Alexandra Kollontai
(1872-1952)
A mais destacada dirigente feminina da Revolução de Outubro de 1917, na Rússia, responsável pela elaboração da legislação revolucionária do Estado Soviético que, pela primeira vez na história, reconheceu e impôs a igualdade de direitos entre os sexos .
Ao ler A nova mulher e a moral sexual de Alexandra Kollontai percebo aprofunda critica á duplicidade de valores sobre os quais se estruturam ainda as relações pessoais tradicionais. Kollantai viveu o fôlego da revolução comunista e foi grande precursora das idéias feminista da década de 60, não é por acaso que seus escritos são inspiradores e de leitura obrigatória para as mulheres militantes até hoje.
Mulheres militantes, que buscam construir uma ética libertaria nas relações afetivas e pessoais. E que acreditam que transformar radicalmente o mundo só será possível se as mulheres forem, com igualdade, sujeitos legítimos desse processo.
Um processo de construções de novas relações , onde enfatiza a importância de se fazer todo o estofo sobre o qual se fundam as relações afetivas . Repensar o amor e a sexualidade sobre novas bases , fundados no respeito mutuo, no companheirismo, “na liberdade absoluta , por um lado de igualdade e verdadeira solidariedade comum entre companheiros, por outro’ , sabendo que a transição e a ruptura com a moral tradicional exigira um longo período e uma dedicação sincera a esse lado da transformação social.
A separação entre a vida publica e a vida privada é um dos elementos mais importantes na conformação dos valores, do modo de vida , em conflito com o projeto radical de igualdade entre os gêneros.O descaso pelas questões de transformação pessoal, a redução de visão do horizonte de luta política , sem incorporar um serio questionamento sobre os valores morais que são lhe impostos e não saber os porquês do reforço da dominação masculina e os privilégios que são dados na vida publica e pessoal.
È necessário considerar que apesar de toda modernidade não existe novas formas de revolução no amor e na sexualidade feminina, ainda se tem o padrão estabelecidos pela moral arraigada e castradora a séculos e alimentada por meios de comunicação, que cegam e punem , oprimindo o gênero e também por classes.
Faz se importante que o movimento seja de romper com a mentalidade ainda patriarcal , romper com o papel subordinado das mulheres , em particular no que se trata da sua sexualidade e abortar todas asa formas de dominação entre os sexos..
A uma nova mulher precisa criar novos valores morais e sexuais , destruir os velhos padrões e princípios nas almas daquelas que ainda não se aventuraram a empreender a marcha pelo novo caminho. São essas mulheres que devem romper com os dogmas que as escravizam.
Para que aconteça este movimento de ruptura, a mulher trabalhadora entende-se muito alem do própria existência . As mulheres trabalhadoras e militantes deve trazer ao debate sua criticidade e inteligência para destruir velhos mitos e ídolos que hasteiam o estandarte da subordinação , trazer verdades a luz dos olhos de suas companheiras contra o espírito da dependência que lhe é ofertado por séculos. Reintegrar da individualidade e ser capaz de superar as tendências herdadas por suas mães e avós.. que prendem e pesam muito sobre suas almas, estes pensamentos só poderão ser superados quando a mulher moderna converter-se como sujeito da sua própria historia.
È um desafio tentar convencer os companheiros de luta que as mudanças nas questões da vida privada, do comportamento , da sexualidade, do amor são partes imprescindível na busca de uma sociedade mais igualitária. , tenho esperança ainda de renovação nesse projeto de vida.
“Neste período de transição, a idéia moral que determina as relações entre os sexos não pode ser o brutal instinto sexual, mas sim as múltiplas sensações do amor-camaradagem experimentadas por homens e mulheres...... "
Alexandra Kolantai
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