
Quando lembramos dos contos de fadas , o bem e o mal aparecem bem distintos , bruxas más e fadas boas .
Em Malévola isto se desmonta , o filme é infantil, sim, até mais do que eu esperava. Porém surpreendente. Ele conta a história da fada Malévola desde sua infância, passando pelo fatídico momento no qual ela amaldiçoa a princesa Aurora e continua um pouco após o famoso beijo do despertar. É inevitável torcer por ela durante a trama, olha que não gosto muito desse negócio... de humanizar personagens vilões , mas o filme mostra mesmo que superficial a vida da “fada” Malévola e nos faz compreender e descobrir novos relatos da relação entre ela e a Bela Adormecida.
Malévola é uma mulher forte que nega o amor idealizado, acredito que a síntese da obra refere a isso sim , ao poder que temos e muitas vezes nossas asas são cortadas .
O poder de Malévola não estava só em suas asas , ela é traída e descarrega todo poder numa vingança passional , claro depois se arrepende .
O filme me deixou pensativa , serve para discutir sobre a dualidade entre bem e mal, herói e vilão e ambos se confundirem.
Malévola me surpreendeu , exprime com alguma eficiência os conflitos internos da protagonista.
O misto de ódio e amor que habita a fada e como paixão pode conduzir ao mal e vice-versa. É muito bom ver a Disney desconstruindo estereótipos, trabalhando os velhos contos com uma abordagem feminina que transcende o “somos donzelas indefesas à espera de um homem para nos ajudar”. As mulheres desses novos trabalhos mostram que podem sim caminhar com as próprias pernas e que não precisam ser inimigas. O amor romântico cai do seu posto soberano, já que as relações entre os personagens não se focam mais exclusivamente nisso.
O final, sobretudo, me surpreendeu; Sim, foi lindo.
Bjos meus
Neide Ponzoni
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