quinta-feira, 10 de junho de 2010

“Admirável Mundo Novo”

“Admirável Mundo Novo”

Os que me conhecem pessoalmente sabem que eu gosto muito de ler.minha amiga Claudia diz que minha leitura não é dinamica é dessesperada .
Então para começar a falar de livros , neste feriado eu li “Admirável Mundo Novo” de “Aldous Huxley”, penso que uma leitura pouco tardia , já que sou quase uma quarentona , mas foi uma felicidade pois ultimamente tenho lido só blockbusters .O fato mais interessante deste livro é que ele é de 1932!
O livro trata de um futuro alternativo onde as pessoas são “criadas” em fábricas e desde cedo, em úteros artificiais, já são condicionadas às tarefas que irão exercer. Então os que serão os mecânicos dos aviões-foguetes já são condicionados para que não gostem de terra firme. Nesta sociedade não há divindades, o que existe é o “Grande Ford” (Lembram que foi ele o inventor da linha de produção?), e é até engraçado ver as pessoas falando “Por Ford!”, “Ai meu Ford”, “Oh grande Ford”.
Na sociedade descrita no livro as famílias não existem (todos são fabricados), todo mundo é de todo mundo, não existem relacionamentos, as pessoas são encorajadas a se relacionarem com quantas pessoas quiserem( isso eu gostei rsrrsrsr). Não existem conceitos como irmãos, tios, primos e pais, a palavra “mãe” é até mesmo um tipo de tabu, gera nojo nas pessoas, imaginem viver sem o conceito materno, pobre Freud não teria espaço rsrrsr
É claro que dessa nova sociedade existem pessoas que mesmo fabricadas saem fora do padrão, como o personagem principal Bernard Marx. Bernard é um pouco diferente dos demais (no livro todos são altos e “bonitos”) e as pessoas costumam dizer que foi colocado álcool em seu útero artificial, aí meu Deus sou baixinha , tenho que começar a questionar minha mãe.
A coisa começa mesmo quando Bernard resolve conhecer uma reserva onde vivem os selvagens, pessoas que não fazem parte do moderno novo mundo e continuam com os hábitos antiquados de antigamente. Nesta reserva Bernard conhece John o filho de uma mulher que já foi da civilização, mas acabou se perdendo em uma viagem à reserva dos selvagens. Bernard enxerga ai uma oportunidade de exibir o selvagem John para a civilização e ganhar mais respeito e admiração. Lembram o bom selvagem , coisa de escritor brasileiro no romantismo.
O livro é realmente muito bom e há partes em que cheguei a pensar “nossa, será que este futuro é tão alternativo assim?”Será que somos os selvagens ou os alfa, betas ou gamas do livro , leiam gente..... é muito bom.
Quem já leu venha pro mundo de Neide discutir comigo, adorei o capitulo , que discutem sobre Deus, quase tão bom quanto Nietzsche.
Bjos meus . Neide Ponzoni

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