quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Entre Quentin Tarantino e Lar von Trier

 Então sou essa câmera dividida.

Eu sou intensidade em dois ritmos.

Há em mim  algo de Quentin Tarantino não no exagero vazio, mas na energia que não passo despercebida.Meu pensamento é rápido, palavras têm lâmina. Quando decido sentir, sinto inteiro. Quando reajo, é verdadeiro. Existe emm mim  uma coragem quase estética de não viver morno. Transformo  conflito em movimento. Dor em combustível. Caos em narrativa.

Mas também há  algo profundamente ligado a Lars von Trier.

Penso  demais. Observo demais.                          Permaneço em sentimentos que outros evitariam. Sou  intensidade não é só externo é interno, silencioso , reflexiva. Revisiti cenas  na mente. Analiso gestos, palavras, silêncios. Quando algo dói, não fujo imediatamente encaro , choro tambem . E isso exige força.

Sou contraste.

Por fora, posso parecer firme, até impenetrável.

Por dentro, existe profundidade, questionamento, vulnerabilidade que mostro para poucos.

Não vivo em superfície.

Ou é tudo, ou não é nada.E quando vou … posso estar com corpo ali porém a alma em outro lugar .

Não sei ser raso. Não sei  fingir indiferença por muito tempo.

Explodo quando necessário. E me recolho quando preciso entender o que estou sentindo.

E há abismo em mim 

E o mais interessante?

Esses dois lados não brigam eles me tornam complexa 

Eu não é exagero.sou minimalista . 

Sou intensidade consciente.

Se quiser, posso ir fundo , conheça  as sombras e minha luz depois diga se gosta . Neide Ponzoni

Nenhum comentário:

Postar um comentário