Onde estavam aquelas cenas de filmes, das comédias românticas com suspiros e corpos suados.
Passaram-se 15 anos ......filhos não vieram , mas as conversas cada dia pareciam monólogos, não tinha mais o que falar.
Há seis meses, ele não usava mais aliança ficou larga tirou e tudo estava ajeitado, menos a vida. Clima calmo, ele via jogos na tv, ela filmes no DVD, conversar na cama antes de dormir viraram discussões infindáveis, sem solução todos os problemas jogados para baixo do tapete, esses começavam a fazer volume e provocar tropeços, quase tombos.
A maior ancora dentro de uma relação era o passado, uma relação que fora tão legal , acreditava que o já vivido seria a diferença e todos os problemas seriam resolvido com o tempo. Mas o tempo não resolve problemas ignorados; pobre de quem pensa que, ao virar o rosto, eles sumirão feito fumaça de cigarro. E a união de aparência tão sólida começou a rachar de dentro pra fora, começou a demolir. Continuava intacta para olhos menos atentos, mas a estrutura estava definitivamente condenada adestruição do sonho.
O problema é que ele a amava com um amor repleto de gratidão. Amor de irmão. Ele era tudo o que ela poderia querer, mas as noites traziam consigo a agonia da falta de tesão: qualquer outro provocava pensamentos inconfessáveis, exceto quem supostamente deveria causar. Ela gostava de estar ao lado dele, se sentia confortado e seguro, mas isso era uma chateação.
Ela prometeu fidelidade e devoção a alguém que deveria ter sido apenas seu ombro amigo - e fez isso pela mesma razão que faz tantas pessoas embarcarem (e se manterem) em relações frustrantes, falidas, mornas: medo de ficarem sozinhos.
Ela acorda , está de férias e sabe que sua vida tem que andar, pentea os cabelos pretos e longos, se olha no espelho não e mais uma menina, tem marcas no rosto .
Suspira, entra no quarto escolhe o vestido vermelho aquele que ela comprou para uma ocasião especial que nunca aconteceu. Se veste.
Pega maior mala que tem , ali coloca suas roupas preferidas , sapatos mais confortáveis, maiôs, chapéu, livros que esperam para serem lidos . Tudo pronto. Pensa na mãe e nas irmãs o que diriam????? Sai e bate a porta.
Entra no carro, pega a via expressa o vento refresca seu coração.
Ela está a caminho do mar , logo cruzaria para outro estado. Conheceria então o sul do país.
Sua vida vai mudar, ela sabe disto. O celular toca sem parar, ela manda mensagem
“ estou muito bem”. Ligo depois....... Sua vida passa diante do para -brisa e o velocímetro mostra a rapidez que é preciso seguir.
Ela sabe que toda mulher tem no seu íntimo uma magia própria de fazer acontecer, de dar um jeito, de fazer bem feito, ela faria.
Bjos Meus .
Neide Ponzoni
A inteligência masculina.
Inteligência, para mim, é um tesão.
Hoje encontro com raríssimos exemplares de inteligência masculina. É uma delícia ser surpreendida por comentários sarcásticos, respostas inusitadas, ter uma visão diferenciada, vista pelos neurônios masculinos.
Gosto mais do que esta atrás do sorriso, do que dos tríceps e bíceps e os mais ípces que existentes no corpo, meu arquétipo de homem não tem músculos inclusos no pacote, gostos dos magrelas , sem bunda.
Ser inteligente não saber de cor e salteado o discurso de um famoso “qualquer”, recitá-lo para impressionar os ouvintes.
Um homem inteligente sabe muito bem que a alma tem nuances. E que mulher na TPM é para ser compreendida senão dá divórcio todo mês.
Um homem inteligente discorda sem brigar , se for preciso, briga, mas sem transformar a noite em uma longa disputa pela razão — ele sabe que, ninguém tem razão.
Adquirir cultura até dá pra conseguir na mesma encarnação, e com um pouco de vontade consegue, mas não adianta nada saber tudo sobre a obra de Picasso e não perceber que boteco com os amigos não é ambiente, nem hora, de exibir os conhecimentos artísticos, nem filosóficos .Que Picasso no boteco só dá pra fazer piada.
Não existe nada mais agradável do que uma pessoa cuja companhia é, mesmo depois de muito tempo, surpreendente, mesmo que seja com uma piada nova, não daquelas que depreciam, mas daquelas bobas sobre os pontinhos verdes, azuis que te faz rir, estou precisando desesperadamente de dar boas risadas.
Inteligência, para mim, é um tesão.
Hoje encontro com raríssimos exemplares de inteligência masculina. É uma delícia ser surpreendida por comentários sarcásticos, respostas inusitadas, ter uma visão diferenciada, vista pelos neurônios masculinos.
Gosto mais do que esta atrás do sorriso, do que dos tríceps e bíceps e os mais ípces que existentes no corpo, meu arquétipo de homem não tem músculos inclusos no pacote, gostos dos magrelas , sem bunda.
Ser inteligente não saber de cor e salteado o discurso de um famoso “qualquer”, recitá-lo para impressionar os ouvintes.
Um homem inteligente sabe muito bem que a alma tem nuances. E que mulher na TPM é para ser compreendida senão dá divórcio todo mês.
Um homem inteligente discorda sem brigar , se for preciso, briga, mas sem transformar a noite em uma longa disputa pela razão — ele sabe que, ninguém tem razão.
Adquirir cultura até dá pra conseguir na mesma encarnação, e com um pouco de vontade consegue, mas não adianta nada saber tudo sobre a obra de Picasso e não perceber que boteco com os amigos não é ambiente, nem hora, de exibir os conhecimentos artísticos, nem filosóficos .Que Picasso no boteco só dá pra fazer piada.
Não existe nada mais agradável do que uma pessoa cuja companhia é, mesmo depois de muito tempo, surpreendente, mesmo que seja com uma piada nova, não daquelas que depreciam, mas daquelas bobas sobre os pontinhos verdes, azuis que te faz rir, estou precisando desesperadamente de dar boas risadas.
Viver e morrer
.
Viver e morrer
Minha relação com o câncer e cheia de vitórias e fracassos.
Converso pouco e com poucos sobre isto, é meio mito a minha doença, às vezes acho que para poupar os que amo, às vezes penso que é para as pessoas não me olharem como alguém que pode morrer, engraçado é que todos correremos o risco de morte é a única certeza que temos.
Sabe eu tenho alguns acordos com Deus, na primeira cirurgia pedi que sobrevivesse para ver a minha filha ler Ele deixou, na segunda pedi que gostaria muito de ter outro filho, tive. Na terceira pedi que eu visse meu filho ler. Deus sempre me dá nova chance sabe que como professora eu mereço, mas porque estou falando disso parece tão triste desagradável para alguns, senti vontade e este ano vou realizar algumas vontades.
Hoje ao ver a Hebe uma personalidade, falando da sua doença eu conseguia, ver em seus olhos o que a doença pode trazer, alem da palidez e inchaço abdominal .
Ela falava pausadamente escolhendo as palavras que mais demonstrasse segurança ,otimismo, sorria para parecer natural, gente na verdade o câncer da um cagasso, medo da morte e eminente, você não sabe se vai conseguir se curar, apesar da evolução da medicina , não importando idade, dinheiro, cor, posição, crença. Não importando nada, o câncer é cruel, todos nos temos historias de pessoas queridas que perderam a batalha, eu mesma perdi em menos de dois anos um amor de amiga e um amor de irmão.
Eu ouço todo dia cada caso um é um caso.....lógico que sim, mas também ouço que o câncer é carma, só pessoas amarguradas e triste que o tem, que é preciso saber onde você está errando e um monte de coisas desagradáveis, meu Deus além de ter câncer ainda tem de ouvir que você é o culpado, que merda essa!
Não venha me falar que as dores são psicológicas, não haja com crueldade.
Muitos sabem tive câncer e luto ate hoje, tomo baldes de remédios que curam e matam ao mesmo tempo,sou como Damocles aquele da mitologia que ficava com uma espada presa por um fio de cabelo em cima da sua cabeça, sei que estou bem hoje, e isto me acalanta. A vida é maravilhosa, mesmo quando dolorida.
Alguns nem acreditava, ou dizem que tive um câncer benigno, oh santo Deus ! Se você se deprime é fraca se não se entrega é porque não assume a doença, às vezes não sabia nem como agir , chorei , revoltei, rezei, fiz promessa , cumpri algumas.
E punk gente ,é duro nada é tão assustador e doido, fiquei com dó da Hebe tão segura na sua fragilidade, maquiada, bonita, para mostrar que vai conseguir, não duvido disso , mas ela também vai chorar , perder cabelo, vomitar , vomitar , vomitar muito, vai engordar , vai emagrecer vai querer explicações, não vai acreditar nas explicações.
Eu sei disso .
Vai também fingir que está bem , que não esta doente ou sentirá doente demais.
Pensará na vida , pensará na sorte , pensará na morte, foi assim comigo.
Vai ler livros de auto ajuda, que só te culparão,tentará descobrir o tal segredo da cura, sairá para beber, vai querer fazer tudo que não fez.....e vai viver cada dia como se fosse o último....gastará demais .
Hoje eu rio com o câncer, sei que ele é forte, nossas brigas de braços são interessantes às vezes ele ganha me manda fazer cirurgias, repouso, deitar, depois levanto o ponho para correr e assim vamos, caminhando, cantando ...
Acho que a vida é um processo... É como subir uma montanha. Mesmo que no fim não se esteja tão forte fisicamente,mas a paisagem visualizada é melhor.
Se eu pudesse dizer algo para a Hebe eu diria , Mulher chegou a hora de mostrar para que você veio ao mundo,mostre seu lado luz e seu lado breu, sofra e sorria, ame tudo e todos como se houvesse amanhã mesmo sabendo que ele virá e tenha os amigos do lado sempre do seu lado.
Neide Ponzoni
Viver e morrer
Minha relação com o câncer e cheia de vitórias e fracassos.
Converso pouco e com poucos sobre isto, é meio mito a minha doença, às vezes acho que para poupar os que amo, às vezes penso que é para as pessoas não me olharem como alguém que pode morrer, engraçado é que todos correremos o risco de morte é a única certeza que temos.
Sabe eu tenho alguns acordos com Deus, na primeira cirurgia pedi que sobrevivesse para ver a minha filha ler Ele deixou, na segunda pedi que gostaria muito de ter outro filho, tive. Na terceira pedi que eu visse meu filho ler. Deus sempre me dá nova chance sabe que como professora eu mereço, mas porque estou falando disso parece tão triste desagradável para alguns, senti vontade e este ano vou realizar algumas vontades.
Hoje ao ver a Hebe uma personalidade, falando da sua doença eu conseguia, ver em seus olhos o que a doença pode trazer, alem da palidez e inchaço abdominal .
Ela falava pausadamente escolhendo as palavras que mais demonstrasse segurança ,otimismo, sorria para parecer natural, gente na verdade o câncer da um cagasso, medo da morte e eminente, você não sabe se vai conseguir se curar, apesar da evolução da medicina , não importando idade, dinheiro, cor, posição, crença. Não importando nada, o câncer é cruel, todos nos temos historias de pessoas queridas que perderam a batalha, eu mesma perdi em menos de dois anos um amor de amiga e um amor de irmão.
Eu ouço todo dia cada caso um é um caso.....lógico que sim, mas também ouço que o câncer é carma, só pessoas amarguradas e triste que o tem, que é preciso saber onde você está errando e um monte de coisas desagradáveis, meu Deus além de ter câncer ainda tem de ouvir que você é o culpado, que merda essa!
Não venha me falar que as dores são psicológicas, não haja com crueldade.
Muitos sabem tive câncer e luto ate hoje, tomo baldes de remédios que curam e matam ao mesmo tempo,sou como Damocles aquele da mitologia que ficava com uma espada presa por um fio de cabelo em cima da sua cabeça, sei que estou bem hoje, e isto me acalanta. A vida é maravilhosa, mesmo quando dolorida.
Alguns nem acreditava, ou dizem que tive um câncer benigno, oh santo Deus ! Se você se deprime é fraca se não se entrega é porque não assume a doença, às vezes não sabia nem como agir , chorei , revoltei, rezei, fiz promessa , cumpri algumas.
E punk gente ,é duro nada é tão assustador e doido, fiquei com dó da Hebe tão segura na sua fragilidade, maquiada, bonita, para mostrar que vai conseguir, não duvido disso , mas ela também vai chorar , perder cabelo, vomitar , vomitar , vomitar muito, vai engordar , vai emagrecer vai querer explicações, não vai acreditar nas explicações.
Eu sei disso .
Vai também fingir que está bem , que não esta doente ou sentirá doente demais.
Pensará na vida , pensará na sorte , pensará na morte, foi assim comigo.
Vai ler livros de auto ajuda, que só te culparão,tentará descobrir o tal segredo da cura, sairá para beber, vai querer fazer tudo que não fez.....e vai viver cada dia como se fosse o último....gastará demais .
Hoje eu rio com o câncer, sei que ele é forte, nossas brigas de braços são interessantes às vezes ele ganha me manda fazer cirurgias, repouso, deitar, depois levanto o ponho para correr e assim vamos, caminhando, cantando ...
Acho que a vida é um processo... É como subir uma montanha. Mesmo que no fim não se esteja tão forte fisicamente,mas a paisagem visualizada é melhor.
Se eu pudesse dizer algo para a Hebe eu diria , Mulher chegou a hora de mostrar para que você veio ao mundo,mostre seu lado luz e seu lado breu, sofra e sorria, ame tudo e todos como se houvesse amanhã mesmo sabendo que ele virá e tenha os amigos do lado sempre do seu lado.
Neide Ponzoni
Bem vindo fevereiro-2010
Bem vindo fevereiro-2010
Hoje eu acordei com minha filha me chamando.
Deus do seu perdi a hora!
Fui logo reclamando.
_ Calma , mamãe. Hoje eu vou te ajudar .
Atrasada você não está.
Suspirei aliviada.
As crianças estavam trocadas, lancheira arrumada, que bom!
Tudo bem organizado e os filhos ajuizados.
Foram para escola felizes e beijados.
Arrumei-me com esmero;
Primeiro dia de aula meus alunos mereciam.
Tenho tanto pra ensinar e apreender eu também quero.
Acreditem até a rua estava diferente
Todo lixo que provoca enchente
Da rua foi retirado e lá girassóis foram plantados.
Não foi minha surpresa um carro parou
Pra eu atravessar e também buzinou... tô bem na fita eu pensei.
Na escola eu cheguei,
Fazendo prece como sempre.
Todos os professores estavam contentes.
Compartilhando planos e sonhos ,
O governo até que em fim percebeu que somos gente;
E aumento digno nos deu e isso deixa a carreira atraente.
De repente o sinal eu ouço,
È a hora de ver os pequenos.....
O sinal estava diferente...
Acordei assustada era despertador.
A casa estava calma,
Dormiam ainda as crianças,
Mas levantei aminada , ainda resta muita esperança.
Hoje eu acordei com minha filha me chamando.
Deus do seu perdi a hora!
Fui logo reclamando.
_ Calma , mamãe. Hoje eu vou te ajudar .
Atrasada você não está.
Suspirei aliviada.
As crianças estavam trocadas, lancheira arrumada, que bom!
Tudo bem organizado e os filhos ajuizados.
Foram para escola felizes e beijados.
Arrumei-me com esmero;
Primeiro dia de aula meus alunos mereciam.
Tenho tanto pra ensinar e apreender eu também quero.
Acreditem até a rua estava diferente
Todo lixo que provoca enchente
Da rua foi retirado e lá girassóis foram plantados.
Não foi minha surpresa um carro parou
Pra eu atravessar e também buzinou... tô bem na fita eu pensei.
Na escola eu cheguei,
Fazendo prece como sempre.
Todos os professores estavam contentes.
Compartilhando planos e sonhos ,
O governo até que em fim percebeu que somos gente;
E aumento digno nos deu e isso deixa a carreira atraente.
De repente o sinal eu ouço,
È a hora de ver os pequenos.....
O sinal estava diferente...
Acordei assustada era despertador.
A casa estava calma,
Dormiam ainda as crianças,
Mas levantei aminada , ainda resta muita esperança.
As mulheres da minha vida.
As mulheres da minha vida.
Este título soa meio lésbico, mas na verdade minha vida é construída por mulheres, talvez por causa da profissão, oh lugar para ter mulher é na educação.
Hoje vou falar sobre elas, claro que tinha ser assim ,convivo e vivo com muitas.
Este texto a minha visão sobre vocês não vão ficar bravas ,te encontre aí....é uma brincadeira.. Eu te amo....
As primeiras amizades: Grenilda , Cleuza, Danda , Luciene , Dola , Rosa.
As primeiras amizades em São Paulo: Suzana e Vilma Caíres.
As “novatas” que conheci: karin, Sonia, Elaine, Antonia, Carmem, Maria do Carmo.
As que me ensinaram ser professora : Arimar, Luisa, Roseli Ribalta ( in memorian)
As que estão distantes: Danda ,Luciene , Dola, Rosana , Laís , Joelle (apesar de morar no meu bairro) , Arimar, Luisa, Tutae, Cecília Rogato,Andréia, Juliana.
As que estão muito perto: Silvânea, Nelma , Totonha , Neiva ,Claudia Limbert, Diná, Ângela.
A que partiu sem permissão: Roseli Ribalta ( in memorian)
As que me pedem juízo: Minha mãe, Nilda , Tutae,
As que querem que eu perca o juízo: Claudia Limbert, Ângela e Diná.
As me tratam como filha: Nilda, Cecília Rogato, Maria do Carmo , Tutae.
As que eu trato como filha: Giovanna (evidente), Karin, Nelma , Luciana .
As que me davam medo: .Marina, Madilu, Sonia Mara, Valdecira, Maria Helena.Passou viu.
As bocas sujas: Normalmente; Eliana Almeida , Givalda, Mônica , Gislene...e as demais quando estão de TPM.
As artistas: Rosana , Maiza, Maria Lúcia.
As muito intelectuais: Renata Ponzoni Claudia Limbert, Luisa ,Mônica, Dinéia, Marina Moraes, Edna Bonassi, Lurdinha, Rosana, Vanessa, Fabiana (amiga) .
A pagodeira: Monica, Ângela.
As sertanejas: Silvânea, Neiva, Soninha, Totonha, Nelma.
As roqueiras: Carol, Renata Ponzoni, Vanessa, Elba.
As guerreiras: Luciene , Dola. , Arimar, Luisa, Rosana , Silvânea, Nelma , Totonha , Neiva ,Claudia Limbert, Diná, Ângela, Dinéia , Joelle, Cecília Rogato Tutae, Karin, Luciana F., Eliana Almeida, Mônica , Gislene , Maria Lúcia., Marina Moraes, Edna Bonassi, Lurdinha, Soninha, Renata Ponzoni, Luciana , Nilda , Denise, Gislaine, Fernanda, Fabiana, Sonia Mara, Tânia, Valéria, Arlete, Patrícia, Elaine, Márcia, Sonia, Simone(psic), Ana Selma, Madilu, Sandra Ponzoni, Bia, Melly, Simone , Vera Ana, Elaine, Denise , Kelly, Rosa , Suzana , Vilma Caíres, Márcia , Tutae, Jussara, Denise, Maiza, Claudia Muuga, Maria Helena, Penha, Verinha, Gabriela Telo, Maria José Viana , Valeria Frezza Luciana (info), Elba ,Fabiana (amiga), Edna leite,Juliana, Iaura, Andréia.
As muito chiques: Dinéia, Fabiana, Maiza, Maria Lucia, Vilma Vanucci,
As que são gostosas: Fernanda, Kelly, karin , Nelma.
As que tímidas: Sonia, Fabiana, Suzana, Fátima Bonassi , Elizabel , Bia, Laís, Luciana(info), Fabiana (amiga), Flaviane.
As que peruas: Sonia Mara, Claudia Limbert, Nelma , Fernanda, Elaine, Juliana.
As que discretas: Maria Lúcia , Simone ( psic), Gislaine, Fabiana, Patrícia, Bia, Gabriela Telo, Maria José Viana, Andréia.
As palhaças: Nelma Melly, Monica, Gislene, Célia, Denise, Elaine.
As aposentadas: Dinéia, Maria Lucia, Vera Ana(= ou -), Maria Helena.
As briguentas: Claudia Limbert, Joelle, Vera Ana , Elaine, Jussara, Soninha, Gislene , Patrícia(cunhada).
As consumistas: todas são e adoram sapatos novos rsrsrrsrsrsr
As comunistas: Claudia Limbert, Verinha.
As que tem fé: Luciene , Dola. , Arimar, Luisa, Rosana , Silvânea, Nelma , Totonha , Neiva ,Claudia Limbert, Diná, Ângela, Dinéia , Joelle, Cecília Rogato Tutae, Karin, Luciana, Eliana Almeida, Mônica , Gislene , Maria Lúcia., Marina Moraes, Edna Bonassi, Lurdinha, Soninha, Renata Ponzoni, Luciana , Nilda , Denise, Gislaine, Gislene, Fernanda, Fabiana, Sonia Mara, Tânia, Valéria, Arlete, Patrícia, Elaine, Márcia, Sonia, Simone(psic), Ana Selma, Madilu, Sandra Ponzoni, Bia, Melly, Simone , Vera Ana, Elaine, Denise , Kelly, Rosa , Suzana , Vilma Caíres, Márcia , Jussara, Denise, Maiza,Maria Helena, Penha, Verinha, Gabriela, Maria José Viana, Valeria Frezza, Luciana(info), Célia, Fabiana (amiga), Flaviane, Vilma Vanucci,Tutae, Edna Leite, Juliana, Iaura.
As que estão se tornando mulheres: Amanda, Amanda(sobrinha), Vanessa, Carol e Giovanna.
Com que eu já briguei : Joelle,, Mônica, Gislene, Nelma, Neiva, Silvânea, Nilda, Claudia Limbert, Giovanna .
Para quem eu pedi perdão Joelle,, Monica, Gislene, Nelma, Neiva, Silvanea, Nilda, Giovanna ,
As “flex” oh!!!!!!!!!!!!!! claro que eu não ia escrever aqui....rsrsrsrsr
As inteligentes todas.... Giovanna ,Luciene , Dola. , Célia, Arimar, Luisa, Rosana , Silvânea, Nelma , Totonha , Neiva ,Claudia Limbert, Diná, Ângela, Dinéia , Joelle, Cecília Rogato Tutae, Karin, Luciana, Eliana Almeida, Mônica , Gislene , Maria Lúcia., Marina Moraes, Edna Bonassi, Lurdinha, Soninha, Renata Ponzoni, Luciana , Nilda , Denise, Gislaine, Fernanda, Fabiana, Sonia Mara, Tânia, Valéria, Arlete, Patrícia, Elaine, Márcia, Sonia, Simone(psic), Ana Selma, Madilu, Sandra Ponzoni, Bia, Melly, Simone , Vera Ana, Elaine, Denise , Kelly, Rosa , Suzana , Vilma Caíres, Márcia , Jussara, Denise, Maiza,Maria Helena, Penha, Verinha, Gabriela, Maria José Viana, Valeria Frezza, Luciana(info), Fabiana (amiga), Flaviane , Larissa, Vilma Vanucci, Edna Leite, Giovanna , Carol, Amanda, Amanda(sobrinha), Juliana, Iaura.
Bjos meus..... mulherada espero não ter esquecido ninguém.
Este título soa meio lésbico, mas na verdade minha vida é construída por mulheres, talvez por causa da profissão, oh lugar para ter mulher é na educação.
Hoje vou falar sobre elas, claro que tinha ser assim ,convivo e vivo com muitas.
Este texto a minha visão sobre vocês não vão ficar bravas ,te encontre aí....é uma brincadeira.. Eu te amo....
As primeiras amizades: Grenilda , Cleuza, Danda , Luciene , Dola , Rosa.
As primeiras amizades em São Paulo: Suzana e Vilma Caíres.
As “novatas” que conheci: karin, Sonia, Elaine, Antonia, Carmem, Maria do Carmo.
As que me ensinaram ser professora : Arimar, Luisa, Roseli Ribalta ( in memorian)
As que estão distantes: Danda ,Luciene , Dola, Rosana , Laís , Joelle (apesar de morar no meu bairro) , Arimar, Luisa, Tutae, Cecília Rogato,Andréia, Juliana.
As que estão muito perto: Silvânea, Nelma , Totonha , Neiva ,Claudia Limbert, Diná, Ângela.
A que partiu sem permissão: Roseli Ribalta ( in memorian)
As que me pedem juízo: Minha mãe, Nilda , Tutae,
As que querem que eu perca o juízo: Claudia Limbert, Ângela e Diná.
As me tratam como filha: Nilda, Cecília Rogato, Maria do Carmo , Tutae.
As que eu trato como filha: Giovanna (evidente), Karin, Nelma , Luciana .
As que me davam medo: .Marina, Madilu, Sonia Mara, Valdecira, Maria Helena.Passou viu.
As bocas sujas: Normalmente; Eliana Almeida , Givalda, Mônica , Gislene...e as demais quando estão de TPM.
As artistas: Rosana , Maiza, Maria Lúcia.
As muito intelectuais: Renata Ponzoni Claudia Limbert, Luisa ,Mônica, Dinéia, Marina Moraes, Edna Bonassi, Lurdinha, Rosana, Vanessa, Fabiana (amiga) .
A pagodeira: Monica, Ângela.
As sertanejas: Silvânea, Neiva, Soninha, Totonha, Nelma.
As roqueiras: Carol, Renata Ponzoni, Vanessa, Elba.
As guerreiras: Luciene , Dola. , Arimar, Luisa, Rosana , Silvânea, Nelma , Totonha , Neiva ,Claudia Limbert, Diná, Ângela, Dinéia , Joelle, Cecília Rogato Tutae, Karin, Luciana F., Eliana Almeida, Mônica , Gislene , Maria Lúcia., Marina Moraes, Edna Bonassi, Lurdinha, Soninha, Renata Ponzoni, Luciana , Nilda , Denise, Gislaine, Fernanda, Fabiana, Sonia Mara, Tânia, Valéria, Arlete, Patrícia, Elaine, Márcia, Sonia, Simone(psic), Ana Selma, Madilu, Sandra Ponzoni, Bia, Melly, Simone , Vera Ana, Elaine, Denise , Kelly, Rosa , Suzana , Vilma Caíres, Márcia , Tutae, Jussara, Denise, Maiza, Claudia Muuga, Maria Helena, Penha, Verinha, Gabriela Telo, Maria José Viana , Valeria Frezza Luciana (info), Elba ,Fabiana (amiga), Edna leite,Juliana, Iaura, Andréia.
As muito chiques: Dinéia, Fabiana, Maiza, Maria Lucia, Vilma Vanucci,
As que são gostosas: Fernanda, Kelly, karin , Nelma.
As que tímidas: Sonia, Fabiana, Suzana, Fátima Bonassi , Elizabel , Bia, Laís, Luciana(info), Fabiana (amiga), Flaviane.
As que peruas: Sonia Mara, Claudia Limbert, Nelma , Fernanda, Elaine, Juliana.
As que discretas: Maria Lúcia , Simone ( psic), Gislaine, Fabiana, Patrícia, Bia, Gabriela Telo, Maria José Viana, Andréia.
As palhaças: Nelma Melly, Monica, Gislene, Célia, Denise, Elaine.
As aposentadas: Dinéia, Maria Lucia, Vera Ana(= ou -), Maria Helena.
As briguentas: Claudia Limbert, Joelle, Vera Ana , Elaine, Jussara, Soninha, Gislene , Patrícia(cunhada).
As consumistas: todas são e adoram sapatos novos rsrsrrsrsrsr
As comunistas: Claudia Limbert, Verinha.
As que tem fé: Luciene , Dola. , Arimar, Luisa, Rosana , Silvânea, Nelma , Totonha , Neiva ,Claudia Limbert, Diná, Ângela, Dinéia , Joelle, Cecília Rogato Tutae, Karin, Luciana, Eliana Almeida, Mônica , Gislene , Maria Lúcia., Marina Moraes, Edna Bonassi, Lurdinha, Soninha, Renata Ponzoni, Luciana , Nilda , Denise, Gislaine, Gislene, Fernanda, Fabiana, Sonia Mara, Tânia, Valéria, Arlete, Patrícia, Elaine, Márcia, Sonia, Simone(psic), Ana Selma, Madilu, Sandra Ponzoni, Bia, Melly, Simone , Vera Ana, Elaine, Denise , Kelly, Rosa , Suzana , Vilma Caíres, Márcia , Jussara, Denise, Maiza,Maria Helena, Penha, Verinha, Gabriela, Maria José Viana, Valeria Frezza, Luciana(info), Célia, Fabiana (amiga), Flaviane, Vilma Vanucci,Tutae, Edna Leite, Juliana, Iaura.
As que estão se tornando mulheres: Amanda, Amanda(sobrinha), Vanessa, Carol e Giovanna.
Com que eu já briguei : Joelle,, Mônica, Gislene, Nelma, Neiva, Silvânea, Nilda, Claudia Limbert, Giovanna .
Para quem eu pedi perdão Joelle,, Monica, Gislene, Nelma, Neiva, Silvanea, Nilda, Giovanna ,
As “flex” oh!!!!!!!!!!!!!! claro que eu não ia escrever aqui....rsrsrsrsr
As inteligentes todas.... Giovanna ,Luciene , Dola. , Célia, Arimar, Luisa, Rosana , Silvânea, Nelma , Totonha , Neiva ,Claudia Limbert, Diná, Ângela, Dinéia , Joelle, Cecília Rogato Tutae, Karin, Luciana, Eliana Almeida, Mônica , Gislene , Maria Lúcia., Marina Moraes, Edna Bonassi, Lurdinha, Soninha, Renata Ponzoni, Luciana , Nilda , Denise, Gislaine, Fernanda, Fabiana, Sonia Mara, Tânia, Valéria, Arlete, Patrícia, Elaine, Márcia, Sonia, Simone(psic), Ana Selma, Madilu, Sandra Ponzoni, Bia, Melly, Simone , Vera Ana, Elaine, Denise , Kelly, Rosa , Suzana , Vilma Caíres, Márcia , Jussara, Denise, Maiza,Maria Helena, Penha, Verinha, Gabriela, Maria José Viana, Valeria Frezza, Luciana(info), Fabiana (amiga), Flaviane , Larissa, Vilma Vanucci, Edna Leite, Giovanna , Carol, Amanda, Amanda(sobrinha), Juliana, Iaura.
Bjos meus..... mulherada espero não ter esquecido ninguém.
Amigas... e a fase dos novos namorados.
Tenho algumas amigas que estão separadas, outras me dizem serem largadas. È uma fase nova para elas e para mim também.
Outro dia uma me liga, convidando para beber, ela precisa conversar, se eu bebesse o tanto que o povo me chama teria cirrose, mas pedido de amiga a gente atende e pronto.
Marcamos o “happy hours”, claro pedi que não se atrasasse, pois tenho filhos pequenos e tenho que chegar em casa às 20:00.
Com alguns 40 minutos de atraso chega ela, a Cris, com alguém dirigindo seu carro. Pensei que fossem uns dos filhos, mas não era. Cris me apresentou como o “bebê”, instrutor de “y. essence”, pensei que diabo era “y. essence” , mas não é que o garoto tinha mesmo cara de bebê.
Cumprimentos trocados, perguntei onde iríamos, Cris me disse que mostraria um barzinho super legal que o bebê a levou anteriormente, fomos.
O barzinho era bem aconchegante, e dava pra ver a represa e o por do sol lindo acontecia. Mas o cardápio......procurei algo substancioso depois de 12 hs de trabalho eu merecia comer , não tinha nada, era tudo light.
Cris e o bebê pediram salada primavera e suco de clorofila, e eu um lanchinho de peito de peru com queijo branco, nem chope tinha naquele lugar, vinho então nem pensar, olhei pra Cris e ela sorriu.
_ TÔ de dieta ...
-AHHHH, respondi.
Tentei iniciar conversar com o bebê, mas primeiro perguntei o nome dele é lógico não poderia chamá-lo de bebê, pois é assim que meu filho.
_ O que é mesmo “y.essence????
-É uma modalidade de yoga com alongamento trabalha o corpo e alma , com técnicas de equilíbrio para trazer a essência humana que cada um tem e blá , blá, blá...e fazer exercícios , correr , malhar era importantíssimo e eu já nem ouvia o que cara estava falando. A Cris hipnotizada balançava a cabeça concordando com tudo, trocando carinhos e falando tudo no diminutivo com o bebê
_ Não é legal ???/ Perguntou-me o Otávio.
_Ah, muito.
_ Viu Neide a Cris está linda, emagreceu, rejuvenesceu, está mais feliz.
_É....
_ Por que você não vem fazer também????? Perguntou a Cris.
-Isso mesmo você vai adorar, disse o bebê.
-Respondi meio grosseira, acho que eu não .... fiquei irritada na cara dura ela me chamava de gorda . Não meu tecido adiposo é pesado de mais para yoga , conclui.
_Não ...não disse Otávio, você pode usar um tecido leve nos exercícios.
_Ahhhhhhhhhhhh.....
A Cris disconversou, mudamos de assunto. Que assunto falar com um cara de 21anos, como foi sua prova do ENEM???
O tempo passou, minha hora deu pedi a conta , mais antes fui ao banheiro com a Cris e ela toda animada com o garoto dizia que a tratava como rainha, nada parecido com o ex, que ele era espiritualizado etc e tal , e me perguntou o que eu achei dele?
Respondi, novo .Cris me fuzilou .
-Logo você Neide, eu sei que você acha meninos bonitos.
_ Que menimos??/ Eu acho mesmo que os meninos de 19 a 23 anos ficam bonitos , mas namorar , ah não tenho corpo nem alma para isso.Cris se chateou.
Olhei para Cris e perguntei:
-Você está feliz ? É isso que você quer?
-Estou tentado ser feliz.....respondeu ela.
_Então tudo bem Cris, você me pegou de surpresa, não sabia que estava namorando. Vou ser gentil com o bebê .Se você está bem, eu fico bem.
Abracei a Cris com força....e voltamos a mesa.
Me despedi e deixei o casalzinho nos chamegos e beijinhos.
Um mês depois me liga Cris, chateadíssima , choramingando ....eu larguei o bebê!!!!!!
_O que largou de beber???? Você nem bebe tanto assim , respondi.
_ Não, Neide larguei o bebê o Otávio meu instrutor de “y. essence”.
- Por que ? Não tava tudo tão bem. Só faz um mês que vi vocês cheios de amor.
- É , ele saia com outras...
- Ah esses homens , não importa a idade....
Calma disse eu a Cris logo, logo você conhecer alguém da nossa idade...assim na faixa dos 35 a 40 anos.
_ Cris berra do outro lado. Homens nessa idade só querem ninfetas e lolitas.....não mulheres como nós.
_AAAAAAAAAAAhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.
Convido Cris para sair só desta vez quero ir para o buteco tomar chope e comer calabresa , ter discussões políticas , filosóficas e pedagógicas...de imediato ela aceita.
Essas minhas amigas..... e seus novos amores.
Outro dia uma me liga, convidando para beber, ela precisa conversar, se eu bebesse o tanto que o povo me chama teria cirrose, mas pedido de amiga a gente atende e pronto.
Marcamos o “happy hours”, claro pedi que não se atrasasse, pois tenho filhos pequenos e tenho que chegar em casa às 20:00.
Com alguns 40 minutos de atraso chega ela, a Cris, com alguém dirigindo seu carro. Pensei que fossem uns dos filhos, mas não era. Cris me apresentou como o “bebê”, instrutor de “y. essence”, pensei que diabo era “y. essence” , mas não é que o garoto tinha mesmo cara de bebê.
Cumprimentos trocados, perguntei onde iríamos, Cris me disse que mostraria um barzinho super legal que o bebê a levou anteriormente, fomos.
O barzinho era bem aconchegante, e dava pra ver a represa e o por do sol lindo acontecia. Mas o cardápio......procurei algo substancioso depois de 12 hs de trabalho eu merecia comer , não tinha nada, era tudo light.
Cris e o bebê pediram salada primavera e suco de clorofila, e eu um lanchinho de peito de peru com queijo branco, nem chope tinha naquele lugar, vinho então nem pensar, olhei pra Cris e ela sorriu.
_ TÔ de dieta ...
-AHHHH, respondi.
Tentei iniciar conversar com o bebê, mas primeiro perguntei o nome dele é lógico não poderia chamá-lo de bebê, pois é assim que meu filho.
_ O que é mesmo “y.essence????
-É uma modalidade de yoga com alongamento trabalha o corpo e alma , com técnicas de equilíbrio para trazer a essência humana que cada um tem e blá , blá, blá...e fazer exercícios , correr , malhar era importantíssimo e eu já nem ouvia o que cara estava falando. A Cris hipnotizada balançava a cabeça concordando com tudo, trocando carinhos e falando tudo no diminutivo com o bebê
_ Não é legal ???/ Perguntou-me o Otávio.
_Ah, muito.
_ Viu Neide a Cris está linda, emagreceu, rejuvenesceu, está mais feliz.
_É....
_ Por que você não vem fazer também????? Perguntou a Cris.
-Isso mesmo você vai adorar, disse o bebê.
-Respondi meio grosseira, acho que eu não .... fiquei irritada na cara dura ela me chamava de gorda . Não meu tecido adiposo é pesado de mais para yoga , conclui.
_Não ...não disse Otávio, você pode usar um tecido leve nos exercícios.
_Ahhhhhhhhhhhh.....
A Cris disconversou, mudamos de assunto. Que assunto falar com um cara de 21anos, como foi sua prova do ENEM???
O tempo passou, minha hora deu pedi a conta , mais antes fui ao banheiro com a Cris e ela toda animada com o garoto dizia que a tratava como rainha, nada parecido com o ex, que ele era espiritualizado etc e tal , e me perguntou o que eu achei dele?
Respondi, novo .Cris me fuzilou .
-Logo você Neide, eu sei que você acha meninos bonitos.
_ Que menimos??/ Eu acho mesmo que os meninos de 19 a 23 anos ficam bonitos , mas namorar , ah não tenho corpo nem alma para isso.Cris se chateou.
Olhei para Cris e perguntei:
-Você está feliz ? É isso que você quer?
-Estou tentado ser feliz.....respondeu ela.
_Então tudo bem Cris, você me pegou de surpresa, não sabia que estava namorando. Vou ser gentil com o bebê .Se você está bem, eu fico bem.
Abracei a Cris com força....e voltamos a mesa.
Me despedi e deixei o casalzinho nos chamegos e beijinhos.
Um mês depois me liga Cris, chateadíssima , choramingando ....eu larguei o bebê!!!!!!
_O que largou de beber???? Você nem bebe tanto assim , respondi.
_ Não, Neide larguei o bebê o Otávio meu instrutor de “y. essence”.
- Por que ? Não tava tudo tão bem. Só faz um mês que vi vocês cheios de amor.
- É , ele saia com outras...
- Ah esses homens , não importa a idade....
Calma disse eu a Cris logo, logo você conhecer alguém da nossa idade...assim na faixa dos 35 a 40 anos.
_ Cris berra do outro lado. Homens nessa idade só querem ninfetas e lolitas.....não mulheres como nós.
_AAAAAAAAAAAhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.
Convido Cris para sair só desta vez quero ir para o buteco tomar chope e comer calabresa , ter discussões políticas , filosóficas e pedagógicas...de imediato ela aceita.
Essas minhas amigas..... e seus novos amores.
Janeiro , épocas de mangas.
Janeiro época de mangas .... é a fruta que mais me lembra infância .
Quando éramos crianças tínhamos três pontos de pegar manga, melhor de roubar mangas. Quem nunca roubou mangas não sabem o verdadeiro sabor delas.
Um ponto bom era as mangueiras perto do olaria do meu pai. O dono das mangueiras preferia deixá-las para os porcos ou que fossem levadas pela cheia do ribeirão, do que deixar para gente, mais eram doces estavam lá esperando para ser pegas por um de nós. Nunca entrávamos em bando para não deixar os cachorros nos ver, um corajoso ia na frente e pegava pros outros, revezávamos, trabalho de equipe.
Quando um dos cães nos via era perna pra quem te quero, pular cerca ou passar debaixo de arame farpado era fácil quando eu tinha 10 anos, agora nem cerca eu pulo, literalmente.
Outras mangueiras visitas por eram as da dona Guiomar, muito perto de casa por isso tínhamos que ser espertíssimos, senão a reclamação chegaria em casa antes de nós. Nosso truque era o seguinte, juntamos moedas e batíamos na porta da senhora para “comprar” mangas. Então ela com toda sua gordura , deixava um entrar para apanhar as mangas que o dinheiro podia pagar, mas enquanto isso os outros estavam no fundo com uma “pequena” sacola. Comprávamos meia dúzia e levávamos muitassssss na sacola. Acho que a velha senhora desconfia ou até sabia da nossa arte...
Outro lugar com mangas especiais era da fábrica de queijo. Lá era mais difícil, tinha que ser estrategista, esperar o fim do turno, despistar o velho gordo guarda e ainda tinha uma cerca de lanças,nada que quatro crianças não pulasse com destreza .
Ahhh..... aquelas mangas.... foram muitas as vezes que entramos e saimos ilesos, lambuzados de lá.
Claro que uma vez meu irmão ficou preso na lança ...mas nada que muitos pontos não curasse. Em casa depois apanhamos e juramos que nunca mais voltaríamos lá ... naquela semana não , é claro.
Este mês passei perto da fábrica de queijo, esta em ruínas e mangueiras lá estavam... pude até sentir o cheiro das mangas , agora seria mais fácil pegá-las não tinha mas guardas nem cerca com lança....mas substituir minhas memórias isso não valeria apena.
Quando éramos crianças tínhamos três pontos de pegar manga, melhor de roubar mangas. Quem nunca roubou mangas não sabem o verdadeiro sabor delas.
Um ponto bom era as mangueiras perto do olaria do meu pai. O dono das mangueiras preferia deixá-las para os porcos ou que fossem levadas pela cheia do ribeirão, do que deixar para gente, mais eram doces estavam lá esperando para ser pegas por um de nós. Nunca entrávamos em bando para não deixar os cachorros nos ver, um corajoso ia na frente e pegava pros outros, revezávamos, trabalho de equipe.
Quando um dos cães nos via era perna pra quem te quero, pular cerca ou passar debaixo de arame farpado era fácil quando eu tinha 10 anos, agora nem cerca eu pulo, literalmente.
Outras mangueiras visitas por eram as da dona Guiomar, muito perto de casa por isso tínhamos que ser espertíssimos, senão a reclamação chegaria em casa antes de nós. Nosso truque era o seguinte, juntamos moedas e batíamos na porta da senhora para “comprar” mangas. Então ela com toda sua gordura , deixava um entrar para apanhar as mangas que o dinheiro podia pagar, mas enquanto isso os outros estavam no fundo com uma “pequena” sacola. Comprávamos meia dúzia e levávamos muitassssss na sacola. Acho que a velha senhora desconfia ou até sabia da nossa arte...
Outro lugar com mangas especiais era da fábrica de queijo. Lá era mais difícil, tinha que ser estrategista, esperar o fim do turno, despistar o velho gordo guarda e ainda tinha uma cerca de lanças,nada que quatro crianças não pulasse com destreza .
Ahhh..... aquelas mangas.... foram muitas as vezes que entramos e saimos ilesos, lambuzados de lá.
Claro que uma vez meu irmão ficou preso na lança ...mas nada que muitos pontos não curasse. Em casa depois apanhamos e juramos que nunca mais voltaríamos lá ... naquela semana não , é claro.
Este mês passei perto da fábrica de queijo, esta em ruínas e mangueiras lá estavam... pude até sentir o cheiro das mangas , agora seria mais fácil pegá-las não tinha mas guardas nem cerca com lança....mas substituir minhas memórias isso não valeria apena.
Eu?
Eu?
Eu posso ser um monte de coisa depende de como você me vê, posso ser brisa ou tempestade, dizia Clarisse.
Para minha mãe eu sou a Neidinha, pois é acreditem, Neidiinha! Para o meu Pai, eu sou simplesmente filha do meio, meio estranha ...ás vezes o pego olhando para mim tentando me entender.
Para minhas irmãs , ah sou eu sou irmã para qualquer hora fico sempre do lado delas contra quem for; bato , apanho ,choro, rio, para irmãos sou mais umas das irmãs, eles saem perdendo .
Para meus amigos eu sou a Neidoca , a louca , a 13, sabem tomo remédio controlado, tarja preta, a desequilibrada ...
Eu tento ser uma boa amiga, dou conselhos,os faço rirem das minhas desgraças para que percebam que as deles não são tão ruins...
Eu falo muito, sou prolixa, mas sou uma boa ouvinte, gosto de ouvi-los. Sempre ofereço um ombro amigo ,choro junto, brigo , luto com eles e por eles . Ah ! choro tomando banho...quando sinto saudades.
Alguns deles acham que eu sou inteligente , a gênia e sua salvação nos concursos ...Para outros sou uma ociosa que não entrego o trabalho em dia, deixo tudo para ultima hora, sou brasileira. Para outros sou uma alcoólatra vivem me chamando para beber , para outros sou a salvação e para outros a perdição, mas creio que no geral sou querida pelos bons amigos que tenho!
Para meu chefe se é que eu tenho isso eu sou a louca, minha chefia imediata me olha como se eu fosse um ET.
Sou o desassossego de uns que me olham torto porque gosto de trabalhar, sendo mais especifica sou praticamente uma viciada em aluno kkkk Sou professora por opção, gosto disso.
Na geral me dou bem... gosto da muvuca....mas posso ser uma lady , a culta e tal.
Bom eu não tenho inimigos, não odeio ninguém em potencial. Sério não odeio ninguém, isso foi coisa da adolescência comunista...
Ninguém consegue me incomodar o suficiente para isso, de veras sou tonta de mais para isso.
Não sei que tem pessoas que me odeiam, penso que elas não teriam tantos motivos para chegar a tal sentimento.Me sinto estranha por despertar algum sentimento negativo, já fui vitima de fofocas inimagináveis, sofri depois analisei a situação e percebi que a pessoa queria algo que eu nem possuía , era muito tonta essa cara, mas nada posso fazer quanto a isso, a inveja existe e ela é inevitável, a não ser que eu fosse uma fracassada, ás vezes eu sou interessante.
Para meu marido, eu sou um monte de coisa, com muito tecido adiposo , meio gorda rsrsrs e uma cabeça grande...rs. Sou a nega quando ele está de bem comigo , sou uma tranquera quando ele está de mal.... e ele fica de mal á toa só porque perco documentos , fico doida com boletos , aqui em casa tem um duende louco por boletos e chaves ele esconde tudo...só para eu ficar mal na fita... Parece que sou desorganizada que coisa... sou pisciana rs.Bom na verdade eu sou a Nega do Marcelo, e ele é .... bem ele é . Eu sou alguém que o faz passar um pouquinho de vergonha , falo alto, palavrões xingo a mãe, mas sou a mulher linda (quando ele esta de bom humor...de muito bom humor na verdade!).
Para mim ele é alguém muito especial que me faz a mulher mais feliz do mundo, por ter me dado dois filhos lindos, não que ele seja o reprodutor ou coisa assim ... ele foi escolhido por causa dos olhos verdes.rs.
Eu posso ser um monte de coisa depende de como você me vê, posso ser brisa ou tempestade, dizia Clarisse.
Para minha mãe eu sou a Neidinha, pois é acreditem, Neidiinha! Para o meu Pai, eu sou simplesmente filha do meio, meio estranha ...ás vezes o pego olhando para mim tentando me entender.
Para minhas irmãs , ah sou eu sou irmã para qualquer hora fico sempre do lado delas contra quem for; bato , apanho ,choro, rio, para irmãos sou mais umas das irmãs, eles saem perdendo .
Para meus amigos eu sou a Neidoca , a louca , a 13, sabem tomo remédio controlado, tarja preta, a desequilibrada ...
Eu tento ser uma boa amiga, dou conselhos,os faço rirem das minhas desgraças para que percebam que as deles não são tão ruins...
Eu falo muito, sou prolixa, mas sou uma boa ouvinte, gosto de ouvi-los. Sempre ofereço um ombro amigo ,choro junto, brigo , luto com eles e por eles . Ah ! choro tomando banho...quando sinto saudades.
Alguns deles acham que eu sou inteligente , a gênia e sua salvação nos concursos ...Para outros sou uma ociosa que não entrego o trabalho em dia, deixo tudo para ultima hora, sou brasileira. Para outros sou uma alcoólatra vivem me chamando para beber , para outros sou a salvação e para outros a perdição, mas creio que no geral sou querida pelos bons amigos que tenho!
Para meu chefe se é que eu tenho isso eu sou a louca, minha chefia imediata me olha como se eu fosse um ET.
Sou o desassossego de uns que me olham torto porque gosto de trabalhar, sendo mais especifica sou praticamente uma viciada em aluno kkkk Sou professora por opção, gosto disso.
Na geral me dou bem... gosto da muvuca....mas posso ser uma lady , a culta e tal.
Bom eu não tenho inimigos, não odeio ninguém em potencial. Sério não odeio ninguém, isso foi coisa da adolescência comunista...
Ninguém consegue me incomodar o suficiente para isso, de veras sou tonta de mais para isso.
Não sei que tem pessoas que me odeiam, penso que elas não teriam tantos motivos para chegar a tal sentimento.Me sinto estranha por despertar algum sentimento negativo, já fui vitima de fofocas inimagináveis, sofri depois analisei a situação e percebi que a pessoa queria algo que eu nem possuía , era muito tonta essa cara, mas nada posso fazer quanto a isso, a inveja existe e ela é inevitável, a não ser que eu fosse uma fracassada, ás vezes eu sou interessante.
Para meu marido, eu sou um monte de coisa, com muito tecido adiposo , meio gorda rsrsrs e uma cabeça grande...rs. Sou a nega quando ele está de bem comigo , sou uma tranquera quando ele está de mal.... e ele fica de mal á toa só porque perco documentos , fico doida com boletos , aqui em casa tem um duende louco por boletos e chaves ele esconde tudo...só para eu ficar mal na fita... Parece que sou desorganizada que coisa... sou pisciana rs.Bom na verdade eu sou a Nega do Marcelo, e ele é .... bem ele é . Eu sou alguém que o faz passar um pouquinho de vergonha , falo alto, palavrões xingo a mãe, mas sou a mulher linda (quando ele esta de bom humor...de muito bom humor na verdade!).
Para mim ele é alguém muito especial que me faz a mulher mais feliz do mundo, por ter me dado dois filhos lindos, não que ele seja o reprodutor ou coisa assim ... ele foi escolhido por causa dos olhos verdes.rs.
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