Me ajuda que hoje eu tenho certeza absoluta que não sei quem sou .
To
parecendo Pessoa e Virginia Woolf naquelas aflições infinitas .
To achando que em outras vidas fui um filósofo angustiado , ou talvez
um cético enganado pelos búzios, pelas cartas, pelos astros, pelas fadas.
Me puxa para fora desse túnel, me mostra o caminho para baixo da
quaresmeira em flor.
Livra me da minha cabeça tonta , livra me dos meus pensamentos
inquietos , preciso sair de mim e respirar aliviada e por um instante não ser
mais eu, porque hoje não me suporto , nem me perdoo de ser como sou, sem
solução... ser aflito preso ....
Bjos meus .
Neide Ponzoni
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