De ter amigos eu gosto porque preciso de ajuda pra sentir, embora quem se relacione comigo saiba que é por conta-própria e auto- risco. Tenho uns que sempre estão aqui e agradeço a Deus por tê-los .
Eu nunca fiz amigos tentando ser interessante. Todos os amigos mais íntimos que fiz foi porque me interessei verdadeiramente por eles: me interessei pelo que doía, pelo que o fazia gargalhar, pela forma como banalizava histórias tristes, pelo jeito que dramatizava fatos aparenteme...nte banais...
Tudo o que eu sou eu devo ao que fui, a minha criação, ao que me doeu longamente, às alegrias que tive, às pessoas que conviveram comigo, aos valores que me passaram e ao que transcendi.
Tenho tanta Consciência da importância do Outro na minha vida que digo que sou viciada em gente: com seus problemas, suas virtudes, sua simplicidade ou complexidade, com sua disposição pro amor ou a sua dificuldade de. Porque eu sempre vou encontrar casa numa característica, qualidade ou defeito do Outro_ tudo é instrumento para que eu me trabalhe quando me deixo vir à tona através das projeções que faço nele...
A honestidade sempre salvou as minhas relações e me permitiu ser amada sendo quem eu estava, porque somos o que estamos.
Depois descobri que a gente se desilude com amigos sim, mas que isto faz parte da vida e que a parte mais importante é o aprendizado e o espaço que fica para o perdão...
Bjos meus
Neide Ponzoni
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