quinta-feira, 18 de julho de 2013

Maria

Maria 
O choro de Maria secou. Com cuidado as feridas se curaram só vê a cicatriz pra lembrar que sobreviveu. A dor perdeu seu lugar na rotina e ela foi procurar outros rumos. 
Suavemente tudo mudou de ritmo e Maria começou um passo de cada vez o tempo sanou o a dor que incomodava . 
A princípio teve ansiedade, porque tudo parecia um turbilhão, mas de que adianta tentar pular aprendizados? Ela andou e viu o sol se pôr nas suas duvidas .
Iniciou novos sonhos.
Se é de vida que se precisa, ela foi viver e a aquela melancolia eterna esvaziou e sua incompletude se integrou a pele e a vontade de ser se aprimorou.
Chuva e sol, calor e frio , e o equilíbrio da vida se estabeleceu, nasceu o sorriso mais largo do mundo, seu olhar não entristeceu mais, encontrou outra maneira de ver . E viu.
Já era tempo de Maria prestar mais atenção em outras cores, engoliu a luz do sol e entrou no mar sem medo.
Nada ficou fragmentado. Saiu inteira e o amor agora nela transborda: sua pele aceita nova carícia, olhar brilha com a menor das delícias.
O toque da vida agora é novo , não mais um toque cego .
Importante agora é que o choro secou.
Maria agora olha longamente no espelho e sabe o que ainda há muito o que viver , não quis nada do que restou, quis um sorriso novo, quis portas abertas e pintadas de laranjas e sente vontade de saltar novamente no desconhecido.
E hoje ela chora mas de alegria ao sentir novamente seu olhos pousarem no corpo de quem a faz feliz . Chama o amor para simplificar.

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