Quando falo não significa que estou falando de mim, quando escrevo sobre uma personagem não significa que a história não seja verdade.
Vivo entre a realidade e fantasia, deixo meu espírito infantil se fazer presente ,crio um conto, busco luz, mas sou também uma grande escuridão, em todos os seus detalhes não vistos.
Se existe o que escrevo?
_ Sei não. Pode ser que sim, mas não há certezas absolutas na minha vida. Tenho idas e vindas, percalços que me ferem o peito.
Sofro antes , durante e depois, não sou pessimista , sou assim.
Se não escrevo , sofro, sangro por dentro. Falo por mim , pelos outros , de outros, de poucos, de vários , falo sobre o que vejo, desilusões, paixões , traições isto é algo que não permito e é uma fatalidade que me ronda. Falo de questões banais , pessoais , que tem dimensões da minha alma, momentos que me interessam e retrato o vivido mas também o imaginário se faz presente.
A dor por exemplo, a separação, a morte , a infãncia ,as perdas, angustias, amarras , tudo isso se vão, e ficam a euforia de relatar , de saber sentir. Ah escrever é ser..... Poder ser , eu sou.
Se tenho direito ao grito, grito.
Se tenho direito à escrita , escrevo, esta é a minha ponte para atravessar e vencer lado negro da força .
Bjos meus.
Neide Ponzoni
Nenhum comentário:
Postar um comentário