sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Clarice no onibus ....


Hoje passei algumas horas  no ônibus, mobilidade em São Paulo me faz perder muito tempo mas,  hoje revisitei Clarice ...
Guimarães Rosa ( meu DIVO)  que perdoe , mas hoje eu estou com Clarice .
Quem me apresentou Clarice foi um professor de colegial que exigia pro vestibular.
O livro era  A hora da estrela .Eu li e me senti burra , não entendi porque Macabéia não poderia ter um final feliz.  Foi então depois de muito ler,  percebi que eu queria que Clarice fosse igual aos outros com finais iguais aos outros . Ai veio a Clarice e me dilacerou. E eu mesma matei Macabéia .  
Sinto que Clarice me permite ser inadequada , de modo que quando a leio estou lá , querendo me afastar das explicações , das nuances da normalidade  da forca que me arrasta pra um cotidiano rotineiro.
A Clarice  devo uma alegria e espanto. A mulher dos paradoxos e antíteses. Nada e só uma coisa . Ela me alivia , me liberta .
Clarice me fez descobrir o mundo por dentro , não querer o mundo que se perde na superfície. Ela harmoniza minha rara felicidade com a minha breve tristeza e me tornar uma lúcida sensível  que aprendeu a sorrir sozinha .
Bjos meus .
Neide Ponzoni


sexta-feira, 15 de agosto de 2014


 
Se no lugar de nuvens carregadas, o sol.
Se no lugar da ausência as tuas mãos.
Se no lugar dos lençóis, o teu corpo.
Talvez no lugar da distância, a tua presença...
Quem sabe assim as horas não se arrastassem tão devagar, nem eu sentisse os braços tão vazios e a alma desamparada.
Talvez no lugar do nada, o tudo...
 Quem sabe assim não te sentisse a falta... e o silêncio fosse preenchido com a tua voz.
Se no lugar da saudade...você .