quinta-feira, 28 de julho de 2022

Saudade R

 Hoje estive num lugar que uma vez  nos vemos ...Esperei que as horas dormissem para que houvesse mais tempo para eu sentir. E  a melhor sensação pra vestir hoje foi aquela que queima de frio .Não há alegria no peito, e pela janela via estrelas tristes . Qual delas seria você ( concepção infantil ) de imaginar quem parte  vira estrela  . Não entendo essa coisa besta . As palavras melancólicas soavam em minha mente , é o tom do grito  em desarmonia e  com a tristeza da saudade de você. Poderíamos estar aqui conversando e no lugar disso escrevo  a falta que me faz .A poesia se lança lânguida e desanimada : um olhar sem flerte. Nenhuma razão se faz aqui. Despedida pra quê ? Que merda . 

Tento recortar uma paisagem mais gentil que fosse equivalente à alegria, e um céu tão azul aconteceu um dia que tivemos juntos . Mas o céu agora a noite é negro com poucas estrelas  . Talvez quando a calmaria chegar eu consiga vê-lo colorido em azul . Isso me aborrecesse , meu mundo parece um rascunho. E no fundo, o que me falta é sua companhia.  Fecho a janela , mas antes sinto o vento , uma ventania brusca que com certeza trará algo e despeço me das estrelas. 

Choro .Na verdade, tem muito choro guardado neste vento ... um choro Que lava a  dor que sua falta faz . Bjos meus Neide Ponzoni 

domingo, 17 de julho de 2022

Caminho

 Agora no meu caminhar tem uma ponte passo  rápido por recomendações  de ser um lugar “Perigoso “ como se em São Paulo todos os lugares não fossem .Resolvi hoje ir devagar . Parei no meio . De um lado um trem seguia seu percurso . Do outro um ciclista . Imaginei o seria aqueles dois momentos . Um solitário num piso pintado de vermelho buscava ir ao trabalho  ou tentava melhorar o condicionamento físico ( solitário ) silêncio , um só . O trem pelas janelas vi muitas pessoas . Que também buscavam algo , muitas pessoas ,trilho de ferros , causando muito barulho . Números diferentes muitos e um . Seguindo em caminhos opostos talvez com intenções iguais . Muitas vezes sou o ciclista outras vezes sou o trem lotado que se cruzam .Arrumo a bolsa no ombro e termino de atravessar a ponte . Bjos meus . Neide Ponzoni  . 

Inverno ( 2022)

 Assim, a cidade acorda toda tomada pelas flores dos ipês rosas , começa mais  um dia de inverno  gelado. O dia me arranca manhã da cama mais cedo, está escuro ... abotoando o casaco pesado tento suprir o frio da alma , derrubando alguns sonhos como dominó , abro a porta e saio . A Cidade espera amanhecida, toda coberta de cinza , vestida de luvas e toucas e de chuvas breves. Essas chuvas deve ser o desaguar  de tanto desejo de ser outra , assim como eu também queria ser . Tudo se transforma dizia alguém, mas no inverno de São Paulo as transformações são ríspidas . Nenhum encontro na travessia  na ponte , quem é louco andar num dia assim ? Aqueles que  a cidade habitavam estão em ônibus , trens e carros embasados com o ar quente dos pulmões .Mergulho nos pensamentos e ando . Cruzo a ponte . Sobe uma névoa do Rio . Encontro mais um ipê Rosa  caminho  . Suas flores pinta agora onde piso .Bjos meus Neide Ponzoni