sábado, 13 de janeiro de 2018


Essa solidão enorme que me habita agora no final de cada tarde , esse tempo derramado onde o segundo parece durar horas. Voam as lembranças tão vivazes de um passado \presente, um agora que só quer ser triste e oco.
 Essa angústia sussurrada pros amigos, o meu corpo a tremer sem agasalhos, a tristeza elegeu neste momento o meu olhar, que agora vive úmido.
E parece que jamais serei  a mesma e que nada mais terá sentido como antes, como é dura essa tristeza ao contrario  das lagrimas que são dinâmicas e fluidas.
Então tenho que deixar as coisas se renovem,  e que as perdas tenham mais de um sentido, que os vazios me ofereçam mais espaço, pra que a vida me compense com o impossível. O possível parece se distanciar e meus passos não o  alcança.
Queria   permitir que a alegria se aproximasse, e que me trouxesse  mais calor para os meus dias, afinal é verão...quando tudo me parece um desconsolo, é possível ainda assim, ser poesia.
Serei forte, sigo em frente, respiro fundo, e percebo a importância de se ter vazios, pra que eu possa ocupar os espaços  com novidades . Preciso renascer. Preciso renascer logo.
Bjos meus.
Neide Ponzoni
 

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