Eu tinha mais ou menos cinco anos e eu era toda felicidade: percebi que podia enrolar a segunda perninha do meu N num caracol de vertigem, uma boniteza sem fim. Enrolava bem fininho até onde minha coordenação de criança pequena dava, mordendo a língua de lado com o esforço bom. Desse dia em diante nunca mais larguei a escrita . Pedaços de telha , tijolo , adobro e carvão. Eu sabia escrever e ler . Virei pixadora , meu nome e palavras estavam nos muros perto de casa e meu pai me ensinou a contar as carreiras de tijolos nas pias cobertas por sapê. Ler , escrever SOMAR .E segui . Desse dia em diante o tempo passou tanto que eu descobri um monte de coisas, virei gente adulta, consegui emprego, filhos , dissabores. Mas ainda tenho aquela mesma felicidade escrevo meu nome a lápis. Bjos meus Neide Ponzoni
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