Borboleta.
Tenho uma borboleta tatuada no corpo, gosto de borboletas, suas cores sua fragilidade e agilidade. Já tentou pegar uma delas dá um trabalho, são rápidas.
Não foram feitas para ser pegas, são seres para apreciação , se sentarmos em silêncio num jardim , elas podem até pousar em você , não há como não sentir o efeito borboleta , seu bater de asas, não aquele rápido vôo de quando fogem mas lento e belo de quando se assentam.
O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você, disse Mario Quintana , e como ele tinha razão, existem sim pessoas borboletas, fogem se assustá-la , mas se agir com delicadeza aparece com todas as suas cores , pousa e fica ali, se tornam presentes.
Sei que as borboletas são símbolos de transformação , o símbolo da alma , representa o renascimento, a imortalidade, ah... como preciso ser borboleta exercitar minha delicadeza , aceitar minha fragilidade, desenvolver agilidade de fuga daqueles que me predem e minha força contra aqueles me sufocam, transformar-me e principalmente aceitar as mudanças e fases da vida. Assentar-me perto de quem consegue visualisar minhas cores....
Bjos meus
Neide Ponzoni
sábado, 5 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
E agora José?
E agora José?
Ele estava acostumado com sua vida, a rotina o deixava tranqüilo, sempre seguia o mesmo percurso até o trabalho, havia acostumado com as coisas. Tinha sérios medos das mudanças e acomodava-se passivamente.
Sua vida passava lentamente, notava claro o que acontecia em volta, o corre- corre dos amigos, as festas , os casamentos, os nascimentos , os rompimentos e ele lá na sua rotina bem quista, não era alienado. Acomodado com a vida corriqueira, nada podia mudar o escolhido.
Acordava, trabalha, voltava pra casa encontrava tudo totalmente no lugar como deixara de manhã, não havia ali o choro sentido de pessoas desoladas, não havia gritos de crianças , nem tristezas , nem reclamações, o silêncio reinava e cumpria seu papel.
Assim era a vida de José. Felicidade sentia, mas vivia na solidão que escolhera. ATÉ QUE UM DIA....
Ouviu gargalhadas no corredor alguém o arrastou para fora da solidão.
Olhou, parou e viu alguém entrar acompanhada no elevador, uma mulher e uma criança.
Sentiu incomodado, pois o apartamento do lado há muito tempo vazio tinha sido ocupado, acabou o sossego, pensou José.
Quando voltou a tarde tinha plantas no corredor, e uma bicicleta, estranhou.
Sempre a noite ouvia risadas e correria, no apartamento ao lado.
Certa manhã de sábado a campainha tocou, assustou-se. Abriu aporta contrariado, na sua frente uma mulher e a criança.Entreolharam e sorriram para ele como se o conhecesse.
Sem muito jeito José estendeu a mão , a mulher se apresentou , era Marília e seu filho Henrique e o convidava para um café no apartamento do lado.
Pego de surpresa Jose aceitou.
Entrou acanhado no apartamento ao lado. Tudo tinha cores, o tapete o sofá, as cortinas, brinquedos pela sala, além de uma confortável mesa de café da manhã.
Marília conversava com José e com filho.
José respondia com monossílabos, observando Marília se movimentar, com cabelos presos, sorria alto com as brincadeiras de Henrique que com três anos se mostrava pra visita.
Marília apresentou como viúva, e que mudara para São Paulo, pois tinha sido transferida da empresa. Explicou que o apartamento era do sogro e estava ali de passagem logo compraria uma casa com jardim e sem grades assim como no interior, enquanto Henrique corria pela sala.
José engoliu o café, estava meio zonzo com a conversa, não falou nada sobre ele , somente que era contador de empresa. Marília não : contou sobre a infância como filha única, adolescência , como conheceu o marido e sua perda a dois anos com lagrimas nos olhos.
José ouviu depois agradeceu se despediu. Ao sair Marília lhe disse que ficava feliz de um vizinho pois sentia mais segura. Tinha medo da fama de São Paulo. José riu e tentou acalmá-la. Nem tudo é violência, era um bairro próximo do centro, mas era calmo.
Voltou para o apartamento parou, refletiu sobre a vida. Estava bem na solidão, era opção, mas sentiu acolhido, quente com Marília, sentiu o cheiro do aconchego.
Por muitas vezes ao voltar do trabalho Marília convidava José para partilhar da sua rotina em casa. O movimento o assustava, mas encantava também. Assim passou o tempo, e o tempo de José foi ocupado por outra rotina cheia de movimento, cores, cheiros e risos.
José direcionara os seus ideais e novos passos, habituara comprar gibis , queijos e vinhos. Voltava tarde para seu apartamento tinha longas conversas com Maria e ria das fantasias de Henrique.
O fluxo da nova amizade seguia, passeios em parques, livrarias , fast -foods e lojas de brinquedos . Ansiava pelo fim da tarde no trabalho, encontraria Marília .
Certo sábado acordou com barulhos no corredor e um movimento diferente, ao entrar no apartamento de Marilía havia caixas empilhadas por todos os lados, ela sorria.
_Consegui uma casa!!!!!!!!!! Vamos mudar.
Quer ajudar a arrumar a nossa bagunça?
José permanecia atônito.
_Como assim mudar?
_ Eu disse era provisório, passaram-se dois anos, vamos para um bairro mais afastado, uma casa térrea com jardim, é uma pena que tenha grades, Maria falava , falava e José perdido nos seus sentimentos. Carregava as caixas, estava triste, mas não demonstrou.
Aquela noite não dormiu.
Acordou com o sol no domingo.
Chegara momento de sua vida mudar, sair do marasmo, fazer uma revolução nas estruturas da solidão que sorrateiramente tinha se apossado por anos de suas energias e o transformara num homem vazio. Transformaria as incertezas em objetivos , traçaria para uma nova rota. Acreditou ser possível caminhar novos passos e alcançar novas ruas. Tirou do armário uma grande mala, colocou ali o mais gostava, ali estava o sentido da vida, levou pouco daquilo que era.
e gostava disso.
Bateu a porta de Marília , que ao ver a mala , sorriu.
José simplesmente disse :
_Eu vou com vocês. Um longo beijo foi trocado .
José e Marília hoje vivem numa casa que apesar das grades tem um belo jardim, e de longe dá pra ouvir os seus risos.
Bjos meus .
Neide Ponzoni
E agora José?
Ele estava acostumado com sua vida, a rotina o deixava tranqüilo, sempre seguia o mesmo percurso até o trabalho, havia acostumado com as coisas. Tinha sérios medos das mudanças e acomodava-se passivamente.
Sua vida passava lentamente, notava claro o que acontecia em volta, o corre- corre dos amigos, as festas , os casamentos, os nascimentos , os rompimentos e ele lá na sua rotina bem quista, não era alienado. Acomodado com a vida corriqueira, nada podia mudar o escolhido.
Acordava, trabalha, voltava pra casa encontrava tudo totalmente no lugar como deixara de manhã, não havia ali o choro sentido de pessoas desoladas, não havia gritos de crianças , nem tristezas , nem reclamações, o silêncio reinava e cumpria seu papel.
Assim era a vida de José. Felicidade sentia, mas vivia na solidão que escolhera. ATÉ QUE UM DIA....
Ouviu gargalhadas no corredor alguém o arrastou para fora da solidão.
Olhou, parou e viu alguém entrar acompanhada no elevador, uma mulher e uma criança.
Sentiu incomodado, pois o apartamento do lado há muito tempo vazio tinha sido ocupado, acabou o sossego, pensou José.
Quando voltou a tarde tinha plantas no corredor, e uma bicicleta, estranhou.
Sempre a noite ouvia risadas e correria, no apartamento ao lado.
Certa manhã de sábado a campainha tocou, assustou-se. Abriu aporta contrariado, na sua frente uma mulher e a criança.Entreolharam e sorriram para ele como se o conhecesse.
Sem muito jeito José estendeu a mão , a mulher se apresentou , era Marília e seu filho Henrique e o convidava para um café no apartamento do lado.
Pego de surpresa Jose aceitou.
Entrou acanhado no apartamento ao lado. Tudo tinha cores, o tapete o sofá, as cortinas, brinquedos pela sala, além de uma confortável mesa de café da manhã.
Marília conversava com José e com filho.
José respondia com monossílabos, observando Marília se movimentar, com cabelos presos, sorria alto com as brincadeiras de Henrique que com três anos se mostrava pra visita.
Marília apresentou como viúva, e que mudara para São Paulo, pois tinha sido transferida da empresa. Explicou que o apartamento era do sogro e estava ali de passagem logo compraria uma casa com jardim e sem grades assim como no interior, enquanto Henrique corria pela sala.
José engoliu o café, estava meio zonzo com a conversa, não falou nada sobre ele , somente que era contador de empresa. Marília não : contou sobre a infância como filha única, adolescência , como conheceu o marido e sua perda a dois anos com lagrimas nos olhos.
José ouviu depois agradeceu se despediu. Ao sair Marília lhe disse que ficava feliz de um vizinho pois sentia mais segura. Tinha medo da fama de São Paulo. José riu e tentou acalmá-la. Nem tudo é violência, era um bairro próximo do centro, mas era calmo.
Voltou para o apartamento parou, refletiu sobre a vida. Estava bem na solidão, era opção, mas sentiu acolhido, quente com Marília, sentiu o cheiro do aconchego.
Por muitas vezes ao voltar do trabalho Marília convidava José para partilhar da sua rotina em casa. O movimento o assustava, mas encantava também. Assim passou o tempo, e o tempo de José foi ocupado por outra rotina cheia de movimento, cores, cheiros e risos.
José direcionara os seus ideais e novos passos, habituara comprar gibis , queijos e vinhos. Voltava tarde para seu apartamento tinha longas conversas com Maria e ria das fantasias de Henrique.
O fluxo da nova amizade seguia, passeios em parques, livrarias , fast -foods e lojas de brinquedos . Ansiava pelo fim da tarde no trabalho, encontraria Marília .
Certo sábado acordou com barulhos no corredor e um movimento diferente, ao entrar no apartamento de Marilía havia caixas empilhadas por todos os lados, ela sorria.
_Consegui uma casa!!!!!!!!!! Vamos mudar.
Quer ajudar a arrumar a nossa bagunça?
José permanecia atônito.
_Como assim mudar?
_ Eu disse era provisório, passaram-se dois anos, vamos para um bairro mais afastado, uma casa térrea com jardim, é uma pena que tenha grades, Maria falava , falava e José perdido nos seus sentimentos. Carregava as caixas, estava triste, mas não demonstrou.
Aquela noite não dormiu.
Acordou com o sol no domingo.
Chegara momento de sua vida mudar, sair do marasmo, fazer uma revolução nas estruturas da solidão que sorrateiramente tinha se apossado por anos de suas energias e o transformara num homem vazio. Transformaria as incertezas em objetivos , traçaria para uma nova rota. Acreditou ser possível caminhar novos passos e alcançar novas ruas. Tirou do armário uma grande mala, colocou ali o mais gostava, ali estava o sentido da vida, levou pouco daquilo que era.
e gostava disso.
Bateu a porta de Marília , que ao ver a mala , sorriu.
José simplesmente disse :
_Eu vou com vocês. Um longo beijo foi trocado .
José e Marília hoje vivem numa casa que apesar das grades tem um belo jardim, e de longe dá pra ouvir os seus risos.
Bjos meus .
Neide Ponzoni
E agora José?
E agora José?
Ele estava acostumado com sua vida, a rotina o deixava tranqüilo, sempre seguia o mesmo percurso até o trabalho, havia acostumado com as coisas. Tinha sérios medos das mudanças e acomodava-se passivamente.
Sua vida passava lentamente, notava claramente o que acontecia em volta, o corre- corre dos amigos, as festas , os casamentos, os nascimentos , os rompimentos e ele lá na sua rotina bem quista, não era alienado. Acomodado com a vida corriqueira, nada podia mudar o escolhido.
Acordava, trabalha, voltava pra casa encontrava tudo totalmente no lugar como deixara de manhã, não havia ali o choro sentido de pessoas desoladas, não havia gritos de crianças , nem tristezas , nem reclamações, o silêncio reinava e cumpria seu papel.
Assim era a vida de José. Felicidade sentia, mas vivia na solidão que escolhera. ATÉ QUE UM DIA....
Ouviu gargalhadas no corredor alguém o arrastou para fora da solidão.
Olhou, parou e viu alguém entrar acompanhada no elevador, uma mulher e uma criança.
Sentiu incomodado, pois o apartamento do lado há muito tempo vazio tinha sido ocupado, acabou o sossego, pensou José.
Quando voltou a tarde tinha plantas no corredor, e uma bicicleta, estranhou.
Sempre a noite ouvia risadas e correria, no apartamento ao lado.
Certa manhã de sábado a campainha tocou, assustou-se. Abriu a porta contrariado, na sua frente uma mulher e a criança.Entreolharam e sorriram para ele como se o conhecesse.
Sem muito jeito José estendeu a mão , a mulher se apresentou , era Marília e seu filho Henrique e o convidava para um café no apartamento do lado.
Pego de surpresa José aceitou.
Entrou acanhado no apartamento ao lado. Tudo tinha cores, o tapete o sofá, as cortinas, brinquedos pela sala, além de uma confortável mesa de café da manhã. Marília conversava com José e com filho.
José respondia com monossílabos, observando Marília se movimentar, com cabelos presos, sorria alto com as brincadeiras de Henrique que com três anos se mostrava pra visita.
Marília apresentou como viúva, e que mudara para São Paulo, pois tinha sido transferida da empresa. Explicou que o apartamento era do sogro e estava ali de passagem logo compraria uma casa com jardim e sem grades assim como no interior, enquanto Henrique corria pela sala.
José engoliu o café, estava meio zonzo com a conversa, não falou nada sobre ele , somente que era contador de empresa. Marília não : contou sobre a infância como filha única, adolescência , como conheceu o marido e sua perda a dois anos com lágrimas nos olhos.
José ouviu depois agradeceu se despediu. Ao sair Marília lhe disse que ficava feliz de um vizinho pois sentia mais segura. Tinha medo da fama de São Paulo. José riu e tentou acalmá-la. Nem tudo é violência, era um bairro próximo do centro, mas era calmo.
Voltou para o apartamento parou, refletiu sobre a vida. Estava bem na solidão, era opção, mas sentiu acolhido, quente com Marília, sentiu o cheiro do aconchego.
Por muitas vezes ao voltar do trabalho Marília convidava José para partilhar da sua rotina em casa. O movimento o assustava, mas encantava também. Assim passou o tempo, e o tempo de José foi ocupado por outra rotina cheia de sons , cores, cheiros e risos.
José conhecia os seus ideais mas novos passos o direcionava ao apartamneto ao lado, habituara comprar gibis , queijos e vinhos. Voltava tarde e tinha longas conversas com Maria e ria das fantasias de Henrique.
O fluxo da nova amizade seguia, passeios em parques, livrarias , fast -foods e lojas de brinquedos . Ansiava ele pelo fim da tarde no trabalho, encontraria Marília .
Certo sábado acordou com barulhos no corredor e um movimento diferente, ao entrar no apartamento de Maria havia caixas empilhadas por todos os lados, ela sorria.
_Consegui uma casa!!!!!!!!!! Vamos mudar.
Quer ajudar a arrumar a nossa bagunça?
José permanecia atônito.
_Como assim mudar?
_ Eu disse era provisório, passaram-se dois anos, vamos para um bairro mais afastado, uma casa térrea com jardim, é uma pena que tenha grades, Maria falava , falava e José perdido nos seus sentimentos. Carregava as caixas, estava triste, mas não demonstrou.
Aquela noite não dormiu.
Acordou com o sol no domingo.
Chegara momento de sua vida mudar, sair do marasmo, fazer uma revolução nas estruturas da solidão que sorrateiramente tinha se apossado por anos de suas energias e o transformara num homem vazio. Transformaria as incertezas em objetivos , traçaria para uma nova rota. Acreditou ser possível caminhar novos passos e alcançar novas ruas. Tirou do armário uma grande mala, colocou ali o mais gostava, ali estava o sentido da vida, levou pouco daquilo que era.
Bateu a porta de Marília , que ao ver a mala , sorriu.
José simplesmente disse :
_Eu vou com vocês. Um longo beijo foi trocado .
José e Marília hoje vivem numa casa que apesar das grades tem um belo jardim, e de longe dá pra ouvir os seus risos.
Bjos meus .
Neide Ponzoni
Ele estava acostumado com sua vida, a rotina o deixava tranqüilo, sempre seguia o mesmo percurso até o trabalho, havia acostumado com as coisas. Tinha sérios medos das mudanças e acomodava-se passivamente.
Sua vida passava lentamente, notava claramente o que acontecia em volta, o corre- corre dos amigos, as festas , os casamentos, os nascimentos , os rompimentos e ele lá na sua rotina bem quista, não era alienado. Acomodado com a vida corriqueira, nada podia mudar o escolhido.
Acordava, trabalha, voltava pra casa encontrava tudo totalmente no lugar como deixara de manhã, não havia ali o choro sentido de pessoas desoladas, não havia gritos de crianças , nem tristezas , nem reclamações, o silêncio reinava e cumpria seu papel.
Assim era a vida de José. Felicidade sentia, mas vivia na solidão que escolhera. ATÉ QUE UM DIA....
Ouviu gargalhadas no corredor alguém o arrastou para fora da solidão.
Olhou, parou e viu alguém entrar acompanhada no elevador, uma mulher e uma criança.
Sentiu incomodado, pois o apartamento do lado há muito tempo vazio tinha sido ocupado, acabou o sossego, pensou José.
Quando voltou a tarde tinha plantas no corredor, e uma bicicleta, estranhou.
Sempre a noite ouvia risadas e correria, no apartamento ao lado.
Certa manhã de sábado a campainha tocou, assustou-se. Abriu a porta contrariado, na sua frente uma mulher e a criança.Entreolharam e sorriram para ele como se o conhecesse.
Sem muito jeito José estendeu a mão , a mulher se apresentou , era Marília e seu filho Henrique e o convidava para um café no apartamento do lado.
Pego de surpresa José aceitou.
Entrou acanhado no apartamento ao lado. Tudo tinha cores, o tapete o sofá, as cortinas, brinquedos pela sala, além de uma confortável mesa de café da manhã. Marília conversava com José e com filho.
José respondia com monossílabos, observando Marília se movimentar, com cabelos presos, sorria alto com as brincadeiras de Henrique que com três anos se mostrava pra visita.
Marília apresentou como viúva, e que mudara para São Paulo, pois tinha sido transferida da empresa. Explicou que o apartamento era do sogro e estava ali de passagem logo compraria uma casa com jardim e sem grades assim como no interior, enquanto Henrique corria pela sala.
José engoliu o café, estava meio zonzo com a conversa, não falou nada sobre ele , somente que era contador de empresa. Marília não : contou sobre a infância como filha única, adolescência , como conheceu o marido e sua perda a dois anos com lágrimas nos olhos.
José ouviu depois agradeceu se despediu. Ao sair Marília lhe disse que ficava feliz de um vizinho pois sentia mais segura. Tinha medo da fama de São Paulo. José riu e tentou acalmá-la. Nem tudo é violência, era um bairro próximo do centro, mas era calmo.
Voltou para o apartamento parou, refletiu sobre a vida. Estava bem na solidão, era opção, mas sentiu acolhido, quente com Marília, sentiu o cheiro do aconchego.
Por muitas vezes ao voltar do trabalho Marília convidava José para partilhar da sua rotina em casa. O movimento o assustava, mas encantava também. Assim passou o tempo, e o tempo de José foi ocupado por outra rotina cheia de sons , cores, cheiros e risos.
José conhecia os seus ideais mas novos passos o direcionava ao apartamneto ao lado, habituara comprar gibis , queijos e vinhos. Voltava tarde e tinha longas conversas com Maria e ria das fantasias de Henrique.
O fluxo da nova amizade seguia, passeios em parques, livrarias , fast -foods e lojas de brinquedos . Ansiava ele pelo fim da tarde no trabalho, encontraria Marília .
Certo sábado acordou com barulhos no corredor e um movimento diferente, ao entrar no apartamento de Maria havia caixas empilhadas por todos os lados, ela sorria.
_Consegui uma casa!!!!!!!!!! Vamos mudar.
Quer ajudar a arrumar a nossa bagunça?
José permanecia atônito.
_Como assim mudar?
_ Eu disse era provisório, passaram-se dois anos, vamos para um bairro mais afastado, uma casa térrea com jardim, é uma pena que tenha grades, Maria falava , falava e José perdido nos seus sentimentos. Carregava as caixas, estava triste, mas não demonstrou.
Aquela noite não dormiu.
Acordou com o sol no domingo.
Chegara momento de sua vida mudar, sair do marasmo, fazer uma revolução nas estruturas da solidão que sorrateiramente tinha se apossado por anos de suas energias e o transformara num homem vazio. Transformaria as incertezas em objetivos , traçaria para uma nova rota. Acreditou ser possível caminhar novos passos e alcançar novas ruas. Tirou do armário uma grande mala, colocou ali o mais gostava, ali estava o sentido da vida, levou pouco daquilo que era.
Bateu a porta de Marília , que ao ver a mala , sorriu.
José simplesmente disse :
_Eu vou com vocês. Um longo beijo foi trocado .
José e Marília hoje vivem numa casa que apesar das grades tem um belo jardim, e de longe dá pra ouvir os seus risos.
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