Estava
ali, deitada na cama e imóvel, já havia algum tempo..
Amanhecia e
eu não queria que fosse outro dia.
Era outro
dia , o tempo senhor malévolo não parou para ouvir minhas inquietações Fica ali
pensando nos meus dois mundos .
Sou dois universos.
O primeiro é composto por multidões de
eus. Eus, para as várias pessoas que fazem parte dele. Inúmeros mundos. Milhares
de números. Onde dias e horas são cada
vez mais breves.
Outro segundo mundo, quieto
me observa. Um mundo visto por todos, sou única., transparente ... certa do que
quer.
Fico ali pensando o que vou ser neste
dia.
La fora a vida
começava .
Eu encaro o teto, pensando em um milhão de coisas ao
mesmo tempo sem se focar em nenhum pensamento em específico. Isso dava a
contraditória sensação de que não estava pensando em nada.
Na verdade
estou sufocada com um monte de nada embolado na sua garganta. Pedindo para sair
em um grito ou em um jato de vômito, tanto faz. Minha mente inquieta pensava
nada.
Pela fresta
da janela o sol também surge. Era sexta-feira mais um dia para correr.
Não quero
levantar, quero ficar ali , olhando pro
teto vendo os raios de sol formarem figuras estranhas .
Naquela sexta-feira penso que, o mundo que vivi até aquele então não satisfaz mais. E insuficiente. E pequeno . E limitado. E finito.
Naquela sexta-feira penso que, o mundo que vivi até aquele então não satisfaz mais. E insuficiente. E pequeno . E limitado. E finito.
Sento na cama . Me jogo par fora dela. Entro no banheiro meu rosto meu rosto
refletido traz olheiras e os lábios um
tanto descorados. Não aguento mais nem a mim mesma. Ouço o barulho de despertar
.
Meu filho
grita “mamãe ... meus olhos acordaram .”
Aí meu mundo de ser única acorda também e respondo
.. to indo amor...
Bjos meus.
Neide
Ponzoni
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